
Zhou Enlai, um dirigente comunista chinês, foi um dia questionado sobre o impacto da Revolução Francesa de 1789, ao que ele terá respondido que ainda era muito cedo para saber. Imaginem então o que dizer de um processo tão incerto como o da transformação da China em nova potência hegemónica, assente numa economia em expansão industrial, que ultrapassou o Japão e que, a manter-se esta trajectória, se tornará a maior economia. O resto da crónica no i pode ser lido
aqui.
Nota bibliográfica. Sobre China, tenho lido com proveito as análises de
David Pilling no Financial Times, os artigos de
Hang Dongfang sobre as lutas laborais e o que se tem escrito na New Left Review, a minha revista preferida de ideias de esquerda: por exemplo, este artigo de
Sanjay Reddy sobre as reformas de mercado e a evolução dos indicadores de saúde ou este de
Hang Ho-Fung sobre a dependência face aos EUA.