Segunda-feira, 31 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
Depois de ler alguns blogues descubro que a culpa pelo massacre de Qana é dos que morreram e que o que é escandaloso é que as televisões nos mostrem os mortos.

por Daniel Oliveira
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Domingo, 30 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
Na minha penúltima manhã na Síria e em Damasco, encontro o dono do hotel de olhos raiados de raiva, pregado na televisão. Olho e vejo corpos empilhados, de adultos e crianças. A Al-Jazeera mostra-os. Cada um mostra os seus. Foram 56 esta noite, 34 crianças. Lamentáveis e necessários danos colaterais, dirão os que sem vergonha apoiam este nojo. Não dirão o mesmo noutros momentos os fanáticos que nos países islâmicos apoiam a Al Qaeda? Se eu dissesse aos que por aqui vou conhecendo, gente normal e sem grandes conhecimentos políticos, que me pergunta com alguma ingenuidade porque é que a Europa nada faz, que, no meu país, não falta quem apoie esta loucura, olhariam para mim com o mesmo espanto que nós olhamos quando vemos que há nos países árabes gente que parecendo normal apoia Ben Laden.

Sem tirar os olhos da televisão, o dono do hotel diz só "Líbano", "crianças" e aponta para a televisão para eu ver. Um amigo dele, de olhos cerrados de raiva, acrescenta: "Israel". Eu pergunto se os sírios se vão manifestar. Ele responde: "Para quê? Eles não vão parar por causa de nós, pois não?" E, como um idiota, eu respondo: "Talvez a Europa..." Ele sorri e encolhe os ombros. Volta a olhar para a televisão com aquela cara que todos temos quando o choque se mistura com a indignação. Não é nem nunca será um suicida, não é um fanático, não espuma da boca quando fala dos ocidentais. é apenas dono de um hotel para jovens europeus e americanos. Podia ser qualquer um de nós, como nunca por essas bandas se imaginam os árabes. Desumanizar o outro é sempre o primeiro passo para o ódio. Mas os olhos dele, geralmente serenos, são de raiva. Quanto mais vejo as imagens, mais os meus ficam como os dele. E acabo por ser eu a dizer: "filhos da puta!"

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 25 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira


Souq de Aleppo


Escrevo de Alepo, no norte da Síria. A poucos quilómetros a sul, um país é destruido, num acto de selvajaria consentido pelo Mundo. Mais de 150 mil libaneses estão na Síria, esperando o dia do regresso que pode ser daqui a umas semanas ou meses. A maioria em Damasco. Muitos aqui em Alepo. Os sirios e todos os árabes vivem suspensos no que se passa no Líbano. Mas sem espanto. Há cerca de oito mil anos que o espaço que hoje é ocupado por Alepo é habitado, sem interrupções. Há milénios que é conquistado, reconsquistado, atacado e reconstruido. Aqui sente-se a história toda, em camadas, nas igrejas e nas mesquitas, nos bairros cristãos e muçulmanos. A história nunca passou. Repete-se sempre hoje. E todos os disparates simplistas que por ai se vão escrevendo sobre o Islão, lidos daqui, deixam de irritar. Fazem pena, como faz toda a ignorancia. E ver, ao olhar para os jornais portugueses na Internet, que não falta por aí quem defenda o que está a ser feito no Líbano deixa-me de sem palavras. E ver que não falta quem fale da história recente do Líbano sem falar da sua guerra civil, da anterior ocupacão israelita, de Sabra e Shatila, revela-me como o revisionismo historico tem as mais insuspeitas das faces.

Daqui, de Alepo, na Síria, sente-se a história. O Mundo não vai chegar ao fim. São apenas os árabes - essa nova encarnação do mal, como outrora foram os judeus - que se sentirão cada vez menos deste tempo. A sua decadência faz-se com gritos, mas é uma decadência sem retorno. Perderam. E por isso, aqui cresce a raiva de quem já não tem mais nada para perder. Aqui, escrevendo de Alepo, terra de árabes e turcos e arménios e muçulmanos e cristãos de todo o tipo, sinto-me libanes. O Libano que, ao contrario de Israel, é um Estado multi-confessional e que não conta com uma ponta de ajuda de um Ocidente que se diz laico para o continuar a ser. O Libano reconstruido agora mesmo e de novo arrasado pela estupidez e pela arrogancia absolutas. Um Libano entregue por Israel as maos do Hezbolah. Daqui de Alepo, milénios de historia contam-me da esperança e da barbárie. E agora, mais a sul, so se ve barbárie sem qualquer esperança.

