Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira



Que raio de Prsidente fica calado enquanto a violência toma conta do seu país e nada faz para travar aqueles que estavam disponíveis para lhe obedecer, esperando pela presença estrangeira para começar a falar?
Que raio de Presidente começa por ameaçar de demissão um primeiro-ministro pela voz da sua mulher?
Que raio de Presidente, em vez de ouvir o Conselho de Estado e cumprir as normas constitucionais que permitem a demissão do governo em casos excepcionais, exige que seja o próprio primeiro-ministro a faze-lo?
Que raio de Presidente ameaça demitir-se se o primeiro-ministro não acatar uma ordem inconstitucional?
Que raio de Presidente faz este discurso de Estado ao país?
Que raio de Presidente acusa um primeiro-ministro de distribuir armas e de preparar um golpe de Estado com base numa reportagem de televisão?
Que raio de Presidente acusa o maior partido do país e o primeiro-ministro de comprarem votos dos delegados do seu congresso com base em boatos, sem antes pedir às autoridades judiciais que investiguem a acusação?
Que raio de Presidente se julga no direito de dizer que não aceita os resultados de um congresso de um partido de que não faz parte?
Que raio de Presidente se acha no direito de exigir a repetição de um congresso de um partido político, definindo mesmo um prazo para o efeito?
Que raio de Presidente faz tudo isto no meio de uma quase guerra civil e com tropas estrangeiras no seu território?

Não sei se alguma coisa do que Xanana diz é verdade. Nem tenho como saber, já que a desinformação é total. Mas sei uma coisa: um verdadeiro Chefe de Estado não fala com esta leviandade. Também não conheço em pormenor as responsabilidades de Alkatiri na situação actual. Sei que, a cada infantilidade de Xanana Gusmão, tem reagido com a calma e a responsabilidade que se espera de quem governa.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Falhas em gravações obrigam a repetir várias audiências no Tribunal da Boa Hora.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Julgava que George Bush era o republicano mais idiota da América? Ao pé deste é um génio.


Stephen Colbert entrevista o congressista republicano da Georgia Lynn Westmoreland, que nunca apresentou nenhuma legislação durante o seu mandato. Via Random Precision.


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
Xanana diz que se demite se Alkatiri não se demitir. Xanana responsabiliza Alkatiri pela situação actual, apesar do seu absoluto silêncio enquanto as coisas pioravam. Agora, com as tropas australianas no terreno, faz voz grossa e, à falta de melhor, uma birra. Um Chefe de Estado não se demite no meio de uma quase guerra civil e com tropas estrangeiras no seu território. Já Alkatiri responde que fica e que «a situação está tão complexa que uma decisão precipitada pode complicar ainda mais as coisas». Não é muito difícil fazer um esforço para perceber quem, mal ou bem, tem algum bom-senso nesta história. Mas o semipresidencialismo, num país pequeno e inexperiente, só podia dar nisto.

Só para desanuviar, aqui vai o que Timor precisava, para se ver livre destes políticos de aldeia:


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Quarta-feira, 21 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


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por Daniel Oliveira



Portugal passou aos oitavos de final só com vitórias. Hoje, com uma excelente primeira parte e uma segunda para esquecer. Agora, duas razões para torcer pela Argentina: por eles e por nós.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Xanana Gusmão exige demissão de Mari Alkatiri por «perda confiança».

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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
João Miranda acha inacreditável que eu não veja como é bom para os chineses que a Apple lhes page cinquenta dólares mensais por 15 horas de trabalho diário, sete dias por semana, tendo-os em dormitórios durante a noite, guardados por seguranças. Que eu não percebo que antes a vida deles era ainda pior. Claro que não fazia sentido a Apple investir na China pagando salários mais ou menos normais e com horários de trabalho mais ou menos normais para os padrões civilizacionais dos próprios accionistas da Apple. Isso seria moralista e o moralismo, na economia, dá sempre mau resultado. Claro que não podemos acusar a Apple de concorrência desleal. Afinal de contas, o Estado chinês não lhes dá nenhum subsídio. Apenas os protege da maçada de greves e sindicatos que dariam aos chineses a possibilidade de exigir menos horas de trabalho e um salário melhor.

