Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


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“A Câmara do Porto decidiu impor regras na atribuição de subsídios, condicionando a sua atribuição à assinatura de um protocolo no qual as instituições ficam impedidas de criticar o município.”
“O primeiro subsídio (15 mil euros) ao abrigo deste novo protocolo foi concedido à Fundação Eugénio de Andrade, que ficou obrigada a "abster-se de, publicamente, expressar críticas que ponham em causa o bom-nome e a imagem do município do Porto, enquanto entidade co-financiadora da actividade da sua representada".” (Público)



Pobre do político que tem de subsidiar o elogio. Rio Rio, que o nosso bom Pacheco Pereira sempre considerou um modelo de autarca, é como qualquer ditadorzeco. Ainda não percebeu que o dinheiro da Câmara não lhe pertence. Pertence aos contribuintes. Aos que gostam dele e aos que não gostam dele.


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Depois da legalização do casamento gay em Espanha, aconteceu o primeiro divórcio gay.
Qual é a posição da Igreja neste caso? Lamenta ou aplaude?

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Freitas do Amaral demitiu-se “por motivos imperiosos de saúde que requerem uma intervenção cirúrgica”. Não duvido, como é evidente. Mas lá que há muitas almas felizes...


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por Daniel Oliveira
Aqueles que passaram anos a acusar os críticos de George Bush de anti-americanismo primário deveriam reconhecer que o problema dos que agora elogiam a decisão do Supremo era, afinal, apenas com esta Administração.

Aqueles que passaram anos a desculpabilizar a existência de Guantanamo e os métodos usados para combater o terrorismo deveriam agora reconhecer que não tinham razão.

Aqueles que assinam por baixo todos os disparates desta administração não deveriam tentar dar a volta aos argumentos. É que assim é fácil. Quando têm razão, são óptimos. Quando não a têm, são ainda melhores. Sim, o sistema funciona. O sentido critico deles é que não.

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“A vereadora da Câmara de Lisboa Maria José Nogueira Pinto (CDS/PP), titular do pelouro da Habitação Social, levou anteontem a uma reunião do executivo municipal uma proposta de regulamento para acesso de jovens a um empreendimento cooperativo no Casalinho da Ajuda que explicitamente proibia imigrantes de se candidatarem a uma casa.” (Público)
Ao bom velho estilo sul-africano explicou: “Não podemos criar misturas explosivas".


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por Daniel Oliveira





O que vale mais para a direita?
a) Esquecer a mão pesada contra os imigrantes para defender os direitos de uma mulher muçulmana;
b) Esquecer os direitos das mulheres e manter a politica de tolerância zero nas naturalizações.

Esta pergunta acabou de custar a vida ao governo holandês. É, aliás, a primeira vez que um governo de direita cai por causa de uma coisa tão insignificante como uma imigrante. Ayaan Hirsi Ali fica a saber com quem se meteu. É assim que acabam as alianças contra-natura. A direita tem mascarado a sua politica anti-imigração de combate pelos direitos humanos, pelos direitos das mulheres e pelos valores ocidentais. Quando as verdadeiras motivações e os argumentos de fachada se confrontam fica à nora.


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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
«As populações, em geral, têm sabido compreender e aceitar os pequenos decréscimos de comparticipação medicamentosa e os pequenos acréscimos nas taxas moderadoras», disse, segundo o relato do Corta-Fitas, o ministro da Saúde no Parlamento.

Confirmo. Ainda outro dia ouvi, juro por Deus, este diálogo na farmácia:
«Sim, senhora doutora, claro que compreendo que depois da doutora me aviar a receita aqui fique a pensãozinha toda. Ainda outro dia o meu Zé me explicou que teve de haver pequenos decréscimos de comparticipação medicamentosa para reequilibrar as despesas galopantes no Servço Nacional de Saúde. E eu não sou nenhuma analfabeta. E ainda agora estava a vir do hospital com a minha mais velha. A que está agora a trabalhar ali no Pão de Açúcar, a Belinha, está a ver? Ela anda que não pode com as costas. E vinhamos ali do Santa Maria, a descer para Entre-Campos, e ela estava nhã nhã nhã, mais isto e aqueloutro, que está pela hora da morte e onde é que já se viu pagar esta dinheirama para estar cinco minutos com um médico... E eu disse-lhe assim mesmo como lhe estou a dizer a si, juro pela minha falecida mãezinha, senhora doutora: tu ganha-me juízo, Belinha. Então não vês que temos de compreender e aceitar este pequeno acréscimos nas taxas moderadoras. Estamos em tempo de sacrifícios para atingirmos uma desejável saúde orçamental, mulher. Ó queres que a gente não cumpra o Pacto de Estabilidade e Crescimento? É como o teu pai me disse - disse eu a ela -, se não fosse o senhor Correia de Campos este país só ía para trás. É que é assim mesmo como lhe estou a dizer, senhora doutora.»

