
O Rodrigo
continua convencido de que a participação portuguesa nos jogos olímpicos foi um desastre que explica a incapacidade nacional para nos superarmos nos momentos decisivos. A razão acrescida para a sua convicção foi encontrá-la,
vá-se lá saber porquê, nas medalhas que Portugal tem ganho nos jogos paraolímpicos. Se bem percebo o Rodrigo, se uns conseguem ganhar medalhas o que é que explica o “insucesso” dos Marcos Fortes da delegação olímpica nacional? A resposta é simples. Porque não ainda existe verdadeira alta competição nos paraolímpicos. Quanto mais profissional e global for o desporto mais difícil se torna competir e alcançar resultados sem grandes meios e apoios. Portugal, como se sabe, tem um excelente palmarés no hóquei em patins, essa modalidade que deve competir em número de praticantes com a pelota basca e onde levamos a vantagem competitiva nada despicienda de ter a vaga ideia da sua existência.
Não deixa de ser sintomático que, sendo estes os
jogos paraolímpicos onde se concentrou a maior atenção mediática e se bateram todos os recordes de audiência televisiva, a participação nacional se esteja a ressentir da crescente competitividade e tenha arrecadado muito menos medalhas do que há quatro anos( 7 contra 12, para ser preciso), começando reclamar mais apoios face à crescente profissionalização das outras delegações. Rodrigo, posso não estar a perceber as tuas dúvidas, mas quer-me parecer que as tuas perguntas só reforçam o que o
maradona vem dizendo e o que
eu escrevi no meu
antigo poiso.