Regresso daqui a uma semana, com muitas fotos e algumas histórias de um pais deslumbrante. Desculpem a demora na aprovação de comentários e desculpem erros de escrita. O teclado árabe não facilita.

PS: Alguem que esteja mais perto e com um bom teclado que explique a Helena Matos o significado de "anti-semitismo" e, já agora, que lhe diga que quem confunde a oposição a politica do governo israelita com nazismo não é diferente de qualquer fundamentalista religioso. Também para o Hezbolah e para o Hamas não há diferença entre judeus e governo de Israel. Quem baralha religião com politica, estados com grupos religiosos, para diminuir aqueles dos quais discorda, baralha-se com quem diz combater.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 18 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
Não me é fácil postar aqui de Damasco, de onde parto amanhã para Palmira e para o Eufrates. Apenas dizer, rapidamente, que a cidade está cheia de libaneses e turistas fugidos do Libano. Por aqui, fala-se de, no total, 75 mil, numeros superiores aos que li hoje na imprensa portuguesa. Sejam quantos forem, os hoteis estão a abarrotar.

Os damascenos não despregam os olhos da Al-JAzeera e em cada dia que passa há mais e mais bandeiras do Hezbollah nos carros, nas lojas e nas ruas. Mesmo na zona da noite - que aqui não pára – dominada por jovens estilosos e raparigas de cabelo destapado e com roupa tão provocante como a de qualquer ocidental e no bairro cristão as bandeiras amarelas do grupo libanes dominam a paisagem. A revolta é enorme e a ditadura siria tem sabido usa-la a seu favor.

Vista daqui, ouvindo e vendo a reacção dos árabes, do mais radical ao mais moderado, a estupidez e a insanidade desta ofensiva israelita não tem paralelo recente e é bem mais grave do que se imagina. E terá piores consequencias do que se imagina. Mais um contributo para a radicalizacão do mundo árabe. Claro que estamos a umas poucas dezenas de quilómetros das zonas bombardeadas. Mas se um jovem laico e semi-ocidentalizado de uma cidade cosmopolita e multi-religiosa como Damasco tem neste momento como heróis os lideres do "Partido de Deus", imagine-se o que se passa em mais sombrias paragens. Podemos agradecer tudo isto ao senhor Ehud Olmert.

Mais tarde, postarei mais com mais pormenores. Quando regressar contarei tudo, com as fotos que fui tirando. Mais uma vez, não prometo nada em relação a brevidade da aprovação de comentários. Sigo para Palmira, Eufrates, Allepo e regressarei daqui a uma semana a Damasco. Darei novas das ondas de choque que aqui chegam da guerra. Ate já.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 14 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
Nos próximos 17 dias vou andar por...


Damasco,...






Palmyra,...




Deir Ez-Zur e ao longo do rio Eufrates...





e Allepo.





Também esteve planeada uma ida ao mais importante festival do Médio Oriente, em Baalbek, no Líbano, mas Israel anda a brincar na zona e as fronteiras foram fechadas. Terá de ficar para outra vez.

Se for possível, tentarei postar aqui sobre o que vou vendo, como fiz, há um ano, no Iémen. Até porque estou ali mesmo onde tudo, neste momento, ferve, pelas piores razões. Se não conseguir, mil perdões. Será difícil aprovar comentários, mas vão pondo que, pelo menos no meu regresso, todos serão publicados. Até já.


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Já saiu o novo jogo.

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Quarta-feira, 12 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira



«É um acontecimento raro: líderes religiosos muçulmanos, cristãos e judeus todos de acordo. O motivo é a realização de uma marcha do orgulho gay em Jerusalém. O objectivo de xeques, rabis e arcebispos é, por estes dias, o mesmo. "Impedir a parada da aberração em Jerusalém."» (Público)


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O movimento Hezbollah capturou hoje dois soldados israelitas na fronteira israelo-libanesa, provocando o lançamento de uma ofensiva militar de Israel no sul do Líbano.

Viram que a graça resulta e imitaram a acção a norte, obrigando os israelitas a dispersar forças. E os israelitas não têm outro remédio. A retórica fanfarrona dá sempre maus resultados políticos e militares. Um dia destes as tropas israelitas estão mais espalhadas pelo Médio Oriente do que as norte-americanas.

