Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008
por Pedro Vieira

por Pedro Vieira
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23 comentários:
Sem Anestesia
Este aval do Estado é verdadeiramente pornográfico!
Estas empresas estão sempre de peito feito quando o vento lhes é favorável, mas no meio da tempestade correm com o rabo entre as pernas para pedir a protecçao do paizinho.

Quando o vento favorece, clamam o fim da intervencao do estado, dizem que o estado é pesado, que nas empresas deles é que as coisas funcionam bem.

Perdoem-me se ofenderei sensibilidades, mas segundo a logica de mercado (que eu defendo) estas instituicoes deveriam ser aniquilidadas pela seleccao natural: nao prestam!

Isto nem se trata de esquerda/direita ou proteccionismo/liberalismo. Esta situacao é um insulto aos dois modelos. Apenas os oportunistas podem concordar com esta situacao.
Nem com o pragmatismo ligado ao maximo se pode compreender que o Estado venha dar um aval a instituicoes que constantemente pedem o fim do Estado!
Deviam ser deixadas falir, para que ficasse de aviso.

Mal passe (e se passar) a borrasca, é vê-los de novo a pedir o emagrecimento do estado.

No fundo, nao há vergonha na cara neste país. Como sempre.

deixado a 29/10/08 às 10:54
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Chico da Tasca
Que eu saiba, os bancos, pelo menos os portugueses, nunca pediram ao Estado para lhes dar qualquer aval.

O que acontecia era que as empresas e as pessoas pediam empréstimos aos bancos e estes não os concediam, uma vez que os bancos no exterior onde se financiavam, não lhos concediam também.

Ou seja, os maiores prejudicados desta situação não seriam os bancos que, quando muito veriam os seus lucros baixar, mas sim a economia do país, que parava por completo.

E depois, que eu saiba também, o Estado não passou 20 mil milhões de mão beijada para as mãos dos banqueiros, como a esquerda trauliteira e demagoga anda para aí a apregoar. Deu um aval, para que os bancos se pudessem financiar no exterior e, se as coisas, correrem mal, o Estado fica com uma boa parte do capital dos bancos, ou seja, nacionaliza-os, no todo ou em parte. O que eu ouvi foi que inclusivamente, nessa situação, o Estado podria intervir na distribuição de dividendos aos accionistas.

Eu também acho que um qualquer banco se não fôr bem gerido e tenha prejuizos graves, deva ir à falência, como qualquer empresa, mas também acho isso das empresas públicas eternamente deficitárias, e do próprio Estado, que está gordo e anafado, mas que continua cheio de parasitas que nunca saem de lá porque sabem que os parolos, que somos nós, somos obrigados a manter os empregos para vida, o laxismo, a falta de vontade de trabalhar e o défice, quer queiramos quer não.

Uma coisa não podemos esperar : é que o Arrastão, e afins, relatem os factos no seu todo. Só referem o que lhes interessa e mesmo assim distorcido.

Uma nota : que bom seria a banca ir toda ao fundo !

Para os Louçãs e similares não viria grande mal ao mundo, o tacho deles, e as reformas, estão mais do que assegurados, mercê do rico emprego que arranjaram, à nossa custa, nos cadeirões burgueses, mas confortáveis, da AR e dos Parlamentos Europeus.

deixado a 29/10/08 às 12:21
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Chico, as coisas extraordinárias que o senhor sabe.

deixado a 29/10/08 às 12:35
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Chico da Tasca
Sei, por exemplo, que a imagem que está a encabeçar este post é um hino à demagogia !

deixado a 29/10/08 às 12:49
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Larissa
tretas... os banqueiros estariam sempre numa boa como diz o C.T. ... já pensaram o que seria de nós se por acaso a nossa moeda não fosse o euro?

deixado a 29/10/08 às 14:32
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Chico da tasca,

A última vez que acusou o Arrastão de demagogia foi para dizer que a MFL não pôs em causa o aumento do salário mínimo e que se limitou a criticar a precipitação do anúncio de um valor acordado em 5 de Dezembro de 2006 e que vai entrar em vigor daqui a uns dias. Como já deve ter reparado essas declarações já foram contestadas pelo próprio líder da tendência sindical do PSD.

Antes de acusar os outros de demagogia informe-se antes de debitar os chavões do costume. Não há pior arrogância que a ignorante.

deixado a 29/10/08 às 13:43
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Chico da Tasca
Quando eu vejo toda a esquerda extremista centralizar, repetidamente e até à exaustão, todos os problemas do país nos lucros dos bancos, tenho de lhes chamar demagogos e populistas.

Até porque uma boa parte do endividamento das pessoas em relação aos bancos, e que representa também uma boa parte dos seus lucros, vem do crédito à habitação.

