Caceteiro
No levantamento sócio-económico da vida dos arguidos, Ana Gabriela Freitas escreveu no processo que as condições habitacionais “são fracas, não por força do espaço físico em si, mas pelo estilo de vida da sua etnia (pouca higiene)”. Ana Gabriela Freitas salientou ainda não se vislumbrar “a menor razão para acolher a rábula da ‘perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!”.
Caro DO, é impressao minha, ou no início se pode ler "... DOS ARGUIDOS"? Porque, nesse caso, entao nao diz respeito a "dezenas de milhares de réus", mas àqueles a que se refere o levantamento sócio-económico. E tenho a dizer que os factos descritos me soam muito familiares... Toda a gente sabe que as casas de realojamento entregues aos ciganos estao destruídas ao fim de pouco tempo, por inadaptaçao ao estilo de vida num apartamento. Por estar casado com uma assitente social, tive a oportunidade de vistar inúmeras dessas casas e tenho a dizer-lhe que o que vi é indescritível. Visitei bastantes, nao só em Portugal, mas também em Espanha, onde residimos. As práticas eram as mesmas: banheiras com galinhas, com terra e couves plantadas, água da retrete utilizada para outras coisas (!!!), portas arrancadas, etc. Cheguei a ver a cabeça de um burro assomando por uma janela. Outra prática, esta bem perigosa, é o hábito de alguns irredutíveis decidirem fazer fogueiras dentro dos apartamentos.
Em Espanha, ao contrário de Portugal, a questao do "estilo de vida" referida pela juíza na sentença, foi assumida. Aqui ainda se encontra manietada pelos tiques do politicamente correcto. Em Espanha discute-se o problema da transiçao de um estilo de vida incompatível com o que se tem numa cidade moderna, para outro que permita a convivência.
Em relaçao ao facto de o cigano ser oportunista, tenho a dizer que é inteiramente verdade. Só quem nao conviveu de perto com eles nao o sabe. Trabalhar para um "payo", nunca!
Erro gordo foi ter-se dado casa à ciganada com tanta facilidade. É preciso ser-se cauteloso com as ofertas feitas a ciganos (veja-se como trabalham as ONG's no seio dessas comunidades). O cigano vai pedindo sempre mais, chorando, arrastanto-se, acenando com a miséria, manda as mulheres com os filhos berrarem, etc. É mister do cigano tentar ludibriar o "payo". É essa a sua prática desde tempos imemoriais.
E, claro, ao perceberem que podiam conseguir certas coisas ao argumentarem que qualquer resistência seria "racismo"....