O que nos vale é este bom povo.

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Parabéns muito atrasados ao Avatares de um Desejo pelos três anos. Fosse comigo e, em tanto tempo, já tinha acabado com dois blogues e feito nascer outros tantos. O que, em bom rigor, foi exactamente o que fiz. Admiro a estabilidade. Não a conheço, mas admiro-a. Só que no caso do Avatares, a resistência não é a única vantagem. Ao fim deste tempo, ainda são de um desejo.

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O Supremo norte-americano deliberou que George Bush ultrapassou os seus poderes ao instituir comissões militares para julgar os prisioneiros de Guantanamo. A decisão é considerada ilegal quer segundo a Constiuição dos Estados Unidos quer segundo a Convenção de Genebra.


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Numa sondagem do Correio da Manhã, 27% dos inquiridos diz achar que este governo é de direita. 14,3% considera que é mesmo de direita e 12,7% é mais suave e considera-o de centro-direita.
20,9% dos votantes tradicionais do PS acredita que o governo é de centro-esquerda. Só 14% lhe atribuiu uma orientação de esquerda. Entre os dois extremos, a percentagem de eleitores socialistas que classifica o Governo como de direita é superior à que diz que é de esquerda: 17,6% contra 14%.
31,6% dos eleitores do CDS tem razões para estar contente, já que conidera que o exectivo segue políticas de direita. 24% dos eleitores do PSD tem a mesmo opinião.

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Leiam esta esclarecedora entrevista do "Diário de Notícias" a Nuno Antunes, que colaborou com o governo timorense nas negociações sobre os recursos do mar de Timor. Infelizmente falta uma caixa da entrevista sobre as novas ligações comerciais que Alkatiri estava a desenvolver e que desagradavam profundamente Jacarta e Camberra.

Três citações do que falta:

«Do ponto de vista da Indonésia e da Austrália, Timor-Leste só tem duas opções: ou fica na esfera de influência de Camberra ou de Jacarta. E este foi o problema deste primeiro governo timorense: não quis ficar na esfera nem de um, nem doutro, razão pela qual tentou atrair outros parceiros para Timor-Leste.»

«Naquela região, Indonésia e Austrália falam um com o outro e decidem tudo sem consultar ninguém. É como se fossem os EUA e a URSS no período da Guerra Fria. No caso particular de Mari Alkatiri, e para além das relações que tentou estabelecer com a Malásia, a CPLP e a China, existia também uma ligação com o Médio Oriente. E, em especial, ao Koweit, o que era igualmente perturbador para Jacarta e Camberra».

«Com Maria Alkatiri era muito simples: detectado um problema, tentava perceber quem podia ajudar a resolvê-lo. Se fosse Cuba, era Cuba. Se fosse Portugal, era Portugal. Ou Banco Mundial, ou Brasil, ou Malásia ou Kowait... Só esta atitude é mais do que suficiente para deixar a Indonésia e a Austrália desconfortáveis.»


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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


Os israelitas regressaram a Gaza


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"Acha que em Portugal já se pode falar de uma alma Scolari?".
Pergunta de Daniel Oliveira (o outro) a Luís Filipe Scolari.

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Caças israelitas sobrevoaram esta madrugada uma das residências oficiais do Presidente sírio, no Norte do país, numa acção aparentemente destinada a pressionar Bashar al-Assad a intervir junto dos militantes palestinianos que sequestraram um militar israelita.

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Para soltarem um soldado as tropas israelitas cortaram a electrecidade a 700.000 palestinianos, dos cerca de 1.400.000 que vivem no gueto de Gaza..