Acontece que as pessoas foram empurradas para a compra de casa, e para o endividamento junto dos bancos, por uma lei iníqua que foi a Lei do Arrendamento, que fez várias coisas iníquas como o Roubo Legalizado da propriedade e dos rendimentos dos senhorios, a maioria deles hoje sem dinheiro e envelhecidos e ainda por cima enxovalhados, e a consequente destruição do mercado de arrendamento.

Não foram os bancos que foram obrigar as pessoas a endividarem-se para o resto da vida, foram os politicos demagogos e irresponsáveis, os socialistas de trazer por casa, que as empurraram para isso.

E desses, destaco todos o da extrema-esquerda, que sempre defenderam a Lei do Arrendamento e o Roubo dos Senhorios por questões ideológicas.

Quando há 3 ou 4 anos se falou em alterar a Lei do Arrendamento, para dinamizar o mercado e trazer justiça aos senhorios, que são obrigados a subsidiar do seu bolso os inquilinos, saltou para a ribalta o senhor Francisco Louçã, a clamar do alto do pedestal que com tal lei os senhorios "ficavam com a faca e o queijo na mão", quando ele sabe muito bem que eles, há muitos anos, que ficaram sem faca, nem queijo nem coisa nenhuma, porque foram saqueados em nome de um pseudo-socialismo.

Ou seja, quando o senhor Louçã vem criticar os lucros dos bancos, não está a ser sómente Demagogo, está a ser Hipócrita !

Aliás, surprende-me que o Arrastão, sempre em peleja contra as injustiças, não debite uma palavra contra este arresto legalizado dos rendimentos, e que continua (!), que está a ser feito aos senhorios com contratos de arrendamentos antigos, e rendas miseráveis !

Louvo a Fernanda Câncio que a propósito disso escreveu há dias uma crónica de denuncia no DN.

deixado a 29/10/08 às 14:43
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Sem Anestesia
Chico, pergunta simples:

Por que motivo recorreram ao mecanismo?

A banca que não presta tem que ser eleminada do mercado. Se tiver que ser toda, é porque o mercado assim o exige.

Desta forma está-se a manter artificialmente à tona de água instituições que têem má gestão.
Lá se vai a meritrocracia, não?

Manifesto: eu não sou de esquerda.

deixado a 29/10/08 às 14:43
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Chico da Tasca
Sem Anestesista eu já disse aqui que concordo plenamente com isso, tudo o que não preste, que não seja produtivo e que dê prejuizo, dever ir pelo cano e não deve ser mantido artificialmente.

Mas tem é de ser tudo ! A começar pelo Estado. Porque eu não estou para andar a ser espremido com impostos, para tapar um défice numa estrutura com 200 mil "trabalhadores" a mais, e a estrutura não mudar, e eu ter de continuar a pagar ad-eternum, porque existem direitos adquiridos para todo o sempre que impedem que as coisas mudem.

Por outro lado, é inadmissivel que o Estado tenha dívidas para com as empresas, por bens ou serviços que adquiriu, pague quando muito bem quer e entende e, ao mesmo tempo, lhes exija o pagamento dos impostos atempadamente.

Se é para moralizar, moralize-se tudo.

Se se comçasse pela Câmara de Lisboa, não era mau.

deixado a 29/10/08 às 15:16
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Sem Anestesia
Chico

Aí estamos os dois no mesmo campo.

1) O nosso Serviço Público não o é.
Se tivéssemos 200k de funcionários públicos produtivos, era uma maravilha. Até fazíamos outsourcing de serviços administrativos do Estado.
O problema é toda aquela gente que se abriga indevidamente no sector público, pois para eles não é uma função, nem um serviço prestado: é o empreguinho deles.
E com isso pagam não só os servidos mas também os colegas que trabalham.

A esquerda, por razões práticas de discurso (i.e., o seu eleitoralismo) dedica-se apenas a focar nos direitos adquiridos, sem querer questionar quem é que está a usufruir desses mesmos direitos indevidamente. Gostaria de ver a esquerda mais empenhada nessa vertente: defenderem a sua causa (direitos tal como os entendem) e pressionar para que não haja parasitismo (a palavra é essa).

2) Rendas. Isto remete para a interpretação geral da esquerda sobre propriedade.
Se falamos de uma esquerda que não concorde com propriedade privada, então entende-se que não sejam simpáticos para senhorios visto que isso seria uma contradição. Pela lógica da esquerda, os ex-senhorios e os ex-inquilinos seriam cidadãos iguais: nenhum teria propriedade.

Se falamos de uma esquerda que concorde com a propriedade privada, parece-me que prevalece a ideia geral que senhorio é rico, rico é um ogre.

[Vou usar o caso mais básico e mais apelativo à caridade possível, é intencional].
Ora, se eu trabalhei honestamente e comprei uma casa e me vejo na necessidade de a alugar a outro, não tenho o direito moral a receber uma compensação? Ou o outro é que passa a ter os direitos todos e deixo de ter direitos?


Abraço.

deixado a 29/10/08 às 15:35
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