É obviamente muito melhor para os chineses trabalharem 15 horas por dia para a civilizada Apple do que trabalhar ainda mais e em piores condições nos arrozais onde passam fome. Só que, seguindo a mesma linha de raciocínio, a escravatura é melhor que a fome e por isso devemos aceitar a escravatura. Ou, para me aproximar mais das posições de João Miranda, o salário mínimo fomenta o desemprego. Se as empresas pudessem pagar ainda menos dariam emprego aos desempregados que ficariam melhor do que estão hoje. Ao ser contra a escravatura em qualquer lugar do Mundo ou a favor de um salário mínimo aqui no burgo só provo que me estou nas tintas para os mais pobres.

É verdade que quando a Apple oferece 50 dólares mensais ou nada, os 50 dólares são melhores que nada. A minha questão não é as alternativas que tem um cidadão chinês. A minha questão é as alternativas que a Apple tem. E nós permitimos que tenha a alternativa de pagar cinquenta dólares mensais. Fosse pela racionalidade económica não haveria férias, nem fim-de-semana sem trabalho, nem reformas, nem salário mínimo. Existem porque os trabalhadores, de forma organizada, os exigiram. Era isso ou as armas. Como pode João Miranda ver, houve quem não se satisfizesse com menos mau, apesar da alternativa evidente ao menos mau ser ainda pior. Por mim, não espero que nem a Apple nem o Estado chinês dêem nada aos trabalhadores chineses. Nem quero defender as nossas economias dos chineses. Eu aqui, se João Miranda não percebeu, estou do lado dos escravos e quero apoia-los para que saquem à Apple o que ela lhes pode dar, começando por não aceitar a chantagem das multinacionais. E quero que os nossos Estados democráticos estejam desse mesmo lado.

João Miranda acha que às relações de trabalho se aplicam apenas regras de racionalidade económica, sem grande considerações morais. Desde que nunca mais me venha acusar de relativismo moral em relação a outras matérias, está tudo certo, do seu ponto de vista. Mas é exactamente aqui que nos separamos. É verdade que as empresas não têm de seguir nenhuma regra ética especial. Procuram o lucro. E é por isso mesmo que a política não pode deixar a economia nas mãos das empresas. Para que a fome não justifique a escravatura.

Sou “moralista”? Claro que sou. Mas quando, por exemplo, se trata de defender o direito sagrado à propriedade e a absoluta liberdade do mercado, o que é João Miranda?

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira



«A Federação Ganesa de Futebol pediu desculpa pelo facto de o seu defesa John Pantsil, após o final do jogo com a República Checa, ter festejado o triunfo com uma bandeira de Israel, provocando a ira de alguns meios árabes.» (Público)

Porque raio pedem desculpa? Desde quando mostrar a bandeira de Israel num jogo que nem é com um país árabe tem de ofender seja quem for? E ainda que fosse, qual era o problema? Está tudo doido?


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



A propósito do meu texto sobre a produção do iPod na China, João Miranda diz: «Poderíamos até pensar que o Daniel, sabendo que os baixos salários se devem à relativa escassez de capital nos países pobres, seria a favor do investimento estrangeiro na China só possível à custa da transferência de capital dos países ricos para os países pobres. Só que, em vez de louvar a Apple pelos investimentos já feitos, em vez de pedir à Apple mais investimentos na China, o Daniel parece estar zangado com a Apple por ela comprar produtos made in China».

Primeiro dois pormenores: a Apple não compra produtos Made in China. Manda montar os seus aparelhos na China. Compra apenas a mão-de-obra. Não é a mesma coisa. Depois, não me limitei a falar dos salários, mas da escravatura, da ausência de liberdade e das condições e horas de trabalho. Bem sei que no liberalismo “sobe de desce” de João Miranda isto são minudências, mas julgava que os liberais davam alguma importância às liberdades políticas e individuais. Estava enganado.