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Como já disse aqui sou contra as pensões para anti-fascistas e defendo que o tempo de clandestinidade e prisão deve contar para a reforma. Mas há um revisionismo histórico (que até acha graça gozar com a tortura) que só não me espanta por vir de quem vem. Para o Blasfémia nada distingue um comunista, que tenha sido preso e torturado, de um ex-pide). Eles põem em pé de igualdade quem torturou e quem foi torturado. Fazendo este extraordinário exercício lógico: uns fizeram e outros, acham eles, queriam fazer. Por isso são iguais uns e outros. Do ponto de vista penal, seria uma experiencia extraordinária ter esta gente como juíza.

Quem não percebe a diferença entre a presunção de uma intenção e um acto, nunca saberá de que lado está. E quem compara Rosa Cavaco aos anti-fascistas escolhe um lado. No caso destes senhores, o de Rosa Casaco. Que lhes faça bom proveito. Cá estamos, na democracia pela qual as suas referencia politicas nacionais nada fizeram, para lhes dar todo o tempo de antena. É esta a superioridade moral de quem, discordando de Álvaro Cunhal, Piteira Santos, Mário Soares ou Humberto Delgado, sabe que lhes deve demasiado para os comparar a criminosos.


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Enquanto o perigoso Alkatiri acalma os seus apoiantes e os impede de seguir para a cidade, os pacificos apoiantes de Xanana queimam sedes da FRETILIN.

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Um cidadão brasileiro residente na Madeira foi obrigado pelas autoridades policiais a retirar a bandeira do seu país da janela porque as dimensões desta eram superiores às dimensões da bandeira portuguesa. A decisão da polícia baseia-se num decreto-lei aprovado há 19 anos, quando Cavaco Silva era primeiro, que diz que a bandeira nacional, quando desfraldada simultaneamente com outras bandeiras, não poderá ter dimensões inferiores às destas.

Há quem pense que a polícia é capaz de ter levado a lei demasiado à letra. Pode ser, mas quando toca a comparar tamanhos, há coisas que um homem não admite.


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A ministra da Educação considera “escandaloso” número de docentes com funções sindicais. Talvez tenha razão. Mas gostava de saber se a ministra não acha «escandaloso» o número de professores que trabalham, requisitados, no seu Ministério, em funções não docentes.

Não defendo, nunca defendi aqui nem em qualquer lado, a corporação dos professores. Acho que os sindicatos dos professores têm, demasiadas vezes, posições conservadoras e pouco solidárias com alunos e pais. Acho que o discurso sindical tem substituído, à esquerda, o discurso sobre a escola. Sobretudo sobre a escola pública, que é o que me interessa. O discurso sindical é legítimo, mas nada tem a ver com a política de educação. Nem a substitui. Se para melhorar a escola pública os professores tiverem de perder alguma coisa a posição justa da esquerda é bater-se, antes de mais, pela escola pública.

Mas este estilo da ministra, que procura sempre nos outros as responsabilidades pela situação actual do ensino, começa já a ser um pouco cansativo e demasiado parecido com o de ministros do passado que nada deixaram de relevante. Começa a cheirar desculpa. O problema da política da educação tem sido falta de política. O resto é acessório e vem por arrasto.

E esta ministra, tem uma política de educação? Que soluções tem para a estabilização do corpo docente e para a situação intolerável de escolas que mudam todos os anos de professores? Que soluções tem para a deficiente formação pedagógica dos professores? Que soluções tem para a má qualidade dos programas curriculares? Que soluções tem para o preço inacreditável dos manuais escolares? Que soluções tem para o abandono escolar? Que soluções tem para o desperdício financeiro no seu ministério?

Também esta ministra se parece cada vez com uma ministra dos professores, mesmo que seja contra eles, e cada vez menos com uma ministra da Educação.


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«No fundo, o que Vital Moreira está a defender é que a liberdade sindical só é possível se o sindicalismo for pago pelo patrão e se for exercido no tempo do patrão» diz João Miranda criticando a posição de Vital Moreira que, por sua vez, critica os sindicatos dos professores por excesso de dispensas mas, ainda assim, defendendo que elas devem existir. Um diz mata e outro esfola o que diz mata. «Tempo do patrão», é assim que João Miranda defende que se deve chamar ao nosso horário de trabalho. O tempo não é nosso. Não é da empresa. Não é do trabalho. É do patrão. Como nós. Somos do patrão. Felizmente o patrão não é João Miranda.

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Ver o governo a avaliar o papel de cada um na luta contra a ditadura para atribuir pensões é aviltante. Há coisas que não se pagam. O tempo de prisão e clandestinidade deve contar para a reforma. Mas prémios de bravura insultam a memória de quem só deve ser respeitado. Mais a mais quando se transforma o governo e a Procuradoria-Geral da República em juízes da História. Não faz sentido.

