Quinta-feira, 31 de Julho de 2008
por Daniel Oliveira
Estou um pouco baralhado. Se a principal crítica que Cavaco Silva tem a fazer ao Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores não está incluinda nas normais que o TC coinsiderou inconstitucionais porque não usou ele do veto político? Não é para isso que ele serve?

É normal fazer uma comunicação ao país por causa deste assunto? Não deverá guardar o senhor Presidente tão pomposo momento para assuntos mais relevantes para a vida dos portugueses do que o facto dele ter de ouvir o presidente da Assembleia Legislativa dos Açores quando a quiser dissolver? Terá reparado que o país anda apertadinho com a crise e que esta comunicação dá a ideia que o Presidente está um pouco a leste?

por Daniel Oliveira
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42 comentários:
Caceteiro
Isto foi o Cavaco sentindo-se só. Saudoso dos tempos de grande protagonismo de primeiro ministro, resolve pôr toda a gente em suspense para aquilo que se viu.

Só queria chamar a atençao. Afinal, ser presidente da república é um cargo que se presta a tanta pompa e afinal com tao pouco tratamento mediático....

deixado a 31/7/08 às 21:34
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O PRESIDENTE IDEAL dos comentadores e bloguistas teria dito:

http://dotecome.blogspot.com/2008/08/o-presidente-ideal.html

deixado a 1/8/08 às 11:43
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Paula
Ainda pensei que tanta urgência se devesse a alguma dor de barriga.....

deixado a 31/7/08 às 21:55
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Xico
Não acha que é relevante para o país saber que os seus deputados votaram por unanimidade um diploma cheio de inconstitucionalidades e alguns disparates?
Se é assim, o trabalho tão mal feito, como poderemos esperar que nos resolvam a crise?
No futebol despedia-se o treinador, no mínimo!
Fez muito bem o Sr. Presidente em vir puxar as orelhas dos deputados em público. Não mereciam outra coisa!

deixado a 31/7/08 às 21:57
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Bolota
“ Não deverá guardar o senhor Presidente tão pomposo…”

E não levarmos com uma comunicação sobre a belesura do “Magalhães” estamos com muita sorte.

MAGALHÃES??? Mas que raio de nome que estes super sumos do pensamento arranjaram para uma deslumbrante maquina do futuro que querem produzir aos milhões.

Como se pronuncia MAGALHÃES em alemão, inglês ou sei lá, Chinês??? Nessa onda porque não lhe chamaram VASCO ou GAMA??? E porque não SOCRATES??? Já agora fazia o Pleno.

Eles são Aviões, eles são Computadores, eles são energias renováveis, eles são…crises ??? Eu que conto os tostanitos para trazer a cabeça á tona d´agua, começo a por em causa a minha sanidade mental.

Com tanta miséria escondida…tomem lá Açores.
Cada vez mais estou extasiado com tanta inteligência acumulada

deixado a 31/7/08 às 22:10
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João Gomes
«Terá reparado que o país anda apertadinho com a crise e que esta comunicação dá a ideia que o Presidente está um pouco a leste?»
Não, DO, o PR não está a leste da crise em que vivemos. Pelo contrário, ele é o Pai desta crise, seguido por todos os comparsas que lhe sucederam. E ele deve bem ter consciência disso.
Curiosamente, na comunicação, atacou as normas consideradas constitucionais, não sei se por considerar que lhe estavam a tirar poderes ou se por lhe dar mais trabalho.

deixado a 31/7/08 às 22:27
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JV
A menos que me engane muito, a comunicação ao país do Presidente da República teve por intuito, e disse muito claramente, que medidas como as que estiveram a ponto de ser aprovadas (como a necessidade de consultar os vários grupos parlamentares da Assembleia Regional, bem como Presidente da Região Autónoma dos Açores, antes da dissolução da Assembleia Regional), em não sendo requeridas sequer na dissolução da A.R., abrem um precedente grave: siginificariam a necessidade de o Presidente da República consultar com mais profundidade os órgãos locais, como se por lá não tivesse a mesma legitimidade de actuação que tem em território continental e relativamente aos órgãos do poder central. Estatutos como o dos Açores são regulmentos que abrem portas a uma autonomia excessiva, como Cavaco disse muito claramente. Bem sei que, para os comentadres de um modo geral, as questões de soberania nacional, nomeadamente da manutenção do poder dos órgãos de Lisboa sobre os das regiões insulares, parece coisa de pouca monta. Politicamente, contudo, não é. E este «vejam os senhores deputados se se moderam daqui para a frente, que Portugal ainda é um só e eu ainda sou o Supremo Magistrado de todo ele» teve todo o cabimento.

deixado a 31/7/08 às 22:29
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Silva Ferreira
Na tarde das minhas congeminações pensei que o homem tinha sido, finalmente, refrescado com um pouco mais de tino e que, por isso, iria começar a distanciar-se do Governo para não ficar na mesma embrulhada governativa...A montanha pariu um rato ou o homem ficou com algo dentro da manga? A mediocridade, afinal, continua!!!

deixado a 31/7/08 às 22:40
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Razão tinha eu quando fiz a minha previsão esta manhã no meu blog! A montanha pariu um rato

deixado a 31/7/08 às 22:40
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A mim pareceu-me que ele estava irritado. Pode ter sido um acesso de irritação. Lembram-se quando ele era primeiro-ministro e acabou com o feriado de carnaval porque estava irritado?

deixado a 31/7/08 às 23:44
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