Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008
por Daniel Oliveira
Não falta quem ataque Marinho Pinho pelas suas acusações difusas sobre corrupção. Exigem provas. São os mesmos que ignoraram Paulo Morais, antigo Vice-Presidente da Câmara do Porto, e que desfizeram em José Sá Fernandes quando ele reuniu provas e recorreu à justiça, pondo as convicções políticas à frente da exigência cívica. Já é difícil leva-los a sério. Quando a acusação é geral, é conversa de taxista quando é concreta é a judicialização da política. Afinal, quando é que é aceitável falar em corrupção no nosso país?

por Daniel Oliveira
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17 comentários:
Aqui fica uma anedota, para descontrair...

Quando José Sócrates acordou, descobriu que estava sozinho no Palácio de S.Bento.

Não havia ministros, não havia cozinheiros nem contínuos, nem mesmo os seus mais fiéis assessores.

Não havia ninguém.

José Sócrates pegou no carro e saiu para dar uma volta pela cidade para ver se encontrava alguém.

Mas, a cidade estava deserta. Não havia ninguém nas elegantes avenidas de Lisboa e ele voltou para o palácio muito preocupado.

Daí a pouco, o telefone tocou. Era António Costa.

Zé? - disse o António Costa - És tu?

- Sim, sou eu. Mas o que é que se passa? Não está ninguém aqui em Lisboa?

O que aconteceu? Assim, não dá! Assim, não é porreiro pá!

É claro que não tem ninguém aí. Nem em Lisboa, nem no resto do país, meu amigo. Tu não te lembras do teu discurso de ontem à noite na televisão? Tu descontrolaste-te e disseste que quem não estivesse satisfeito com o governo que fosse embora, que mudasse de país.

Eu??? Eu disse isso?! E agora?...então ficamos só nós dois aqui em Portugal?

- Nós dois, porra nenhuma!! Eu estou a telefonar de Paris.

deixado a 29/1/08 às 09:35
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Bang Bang
Eu explico, Daniel, caso ainda não tenhas percebido. É muito simples. Quando os visados são conotados com a direita, há que a todo o custo descredibilizar as acusações.
O PPM vive numa lógica de barricada. Debater com pessoas assim não dá guzo nenhum. Mas já vi que tu gostas. Seja como for, excelente post.

deixado a 29/1/08 às 11:16
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Exigem nomes. Mas bastam factos. E esses são notórios.

deixado a 29/1/08 às 11:52
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Daniel,

Tenho três palavras para si: "Ana Cristina Ribeiro"

deixado a 29/1/08 às 12:49
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Óbvio: quando não se fala de corrupção.

São tudo bons rapazes.

deixado a 29/1/08 às 14:02
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Lembras-te do sketch dos "Gatofedorento" em que um entrevistado era exactamente acusado pelo jornalista de não "concretizar", mesmo tendo o homem as cópias dos cheques na mão e dizer os nomes dos "corruptos"?
A realidade é tramada!...

deixado a 29/1/08 às 14:47
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Nuno
Como diz o J Coelho, em política há muita fraca memória. Eu já nem estava recordado da campanha ignóbil e nojenta contra o "Zé" qdo ele decidiu recorrer à justiça e exercer cidadania perante negociatas feitas com os corruptos da bragaparques e lesivas dos interesses dos contribuintes!
Esta campanha teve a benção dos media, tendenciosos e a informar mal e porcamente situação! Foi nojento e manipulador da opinião pública, o q demonstra falta de sentido critico de muitos dos nossos media incapazes de pensarem pelas próprias cabeças.
Apenas acho q o bastonário deveria ter apopntado casos concretos q lhe levantam suspeitas.

deixado a 29/1/08 às 14:58
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Demokrata, diga lá o que se passa com Ana Cristina Ribeiro. Ela é acusada de corrupção? Ou está só a mandar para o ar.

deixado a 29/1/08 às 15:02
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Patricia
O bastonário,figura mediática da nossa praça,disse aquilo que muita gente diz e escreve,mas o senhor bastonário não é um vizinho com quem conversamos á mesa do café.Fez várias acusações e lançou uma suspeição generalizada,e mais referiu-se a corruptos que desempenham actualmente cargos importantes no aparelho de Estado.Ora em relação a estes últimos é urgente que ele diga quem são.Se não o fizer presta um muito mau serviço á democracia,porque leva o cidadão comum a errada ideia de que os politicos são todos iguais.Estas generalizações são muito perigosas,porque afastam os cidadãos de participar na vida pública.

deixado a 29/1/08 às 15:54
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André M.
"O bastonário,figura mediática da nossa praça,disse aquilo que muita gente diz e escreve,mas o senhor bastonário não é um vizinho com quem conversamos á mesa do café."

É precisamente por isso que o Marinho e Pinto faz a diferença, porque não tem medo de afrontar o poder político e económico e é capaz de dizer em público aquilo que o resto das pessoas só diz no café.

Quanto a provas, como muito bem Helena Matos no jornal das 9 da Sic Notícias, quem tem de investigar e arranjar provas é a polícia e o ministério público. A António Marinho, como titular de um cargo de interesse público ligado à justiça tem como função alertar para o problema da corrupção e exigir que se tomem medidas.

Contudo, não deixa de ser notória a contradição, já que as mesmas pessoas que pedem "nomes" são geralmente as primeiras a saltar ao pescoço de quem quer falar...

Assim, a menos que o Dr. Marinho tenha provas irrefutáveis da corrupção de A, B ou C, (e acredito que se as tivesse agiria) não tem obrigação de acusar ninguém. Basta pensar nas vezes em que nós próprios temos conhecimento de casos evidentes de corrupção, seja pela nossa actividade profissional, seja por amigos ou colegas em cargos políticos, mas cuja prova requer uma investigação aprofundada.

Só com uma grande dose de desonestidade é que se exige a uma pessoa que acuse directamente pessoas em altos cargos políticos e económicos, sem existir uma investigação em curso.
É preciso ter muita lata para ignorar que a isso seguir-se-ia um processo por difamação, uma campanha organizada de descrédito por parte da comunicação social (que serve os interesses do poder económico e no caso da RTP, do actual governo), além de fortes pressões para prejudicar a carreira e a actividade profissional dessa pessoa.

Bem, acho que não é preciso ir muito longe, o "pouco" que disse Marinho e Pinto já bastou para que o Procurador Geral lhe abrisse um inquérito...

deixado a 29/1/08 às 17:11
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