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O presidente da Câmara de Viseu e da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Fernando Ruas, incitou anteontem a população da cidade a «correr à pedrada» os inspectores do Ministério do Ambiente, na sequência de uma queixa do presidente da Junta de Freguesia de Silgueiros. Hoje, o autarca negou que a sua afirmação fosse literal.

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"Nós já não usamos armas. Usámos há muito tempo para libertar Timor-Leste. A nossa arma, agora, é a inteligência", declarou Alkatiri, dirigindo-se a mais de dez mil apoiantes concentrados em Hera, nos arredores de Díli. Os militantes e simpatizantes do partido no poder pretendiam entrar na capital para manifestar o seu apoio a Alkatiri e à Fretilin e exigir a anulação da demissão do primeiro-ministro, mas foram desaconselhados pela liderança do partido, preocupada com a possibilidade de confrontos com os opositores ao Governo.

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O referendo à legalização do aborto deverá ser em Janeiro. Havia duas maneiras de mudar a lei: ou no Parlamento ou por referendo. Mudar a lei no Parlamento, baseando-se no facto da anterior consulta popular não ter sido vinculativa, sendo formalmente correcto, deixaria a lei aprovada politicamente frágil. Sabendo que não há, no PS, maioria para essa decisão, quem se concentra nesta hipótese está mais interessado em debater as culpas (reais) do PS neste processo, aproveitando a questão do aborto para desgastar o governo, do que em mudar realmente a lei. O referendo pode ser arriscado, sabendo-se que os sectores mais fanatizados da Igreja se vão empenhar e não havendo segurança que o PS não repita o mesmo comportamento de há oito anos, mas dá muito mais força a uma nova lei.

Sempre defendi a solução do referendo. Uma lei que foi chumbada por referendo deve ser aprovada por referendo. Argumentos meramente formais não resolvem a importância simbólica da vitória do "não", há oito anos. E sempre defendi que caso a direita não deixasse que o referendo acontecesse, então sim o Parlamento deveria mudar a lei. Mas, seja como for, aquilo para que não estou disposto a contribuir é para uma nova derrota da mudança desta lei medieval. E espero que não haja ninguém, entre os que a querem mudar, que ponha divergências tácticas à frente das convergências políticas, ganhos partidários à frente de urgências de civilização. Espero que os opositores a este referendo não se transformem, mesmo sem o querer, em aliados dos opositores à mudança desta lei, desmobilizando o voto e beneficiando a abstenção.

Vai haver referendo. O que interessa agora é ganha-lo. Os ajustes de contas partidários só podem levar a uma derrota. O que interessa é convencer os eleitores a tirar Portugal das mãos de fundamentalistas. As pequenas vinganças entre a esquerda têm de ficar para mais tarde. Começou a campanha.


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Terça-feira, 27 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
Os vários movimentos palestinianos, à excepção da Jihad Islâmica, chegaram hoje a acordo sobre um documento que reconhece implicitamente a existência do Estado de Israel, avançaram à AFP responsáveis do Hamas e da Fatah.

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Façam um manguito à TV Cabo. Vão aqui e façam o download deste software. Instalem e têm canais suficientes para ver todos os jogos do mundial. Aviso: ainda não experimentei.

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A Fretilin tem, às portas de Díli, uma manifestação com mais de dez mil pessoas em apoio a Alkatiri . Alkatiri pediu aos manifestantes para não entrarem na cidade, evitando confrontos. Alkatiri prova mais uma vez a sua responsabilidade. Mas a manifestação, a maior até agora, não tem direito a grade cobertura jornalística em Portugal. Cinco vezes maior do que a que apoiou Xanana. Cinco vezes menor cobertura. Depois espantam-se de não percebermos nada do que se passa em Timor.

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Israel preparara mais uma ofensiva em território palestiniano para resgatar um soldado israelita raptado. Esperam-se mais mortos civis palestinianos, como é hábito nestas ofensivas israelitas.

Entretanto, Israel tenta explicar o inexplicável, ao responsabilizar o Hamas pela morte de uma família palestiniana e ao não assumir, como de costume, as suas responsabilidades.



