Sexta-feira, 31 de Julho de 2009
por Daniel Oliveira
Este documentário não é recente. É de 2004 e conta com a participação, entre outros, de Noam Chomsky, Robert Jensen, Hanan Ashrawi, Sam Husseini e Robert Fisk. Analisa o tratamento feito pelos media americanos do conflito israelo-palestiniano. Como para além da ocupação dos territórios palestinianos, há uma , por parte de Israe, uma ocupaçãolda percepção que os media transmitem deste conflito. Como em todos os casos, este documentário não corresponde obrigatoriamente aos pontos de vista dos autores do Arrastão.


por Daniel Oliveira
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22 comentários:
Rafeiro Danado
Mas afinal você já está na terra dos seus ancestrais ou não?
E o estado sionista seu-lhe premissão para lá entrar?

deixado a 31/7/09 às 15:05
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o Fisk é um tachista da causa ocidental, dita a grande guerra pela civilização imposta à bomba

deixado a 31/7/09 às 15:29
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Enquanto os EUA e a Europa protegerem Israel, culpando somente de forma mais ou menos explícita os palestinianos pelo conflito que dura há décadas, não se chegará a um entendimento naquela região sensível do globo.
Para os que não concordarem comigo e se limitarem a dizer de quem é a culpa, deixo a seguinte questão: quem é que estava naquele território, antes de 1948, os palestinianos ou os israelitas?

deixado a 31/7/09 às 22:07
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3 #

"quem é que estava naquele território, antes de 1948, os palestinianos ou os israelitas?"

Os dois. Por isso é que a ONU em 1947 partiu o território em 2 estados: um árabe (na altura não se dizia palestiniano), outro judeu (também não se dizia israelita).

Só esta resposta leva a uma solução de paz. A sua pergunta pressupõe uma solução de guerra, porque faz a pergunta na esperança que alguém lhe responda que eram os palestinianos que lá estavam antes, e por isso vamos já tratar de varrer Israel do mapa.

Em relação à propaganda colocada nesse vídeo, começa logo com uma inverdade. A ocupação não é ilegal. As resoluções da ONU são claras: Israel deve desocupar a Judeia e a Samaria e dever ser encontrada uma solução justa de paz para os 2 lados. Como esta última não está realizada, a desocupação não tem de ser feita. Uma coisa depende da outra.
Recentemente, do lado israelita, foi feita uma proposta de criação de um estado palestiniano (coisa alias que o Daniel fez questão de ignorar). Do lado palestiniano, o Hamas não reconhece Israel, a Fatha iden, e presidente da AP recusa-se neste preciso momento a voltar à mesa das negociações. Sempre foi assim: na hora da verdade as lideranças palestinianas recuam. Como é que se pode fazer a paz se a AP nem negociar quer?

deixado a 31/7/09 às 23:04
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Duarte Sousa
#3 Luís Silveira


Em 1948, Israel era habitado tanto por judeus como por muçulmanos. Acontece que esses muçulmanos são na sua maioria descendentes de antigos cananitas e hebreus, que se converteram ao Islão após a ocupação árabe, do mesmo modo que muitos judeus sefarditas se converteram ao Cristianismo de modo a poderem permanecer em Portugal e Espanha.

A paz em meu ver, só será verdadeiramente visível quando ambas as facções reconhecerem que partilham origens comuns e abandonarem a religião em prol de um doctrina humanista e racionalista, tendo em conta que esta exarceba a ignorância, o preconceito, a submissão, a intolerância e a violência. Importa também reter que a religião, mesmo na sua forma "moderada" (ou mais apagada), e sob a capa do discurso politicamente correcto, acaba por permitir que se criem as condições para o florescimento de abordagens fundamentalistas, que no fundo apenas se demarcam pelo facto de se inspirarem em mandamentos religiosos que apelam à violência (o que não é dificil de encontrar na Bíblia e no Corão) e que vão contra o código moral da maioria dos países desenvolvidos, isto é, daqueles que passaram por revoluções políticas, culturais e científicas que conduziram a um processo gradual de humanização, secularização e democratização dos Estados, e simultaneamente a um maior afastamento da religião.

