Chico da Tasca
Que eu saiba, os bancos, pelo menos os portugueses, nunca pediram ao Estado para lhes dar qualquer aval.
O que acontecia era que as empresas e as pessoas pediam empréstimos aos bancos e estes não os concediam, uma vez que os bancos no exterior onde se financiavam, não lhos concediam também.
Ou seja, os maiores prejudicados desta situação não seriam os bancos que, quando muito veriam os seus lucros baixar, mas sim a economia do país, que parava por completo.
E depois, que eu saiba também, o Estado não passou 20 mil milhões de mão beijada para as mãos dos banqueiros, como a esquerda trauliteira e demagoga anda para aí a apregoar. Deu um aval, para que os bancos se pudessem financiar no exterior e, se as coisas, correrem mal, o Estado fica com uma boa parte do capital dos bancos, ou seja, nacionaliza-os, no todo ou em parte. O que eu ouvi foi que inclusivamente, nessa situação, o Estado podria intervir na distribuição de dividendos aos accionistas.
Eu também acho que um qualquer banco se não fôr bem gerido e tenha prejuizos graves, deva ir à falência, como qualquer empresa, mas também acho isso das empresas públicas eternamente deficitárias, e do próprio Estado, que está gordo e anafado, mas que continua cheio de parasitas que nunca saem de lá porque sabem que os parolos, que somos nós, somos obrigados a manter os empregos para vida, o laxismo, a falta de vontade de trabalhar e o défice, quer queiramos quer não.
Uma coisa não podemos esperar : é que o Arrastão, e afins, relatem os factos no seu todo. Só referem o que lhes interessa e mesmo assim distorcido.
Uma nota : que bom seria a banca ir toda ao fundo !
Para os Louçãs e similares não viria grande mal ao mundo, o tacho deles, e as reformas, estão mais do que assegurados, mercê do rico emprego que arranjaram, à nossa custa, nos cadeirões burgueses, mas confortáveis, da AR e dos Parlamentos Europeus.