A China não é um país pobre. Os chineses são pobres, o que não é exactamente a mesma coisa. Não há escassez de capital na China, pelo contrário. A China é hoje um dos maiores consumidores de petróleo para a indústria. Investe no estrangeiro. É uma enorme potência económica. Não se pode falar da China assim como quem fala da Etiópia. Entre as maiores empresas na China estão, aliás, empresas participadas pelo Estado, o que, ao contrário do trabalho escravo, com toda a certeza causará indignação ao nosso João Miranda.

João Miranda não referiu o insignificante facto da China ser uma ditadura. Bem sei que é uma ditadura recentemente apadrinhada por liberais um pouco baralhados. Subitamente, andam de braço dado com Jerónimo de Sousa. Mas, ainda assim, uma ditadura. As regras democráticas, que incluem liberdades para os trabalhadores, não existem por aqueles lados. Assim, a Apple não se limita a ir para uma país pobre com salários baixos. Usa, como ficou claro no caso dos iPod, a ditadura e a repressão daquele regime como factor de competitividade no preço final dos seus produtos. Não é apenas conivente com a ditadura. Beneficia das suas vantagens.

É a vida, dirá João Miranda. E cabe-nos a nós competir com a China, acrescentará. Podemos, de facto, começar por proibir os sindicatos, fechar os jornais, fazer renascer a polícia política e acabar com a semana de trabalho de cinco dias, as férias pagas e os horários de trabalho. Podemos até acabar com a liberdade económica para competir com a China. O João Miranda é que não vai ter grande espaço onde defender seu liberalismo. Este é o problema das ortodoxias ideológicas, sejam socialistas ou ultra-liberais: a realidade é sempre um bocadinho heterodoxa.

O problema, caro João Miranda, não é eu não ser igualitarista. É não querer que o Mundo se igualize ao modelo social e político chinês. O problema é que a ideia de que a competição sem regras entre Estados e o mercado livre global espalharão o progresso e a justiça por cada canto do planeta vive da mesma candura trágica da teleologia comunista: que na história, se seguirmos as leis certas, encontraremos a paz celestial.

Outra coisa, mais complexa, é o que o crescimento exponencial da China está a fazer à própria China. Mesmo sem liberdade sindical, há hoje centenas de greves (proibidas) por todo o território e uma classe média emergente. Haverá quem diga que este “capitalismo comunista” trará inevitavelmente a democracia. Acontece, repito, que as vantagens competitivas da China não são apenas salariais. África tem salários baixos e não ganha grande coisa com isso. A China é um Estado centralizado, repressivo e com a disponibilidade de uma imensa massa de mão-de-obra semi-escrava. Se a democracia vem, vai-se a competitividade. A China parte-se em bocados, como aconteceu com a ex-União Soviética, os trabalhadores vão querer o seu quinhão de riqueza e salários decentes, a instabilidade política e social será incontrolável e de dimensões completamente novas. O desmembramento da União Soviética será uma brincadeira de crianças ao lado da queda do comunismo chinês. A China interessa às empresas porque é uma ditadura. Por isso, nem está escrito nos astros que o crescimento económico traga a democracia, nem a democracia pode garantir o crescimento económico chinês. O ideial, para os investidores, é garantir, pelo máximo de tempo possível, a transição do comunismo para a economia de mercado sem nunca passar pela casa de partida: a democracia e a liberdade.

Mas tudo isto é futurologia. Até lá, o liberalismo linear de João Miranda, que tem o pequeníssimo problema de se esquecer sempre a política quando fala do mercado, terá de viver com este interessante paradoxo: o maior sucesso de competitividade global capitalista é um país comunista. E ele gosta.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Diário de Notícias

Seguindo a tradição de Jorge Sampaio, Cavaco Silva anda a fazer um tour pelo Portugal positivo. Os presidentes portugueses ganharam este estranho hábito de tentar ser os psicólogos da Nação. Só que o problema do País não é falta de auto-estima. É um atraso económico e social grave. E os portugueses já são suficientemente crescidinhos para o saberem, discutirem o assunto e procurarem soluções. Dispensam-se mais rábulas.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O Nuno Ramos de Almeida, a Joana Amaral Dias, o Ivan Nunes e o Antório Figueira têm um blogue de Verão. Dura até Setembro. É aproveitar.