Esta família estava numa praia de Gaza e foi atacada por artilharia israelita que provocou a morte de seis crianças e dois adultos. Como seria de esperar, o inquérito israelita concluiu que o Hamas foi o responsável por estas mortes, acusação a que ninguém sério tem dado grande credibilidade. Apesar dos disparos de um barco militar israelita na costa, no mesmo momento, Israel acusa o Hamas de ter colocado minas na praia para evitar incursões israelitas. Tratando-se de uma praia pública bastante movimentada Israel não consegue explicar que só agora isto tenha sucedido.

Ainda assim, as autoridades israelitas insistem na mentira. Garantem que a morte das seis crianças se deu às 16.58 o que permitiria isentar os militares israelitas, já que estes terão retirado às 16.51. Ou seja: ter-se-ia dado a enorme coincidência de uma família ter pisado uma mina do Hamas numa praia pública palestiniana exactamente sete minutos depois de um barco militar israelita ter cessado os seus disparos. Mas uma associação de direitos humanos palestiniana garante que a morte dos oito membros da família palestiniana se deu às 14.40 e não às 14.58, como afirma Israel. O que faz coincidir os disparos com a morte dos palestinianos. Não é raro haver ataques naquela zona, já que milícias palestinianas costumam atacar os barcos intrusos com rokets.

Mark Garlasco, especialista militar que trabalha para Human Rights Watch, ONG sedeada nos Estados Unidos, foi o primeiro observador independente a fazer uma investigação no local e garante que os ferimentos nas vítimas não podem ter sido provocados pela explosão de uma mina e em tudo se assemelham ao resultado de um ataque de artilharia.


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira



Depois da derrota nas eleições legislativas e nas eleições locais, Berlusconi, colado ao seu pior aliado – a Liga Norte – perdeu em toda linha com o referendo à revisão constitucional. Ao contrário de tudo o que se esperava, votaram mais de metade dos eleitores. E desses, mais de 60% votou contra, incluindo os eleitores do Norte. Uma derrota esmagadora contra o fim da solidariedade Norte/Sul em Itália. Mas, acima de tudo, a missa do sétimo dia para Berlusconi que é abertamente contestado na coligação de direita.


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por Daniel Oliveira
Foi com base neste documentário (via Pantalassa) que Xanana decidiu que Alkatiri não podia ficar no poder.
«Alkatiri é um terrorista, um comunista e um muçulmano». É assim que a imparcial e informada jornalista australiana define o primeiro-ministro demissionário. É assim que define a credibilidade do seu trabalho. É partindo deste material de propaganda para fazer cair o primeiro-ministro que Xanana define a sua absoluta irresponsabilidade política.

Actualização: Se eu visse uma manifestação em que chamassem ladrão a Sócrates e como jornalista começasse uma voz off assim: "Sócrates é socialista, agnóstico e ladrão, dizem os manifestantes em Portugal, apesar de não haver provas no terreno destas acusações". O que se diria? Que eu estava a caluniar o primeiro-ministro. Ou não? Acusações, ou são ditas por alguém com nome ou são calúnia.

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por Daniel Oliveira



Este fim-de-semana, houve, em cidades de todo o Mundo, marchas do Orgulho Gay. No Brasil, foram mais de 2,5 milhões de pessoas. Porque estive fora, não pude, ao contrário do que é costume, ir à de Lisboa. Não estavam mais do que 400 pessoas. Parece que ainda estamos mais perto de Moscovo do que da América Latina. E há por cá quem se queixe do lobby gay...


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por Daniel Oliveira
Kofi Annan leu, telefonou ao Bill e disse que vinha da parte do Paulo.

Actualização:

Paulo Gorjão não ficou zangado por ser comparado a Nuno Rogeiro, o que me parece óptimo, porque a intenção não era ofende-lo. Mas, mesmo sem estar zangado, reage com alguma violência: «o que me deixaria furioso era que me comparassem a Daniel Oliveira...», revela. Confesso que desde os meus nove anos que não levava uma bolada tão certeira. Não que eu achasse justo a comparação entre nós os dois. Não, valha-me Deus.