Isto vai ajudar em alguma coisa a resolução do problema palestiniano? Não. Mas alguém está interessado nisso?

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 11 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira



Apesar da recusa do Governo, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol mantém a intenção de pedir isenção de IRS para os prémios de presença dos jogadores da Selecção no Alemanha2006. Esta iniciativa conta com o apoio do Sindicado dos Jogadores Profissionais de Futebol.


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por Daniel Oliveira
No portal Esquerda.net, pode ver estes depoimentos de dois imigrantes africanos presos pela polícia marroquina e abandonados, como tantos, no deserto do Sahara. Tiveram sorte. Sobreviveram. Enquanto Sarkozy vai fazer conversa da treta a Rabat, a ditadura marroquina é o rufia que nos guarda a fronteira.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira




Foram sete explosões simultâneas, nas estações de comboio dos bairros de Matunga, Khar, Mahim, Jogeshwari, Borivali e Bhayendar, em Bombaim. Já causaram mais de 130 mortos mas os números estão permanentemente a ser actualizados. Tudo aponta para um atentado terrorista de larga escala.



Informação actualizada em: The Times of India, Reuters India, NDTV, Rediff, BBC News/ South Asia, CNN/World.


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por Daniel Oliveira
A Federação Portuguesa de Futebol vai pedir ao Governo que isente de IRS os prémios de participação no Mundial que serão pagos aos jogadores, cerca de 50 mil euros por cabeça, noticia hoje o Jornal de Negócios.

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"O poder político tem medo, quem manda no País é a Quercus". Sampaio Nunes, Vice-presidente do CDS

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«Até há algumas semanas, alguns amigos e poucos admiradores faziam-me acreditar que eu poderia passar a ocupar o 38º piso do Palácio de Vidro, no East River, em Manhattan. Tenho outra missão aqui. Nunca seria um bom secretário-geral da ONU se não soubesse ser um bom timorense, e um bom timorense deve estar no seu país e com o seu povo em momentos de crise. Talvez em 2012. Agora o mundo tem que esperar
José Ramos-Horta

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«Infelizmente, não posso dizer que aprendi muito com o primeiro-ministro Mari Alkatiri durante os quatro anos de governação. Eu estava ausente mais de metade do ano e quando estava no país não me entusiasmava muito com as prolongadas sessões do conselho de ministros»
José Ramos-Horta

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Segunda-feira, 10 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira



Diz-se que a lamentável cabeçada com que Zidane se despediu do futebol nasceu de uma frase nojenta do defesa italiano Marco Materazzi. Terá chamada ao francês de origem magrebina «porco terrorista». Não estava ali ao lado e ao contrário dos surdos brasileiros não sei ler os lábios. Se for verdade, um homem com a classe de Zidane não devia dar ouvidos a labregos. E andar por aí a dar cabeçadas a todos os cretinos que nos passam pela frente não é lá muito recomendável.

A resposta de sonsinho de Materazzi deixou-me desconfiado: «É completamente falso. Não o chamei terrorista. Sou ignorante, nem sei o que significa essa palavra». Ignorante até pode ser. Mas supomos que não esteve em Marte nos últimos anos. Ok, "porco" em francês e em italiano é um pouco diferente. Mas "terrorista"?

Há, no entanto, rumores menos políticos. Um diz que houve uma insinuação sobre o envolvimento de Zidane num caso de doping, o que me parece um pouco elaborado de mais para dizer entre duas cuspidelas para o relvado. Outro, mais banal, garante que Materazzi teria posto em causa a pureza das senhoras da família Zidane, coisa grave para qualquer magrebino ou latino.

A verdade é esta: foi bem expulso e do que lhe disse o italiano nunca saberemos nada. Mas se Zidane se despediu de uma carreira brilhante com uma cabeçada, que tenha sido por uma razão que valha a pena. Eu voto no «porco terrorista». Acusar mães e irmãs de prostituição já está muito visto. Zidane merece melhor.


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O Governo australiano reagiu a esta nomeação [de Ramos Horta], tendo um porta-voz da diplomacia de Camberra afirmado que "a liderança política timorense está a começar a resolver os seus problemas". O mesmo porta-voz caracterizou Ramos-Horta como "um bom amigo" do ministro dos Negócios Estrangeiros australiano, Alexander Downer.

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"Detail", documentário de oito minutos do realizador israelita Avi Mograbi (2004)


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Olha, um clone do João Miranda deu uma entrevista ao "Avante!".