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Segunda-feira, 19 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


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por Daniel Oliveira
"Presidente da República volta-se para o país do sucesso" (Público)

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por Daniel Oliveira
Num furo assinalável, o "Público" conseguiu três páginas de entrevista com Vasco Pulido Valente, que escreve no "Público" três vezes por semana.

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por Daniel Oliveira



Soube pelo Blog Operatório que os D'zrt fizeram este aviso comovente:
"Roubar a música é matar a música. Sempre que sacas uma música estás a contribuir para que os nossos concertos acabem".


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Domingo, 18 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
Mesmo não sendo pai de uma vitima de Al-Zarqawi, não consigo lamentar a sua morte. A reacção do pai de Nick Berg, vítima de um dos mais brutais assassinatos atribuidos a Zarqawi, deixa-me esmagado. O alerta para este vídeo chega via Um Homem das Cidades.




Se não conseguir ver o filme faça download do Flash Player e instale-o.


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por Daniel Oliveira
O PSD quer dar lugar no Protocolo à Igreja e aos descendentes da família real. A nobreza e o Clero são, para o PSD, o que faz falta ao protocolo de uma república laica.


Imagem roubada ao blog Substrato


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Sábado, 17 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira




Agora só falta a companhia de Angola


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Sendo certo que Israel não está isento de culpas nem de responsabilidades na questão palestiniana, também é certo que o maior problema dos palestinianos são por um lado os irmãos árabes, que além de os massacrarem de facto os têm atirado para estratégias suicidas, e por outro as suas próprias lideranças.» Helena Matos, hoje, no Público

No dia em que os palestinianos forem donos do seu do seu Estado, tiverem direito a um território continuo e viável, tiverem direito a viver dos poucos impostos pagos pelos seus trabalhadores sem que Israel os roube, tiverem direito a desenvolver o seu comércio externo e interno sem que Israel o sabote, tiverem direito a circular no seu próprio território, tiverem direito de pôr os seus filhos na escola sem que eles fiquem barrados nos checkpoints israelitas, tiverem direito a ir para o trabalho sem ficar dias à espera, tiverem direito a não verem as suas cidades bombardeados por um Estado vizinho, tiverem, enfim, direito a viver, talvez seja legitimo discutir as responsabilidades do seu governo e dos seus aliados, que serão seguramente muitas. Até lá, é pornográfico dizer que «Israel não está isento de culpas». Só tem culpa quem manda si próprio. E isso é direito que os israelitas nunca que reconheceram àqueles que expulsaram das suas terras, mataram e perseguiram. Em relação à Palestina, a culpa foi, ela própria, integralmente ocupada por Israel. Devolvam a liberdade aos palestinianos que mantêm presos entre muros e a culpa do que lhes aconteça será deles. Até lá, haja alguma vergonha.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A lista criada pelo PCP para correr com os comunistas que, na direcção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL, um dos maiores sindicatos do país) não obedeciam ao partido e teimavam em trabalhar com gente de outras correntes políticas, perdeu as eleições. Mas não se conforma e vai tentar impugnar o acto eleitoral. Se, como se prevê, não o conseguir, irá recorrer a uma Asembleia Geral, substituindo assim o voto secreto nas urnas pelo voto em plenário.

Quando os professores vivem um momento difícil, a linha dura do PCP mostra as suas prioridades para os sindicatos: antes fracos que democráticos, antes parados do que independentes.