Este é um meu ver um passo fundamental para que Israel, enquanto nação hebraica, possa absorver Gaza e o West Bank, bem a como a respectiva população (a qual passaria a estar considerada como parte dos hebreus mizrahi) e desse modo criar as condições para uma verdadeira paz na região.


Podemos sempre falar na solução de dois Estados, mas aí já estamos a conceder à priori que tem de haver uma separação entre ambas as facções, em grande parte estimulada pela religião, e que muito provavelmente conduzirá a uma relação semelhante à que existe entre Israel e a Síria.

Acho que a ideia de unificação sob um só Estado, apesar de parecer idealista, é muito mais interessante e benéfica, não só para ambas as facções em causa, mas também para todo o Médio Oriente.



A propósito deste tema, aqui fica um excerto de uma reportagem sobre a relação genética entre israelitas e palestinianos:


Most of Palestinians are Jews?

Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?v=nPRgXAYTQlU


Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?v=vPkLWlylISM&feature=related

deixado a 31/7/09 às 23:51
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Faz jus ao nome. Chama-se "Propaganda" e começa logo com o Chomsky.

deixado a 1/8/09 às 17:34
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anonimo
Levy, é muito comovente sempre tudo o que diz acerca do conflito, que não sendo mentira, não esclarece o que pensa sobre tudo. Colonatos e tal, o que me diz a isso?

deixado a 1/8/09 às 19:54
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7 # anonimo

Deve andar distraído. Quer neste blogue, quer no meu, quer noutros, já disse o que penso muitas vezes.
O que me recuso a fazer é a contribuir para a onda de histerismo que há com este assunto, que invariavelmente culpa Israel de todos os males e mais alguns, e que não escrutina as lideranças palestinianas, desresponsabilizando-as.

deixado a 2/8/09 às 00:08
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Duarte Sousa
«Sempre foi assim: na hora da verdade as lideranças palestinianas recuam. Como é que se pode fazer a paz se a AP nem negociar quer?»

Se nem as forças da Fatah e do Hamas se entendem entre si, muito mais dificilmente se conseguirá estabelecer um entendimento com Israel.

deixado a 2/8/09 às 00:35
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Pedro Barros
Antes de mais, queria deixar o meu olá saudoso ao Pedro Vieira. Agradecer também ao Daniel Oliveira pela proposta estimulante que disponibiliza no blogue.
Lamento que alguns dos comentários, com toda a legitimidade que possam merecer, não tragam pistas de reflexão para se aprofundar esta questão difícil de se compreender e aceitar. Não me parece que faça muito sentido serem os palestinianos a recuar nas suas reivindicações, quando Levy refere que a ocupação não é ilegal só pode estar a brincar e revela estar possuído do mesmo fundamentalismo que atribui possivelmente aos palestianos. Israel é capaz de afirmar taxativamente que está disponível a ficar apenas com os territórios que lhe foram atribúídos em 1948? O que deveria a estar em cima da mesa a ser discutido é precisamente Israel limitar-se à área de 1948. Propaganda diz o sr Levy? Aprecio o seu sentido de humor. Propaganda é dizer-se que os palestianos estão fortemente armados e é isso que coloca em causa o Estado de Israel, as imagens deste documentário e de outros mostram precisamente o contrário, muitos paus e pedras contra o armamamento isrealita. Será propaganda muitos judeus manifestarem-se contra ao que se passa em Israel? Serão esses intelectuais judeus anti sionistas? Estará meio mundo enganado? Será esse meio mundo defensor do extermínio dos Judeus? Naturalmente que esse meio mundo já nasceu pós Holocausto e compreende perfeitamente que o que aconteceu na Alemanha de Hitler não é para voltar a acontecer. Não há uma única democracia, nenhum estado de direito que promova qualquer tipo de perseguição aos judeus. O chamado mundo ocidental há muito que baniu esses tipos de comportamento. Respeito as decisões de 48 não concordando, mas também é verdade que foram variadíssimas as vezes que as fronteiras na Europa se alteraram, que novos países nasceram e desapareceram. É por isso que que a compra de um atlas normalmente é um péssimo investimento. Pedro Barros

deixado a 2/8/09 às 01:47
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