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Domingo, 9 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira


Foto Lusa

Estou a ver o telejornal e assisto em diferido a recepção à equipa portuguesa. Nada de mal. Festejar é saudável, mesmo quando é um quarto lugar. E de repente, os depoimentos dos festejantes: «Obrigado a Scolari, que conseguiu o que os políticos nunca conseguiram: unir os portugueses». E outra: «isto vai mostrar ao Mundo que somos pequenos mas vale a pena investir aqui». Desligo a televisão. Há momentos em que ignorar a ignorância é o melhor que se pode fazer. Às vezes tenho medo de viver num país ainda mais pobre, atrasado e sem futuro do que julgo. Depois tento não pensar muito no assunto. Provavelmente são só aquelas pessoas. As que falam para a televisão e esperam quatro horas debaixo de um sol escaldante por uma equipa de futebol. Provavelmente é só isso. Deve ser. Tem de ser.


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Timor Leste tem um novo primeiro-ministro, que não é do partido que tem maioria absoluta do Parlamento. No entanto, não haverá eleições antecipadas.


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Há alguma forma de estar por magrebinos e africanos sem estar pela França? Não. Então estou pela Itália.


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Sábado, 8 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
É habitual vermos textos de Vítor Dias e Rúben de Carvalho a queixarem-se da discriminação de que é alvo o PCP. Ainda recentemente foi por causa do Congresso da JCP repetindo a lenga-lenga da campanha presidencial. Melhor que qualquer palpite, são os números. Aqui estão os dos últimos seis meses. Não são escolhidos a dedo. Dizem de um tempo mais longo. E a verdade é que não há memória de um líder partidário ser tão apaparicado pela comunicação social. Jerónimo está de parabéns. Digo-o com toda a sinceridade e sem nenhum ironia. Mérito seu e ninguém tem de o criticar por isso. Os outros que saibam fazer o mesmo. Mas por favor, o choradinho já começa a ser demasiado deslocado e soar a pressão para silenciar os restantes. E o argumento canhestro de que os outros são bem tratados porque não põem em causa os interesses instalados pode, assim de repente, tornar-se num boomerang.


Números da Marktest.


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Sexta-feira, 7 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira
A Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) não conseguiu cobrar 231,5 milhões de euros de dívidas fiscais em 2005 que assim prescreveram, uma situação que reflecte um crescimento de 5,6% face a 2004.

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Israel já matou 20 palestinianos de Gaza como vingança pelo rapto de um soldado.

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Quinta-feira, 6 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira


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«Pogrom (do russo погром) é um ataque violento maciço a pessoas, com a destruição simultânea do seu ambiente (casas, negócios, centros religiosos). Historicamente, o termo tem sido usado para denominar actos em massa de violência, espontânea ou premeditada, contra judeus e outras minorias étnicas da Europa» (Wikipedia)

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por Daniel Oliveira



“E esta lei existe pela única e exclusiva razão de que os deputados do CDS e do PSD (o que não surpreenderia por aí além) mas também os do Partido Socialista e os do Bloco de Esquerda se recusam a fazer aquilo que têm inteira possibilidade e completa legitimidade para fazer: mudá-la.” Rúben de Carvalho, hoje, no "Diário de Notícias".

O Bloco de Esquerda votou até hoje a favor de todas as leis para despenalização do aborto. Todas! Mais: apresentou uma e levou-a a votos, exactamente como o PCP, nas mesmas circunstâncias e nos mesmos termos. Nem mais, nem menos. Só fez uma coisa de forma diferente: não votou com o CDS e o PSD contra o referendo. Ou Rúben andou distraido e comeu o que lhe disseram na Soeiro Pereira Gomes ou mente conscientemente, o que é muito mais grave.

É triste que o PCP esteja a usar o julgamento de Aveiro para desgastar os que querem mudar esta lei. Triste, mas não espanta. O que já surpreende é ver Rúben de Carvalho recorrer a uma mentira tão descarada para garantir o costume: que o PCP ficar sozinho, mesmo que seja para ter uma derrota. Esperemos que, no seu próximo texto, corrija o erro factual. É que eu sabia que Rúben era sectário. Mas não o tinha por mentiroso.