Há um ano, quando os trabalhadores da Autoeuropa votavam um plano para que a empresa ficasse em Portugal, a Comissão de Trabalhadores acatou a decisão do voto. Não era dominada pelo PCP e por isso as decisões dos trabalhadores contavam mais do que as de qualquer Comité Central. Correu-lhes bem. Mais a Norte, na Azambuja, uma votação semelhante tinha semelhante resultado. Mas a Comissão de Trabalhadores da Opel, dirigida directamente da sede da Soeiro Pereira Gomes, demitiu-se. Recandidatou-se sem oponentes e mandou o referendo e a votade expressa dos trabalhadores às malvas. Não aceitou qualquer acordo e o resultado foi o que se viu.

O sindicalismo português tem muitos problemas, vários deles resultantes das condições de trabalho que hoje se vivem nas empresas. Mas, infelizmente, a cegueira e falta de espírito democrático do PCP tem dado uma boa ajudinha.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


António, hoje no Expresso


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«O líder da Frente Nacional (principal movimento do PNR), Mário Machado, tem sido alvo de polémica no interior das duas organizações. O conflito entre nacionalistas tradicionais e neonazis (que coexistem no PNR) originou um duelo entre Machado e um opositor, na mata de Alvalade. O tiroteio provocou ferimentos ligeiros.» (Expresso)

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Sexta-feira, 16 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


Bush responde a um reporter com problemas de visão que o tornam praticamente cego e dolorosamente sensível à luz.

(Se não conseguir ver o filme faça download do Flash Player e instale-o.)</em>


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 15 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
Tribunal recusou nacionalidade a indiana que não sabia a letra e a música do hino nacional.





(Se não conseguir ver o filme faça download do Flash Player e instale-o.)


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«O Tribunal da Relação de Lisboa recusou a nacionalidade portuguesa a uma cidadã indiana, de 33 anos, casada com um português, com dois filhos portugueses e residente em Portugal há nove anos, onde detém dois estabelecimentos comerciais porque «não provou a sua ligação afectiva à comunidade portuguesa».

De acordo com o colectivo de juízes, Ana (nome fictício) não conhece sequer a letra e a música do hino nacional e desconhece as figuras relevantes da cultura portuguesa, não conseguindo identificar sequer os principais intervenientes da vida política portuguesa, escreve o "Público".

"Ouvida em declarações, oficiosamente determinadas pelo tribunal, a requerida revelou um desconhecimento absoluto da história, cultura e realidade política portuguesas. Praticamente nada sabe acerca dessas matérias, nenhum interesse ou curiosidade tendo revelado, ao longo destes anos em que passou a viver em Portugal, em tomar conhecimento com esses temas".
»

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Cavaco mandou um ministro calar-se porque está a incomodar os agricultores.
Cavaco mandou os professores calarem-se porque estão a incomodar uma ministra.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Qualquer empresa ou conjunto de empresas é livre de fechar as suas fábricas sempre que quiser para o seu melhor interesse e questões morais e sociais não lhe devem ser postas. As empresas e os seus gestores existem para defender o lucro dos seus accionistas.

Nenhum governo ou conjunto de governos é livre de condicionar o mercado a regras sociais porque isso ofende o princípio político e moral da liberdade económica. Os governos não existem para garantir os interesses de quem os elege.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«O Ministério Público confirmou ontem que vai analisar a eventual ilicitude do aproveitamento da bandeira nacional para publicitar marcas e empresas comerciais. (…)O recurso a símbolos nacionais, como a bandeira e, há tempos atrás, do hino, para fins publicitários desencadeou já protestos de cidadãos que, através da Internet e de SMS, estão a apelar à "indignação cívica".» (Público)

Depois da parolice patrioteira das bandeiras, vem a vigilância patrioteira pela criminalização do seu uso incorrecto. Quando os polícias do patriotismo aparecem, dá-me logo vontade de lhes mostrar o sabor da liberdade. Aqui vai a minha contribuição para o debate:



PS: Como esperava, veio, a propósito deste post, a comparação com a polémica dos cartoons de Maomé e a posição que então tive e que mantenho. Para recordar o que eu disse sobre a matéria e não o que alguns tresleram, o que para mim estava em causa era o objectivo dos cartoos, não era a sua ligitimidade e legalidade.
Vai aqui a citação do que então escrevi no Expresso:
«Sou contra a proibição de qualquer tipo de mensagem, por mais abjecta ou irresponsável que seja, ainda mais se a censura resultar de qualquer ameaça violenta. A estupidez deve ser livre como uma borboleta.»