O Paulo – se ele me permite a familiaridade do tratamento – tal como Nuno Rogeiro, move-se pelos corredores do poder, conhece toda a gente e tem informações seguras vindas de quase todo o lado. Tem amigos do PSD e do PS e conta-nos em surdina o que vai acontecer. Nem sempre acerta. Quer dizer, quase nunca acerta. Mas sabe para onde isto vai. Do Minho a Timor, conhece quem manda e quem manda faz-lhe confidências. Da diplomacia portuguesa, sempre no epicentro dos grandes acontecimentos internacionais, aos ministérios que valem alguma coisa, passando por Belém e São Bento, Paulo move-se com a mestria de uma eminência parda do regime. E o doutor Paulo, que não é dado à mesquinhez de guardar para si os segredos que fazem rodar o Mundo, manda recados a governos, dá conselhos à ONU, a Alkatiri, a Xanana, a Cavaco, a Sócrates, sempre em tom amigo e condescendente.

Explica-nos com gravidade o que a espuma dos dias esconde. O seu detector de «spin doctor», emprestado por Pacheco Pereira, revela as malhas com que se fazem as notícias. Sim, porque Paulo Gorjão também conhece os corredores dos jornais e das assessorias de imprensa. Também é raro acertar, mas o detector que todos temem está lá.

Começa os seus posts com um «sejamos claros» e termina-os com um «está tudo dito», esmagando-nos a sua definitiva clareza. Avalia com ponderada justiça cada movimento de cada protagonista político. Tal como Nuno Rogeiro, leva-se imensamente a sério e acredita que nos corredores do poder se bebem as suas palavras. E tem razão. Nunca ninguém ouviu «Paulo quê? não estou a ver.»

E por isso, de facto, seria disparatado alguém, por maldade, comparar Paulo Gorjão a este badameco que, humilhado, aqui vos escreve. Quem sou eu, que raio, para merecer tanto? Um "sujeito" que participa em coisas inqualificáveis, como muito bem me define o doutor Paulo. Vivo na lama da cultura pimba e na lama da cultura pimba morrerei. Sem a respeitabilidade soporífera da academia desta província, vivo resignado à ideia de que o que escrevo de pouco serve. Resignado a nunca passar de um “sujeito” inqualificável.

Ainda assim, tenho uma pequeníssima vantagem em relação Paulo Gorjão. Não é a humildade, mal de que nunca padeci. É ainda mais insignificante do que isso: algum sentido do ridículo num país cheio de estagiários que escrevem banalidade sempre em bicos de pés.

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por Daniel Oliveira
Fez este fim-de-semana um mês que este blogue nasceu. Segundo o mais forreta dos contadores, o Arrastão teve, durante este mês, 36.602 visitas e 66.109 page views, o que, na minha imensa vaidade, me deixa muito satisfeito. Dei aqui o litro: 143 entradas num mês. E, mesmo com este sistema de aprovação dos comentários, menos propício a respostas e contra-respostas, os comentadors também deram: houve 1.251 comentários.Foram feitos 365 links a este blogue. Pois muito obrigado a todos. Continuarei por aqui.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Para impedir a guerra civil, Alkatiri, o único político timorense responsável, demite-se. Boas notícias para a Austrália.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Rai Los, um dos líderes dos rebeldes que atacaram as forças armadas, aparece ao lado de Xanana.
Ramos Horta oferece-se para entrar na Fretilin e sacar o lugar de Alkatiri.
Apoiantes de Xanana encerram o Parlamento.
Para impedir a guerra civil, Alkatiri demite-se.

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
Aqui fica o link para um estudo do Pew Global Atitudes Project, que inquiriu mais de 14 mil pessoas em 13 países sobre a percepção que ocidentais e muçulmanos têm do extremismo islâmico, do papel do islamismo na política e sobre judeus, muçulmanos e cristãos. Por enquanto deixo apenas o link porque estou apertado de tempo. Mais tarde acrescentarei uns comentários. Muitos dados , quase todos contraditórios, unss preocupantes outros reconfortantes. Fica esta nota de optimismo: a maioria dos muçulmanos, como a mairia dos ocidentais, estão preocupados com o extremismo islâmico.



por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O líder da Nova Democracia (ND) anunciou ontem que o partido vai aderir domingo ao movimento Democratas da União Europeia (EUD), passo que considera "uma grande ajuda" para as eleições europeias de 2009. "É uma adesão de uma importância imensa. É o reconhecimento internacional da nossa existência", disse o presidente da ND, em declarações à agência Lusa.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Segundo um painel consultado pelo Público (sem link), sem a concentração da produção em Saragoça os custos para a General Motors são mais altos em Espanha do que na Azambuja. Os salários também. Mais um caso que com certeza as infalíveis leis económicas de João Miranda conseguirão explicar.

por Daniel Oliveira
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