E noutro texto, também no Expresso:
«Imaginem que, a quando da polémica sobre os casos de pedofilia envolvendo padres católicos norte-americanos, alguém publicava um cartoon em que Jesus aparecesse a abusar sexualmente de uma criança. Não faltaria a justa indignação a muitos leitores. Apesar do mau gosto, esperaria que o desenho se publicasse. Foi o que fizeram um jornal dinamarquês, outro norueguês e um outro francês, retratando, em vários cartoons, Maomé com uma bomba num turbante ou a queixar-se de falta de virgens.»


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Cavaco pede que se "deixe actuar" a ministra da Educação.

O argumento salazarento que transforma a critica em bloqueio e a oposição em mau feitio está de volta pela boca do mesmo homem.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira




Nas cidades de Longhua e Suzhou, na China, duas fábricas produzem o popular iPod. Em Longhua, os operários trabalham 15 horas seguidas e recebem 50 dólares por mês. São castigados quando mostram sinais de cansaço. Em Suzhou receberiam 100 dólares, mas metade do salário serve para pagar a alimentação que lhes é dada e o dormitório onde são obrigados a pernoitar, guardados por seguranças. O pouco que resta é mandado para a família. Tudo isto foi denunciado pelo jornal britânico Mail on Sunday (versão impressa). Graças ao trabalho escravo, os iPod têm preços cada vez mais competitivos.


Dormitório de uma das fábricas onde se produz o iPod


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 13 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira
O comandante da prisão de Guantanamo considerou que o suicidio de três detidos foi um "acto de guerra" contra os Estados Unidos.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Há uns dias, na SIC Notícias, Nuno Rogeiro tratava com displicência o relatório do Conselho da Europa sobre os voos da CIA. Sempre pronto para defender os amigos e sempre fingindo saber mais do que sabe, Rogeiro garantia que o estudo do Parlamento Europeu é que era fiável e que este estudo, realizado por um Suiço, seria um enorme disparate alarmista. Já então o estudo do PE, que ele defendia, falava da existência de muito mais voos do que o do Conselho da Europa. Mas Rogeiro, como acontece com alguma frequência, não fazia a mais pálida ideia do que estava a falar.

Agora veio a confirmação: «Portugal serviu de escala a dezenas de voos de aparelhos operados pela CIA, alguns dos quais com origem ou destino considerados suspeitos, revela uma lista sobre alegadas actividades ilícitas dos serviços secretos norte-americanos na Europa hoje divulgada em Estrasburgo». Apesar de as empresas que funcionam com a CIA poderem estar ao serviço de outras agências sem qualquer envolvimento no transporte ilegal de prisioneiros, muitos dos destinos deixam fortes suspeitas. Apesar do relatório não estar terminado, o seu responsável, o insupeito Carlos Coelho, considera que ficou claro que houve acções ilícitas da CIA em território europeu.

Agora Rogeiro vai ter de dar 300 cambalhotas. Ou talvez não. Uma das características deste "especialista" é ter a certeza de que nunca nos lembramos do que ele disse na véspera. E, de facto, não vale muito a pena.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Noite de Santo António, Alfama, Lisboa


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 12 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira


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por Daniel Oliveira
Portugal deu tudo nos primeiros cinco minutos, conseguiu o que queria e depois foi uma enorme seca.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 11 de Junho de 2006
por Daniel Oliveira



O Museu VItoria & Albert, em Londres, está a organizar uma exposição dedicada à imagem histórica de Che Guevara. Gerry Adams foi retirado dos convites para a inauguração.


por Daniel Oliveira
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