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Afinal há, segundo o presidente do Instituto Federal Eleitoral (IFE) mexicano "inconsistências" nas eleições. O candidato Obrador fala de uma diferença de 2,6 milhões de votos entre os eleitores registados e os votos colocados em urna. Menos votos que votantes. O México tem uma longa tradição de fraudes eleitorais e a situação está muito tensa.

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«Só para dizer que eu subscrevia quase, quase, quase toda a intervenção de Odete Santos.» Zita Seabra, sobre a paridade. (Público).

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AP Photo/Tsafrir Abayov

Tanques israelitas penetraram esta noite várias centenas de metros no Norte da Faixa de Gaza, ocupando dois antigos colonatos evacuados no Verão passado. Testemunhas adiantam que uma dezena de blindados entraram em território palestiniano, a pouca distância do posto de controlo de Erez, posicionando-se junto aos antigos colonatos de Nissanit e Elei Sinai. Um fotógrafo da AFP que se deslocou à zona ouviu intensas trocas de tiros de metralhadora e o disparo de obuses de morteiros.


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Exceptuando os franceses, o Mundo estava todo por nós.

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Quarta-feira, 5 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira



Jogámos bem. Tivemos azar. A despedida era boa e dispensava acusações injustas à arbitragem de Scolari e Madail. Fizemos um bom Mundial.


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Um aliado próximo de Olmert, Roni Bar-On, avisou os palestinianos que têm refém o militar israelita Gilad Shalit: "É seguro dizer que o céu lhes cairá em cima da cabeça se lhe fizerem mal", cita a Associated Press. "Se for morto, reagiremos de modo que os palestinianos nunca viram antes." (Público)


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Ontem, o PCP acusou os que querem mudar a lei através de referendo de responsabilidade moral pela condenação das três mulheres de Aveiro. Aqui nos comentários a acusação repetiu-se da forma ordeira do costume. A acusação é de uma desonestidade, oportunismo político e irresponsabilidade sem limites. É extraordinário que perante esta condenação o PCP aponte as suas baterias a quem quer mudar a lei e não a quem quer que ela fique na mesma.

Respondo apenas por mim. Enquanto cidadão, ajudei, há oito anos, com imenso esforço, a fazer uma campanha sem os meios dos grandes partidos de então – nem do PS nem do PCP. Na campanha esteve gente que agora é contra o referendo e gente que é a favor. Nunca me passaria pela cabeça acusar nenhuma dessas pessoas pela condenação destas mulheres. Mesmo quando divirjo de alguém, sei distinguir um adversário de um aliado. Há o mínimo dos mínimos no combate político. O referendo perdeu-se. Não me interessa agora dizer de quem foi a responsabilidade. Quero que a lei mude e deixo as pequenas guerras entre os que querem o mesmo debaixo do tapete. Mas não fico calado quando me sinto, com outros, acusado de tamanha barbaridade.

Sou a favor de novo referendo por duas razões:

1. Não quero uma lei que possa ser alterada mal a direita tenha maioria. Quero uma lei para ficar, que não viva ao sabor de maiorias parlamentares e que dependa sempre de maiorias sociais. Houve um referendo, fui contra a realização desse referendo, mas ele existiu. Fiz campanha e votei. Não o boicotei. O referendo foi perdido. Apesar de legalmente não ser vinculativo, já que apenas votaram 30% dos eleitores, ele teve um resultado político. Qualquer mudança que não passe por um referendo dará à luz uma lei politicamente frágil e por isso facilmente alterável. Tivesse acontecido o contrário – se o “sim” tivesse ganho sem 50% de participação eleitoral – seguramente estaria aqui a defender com unhas e dentes a legitimidade política desse resultado. E, para mim, os argumentos democráticos não mudam, conforme dá jeito a cada lado. O resultado não foi vinculativo, mas foi politicamente relevante. Se o “sim” ganhar agora, sem 50% de participação, o que dirá o PCP? Que não conta? Para mim contará politicamente, como contou o anterior. Para além das questões de valores democráticos, a minha posição parece-me tacticamente mais avisada.

2. O partido a que pertenço já votou favoravelmente a mudança da lei no Parlamento. Fez bem. Não deve mudar a sua posição por razões tácticas. Mas todos sabem – o PCP está careca de o saber – que não há maioria na AR para mudar a lei sem referendo. Pelo menos 40 deputados do PS votarão contra. Ou seja, a estratégia de insistir na solução parlamentar nada pode e nada quer poder na alteração urgente da lei. Tem apenas como objectivo embaraçar o PS. Não me custa, pelo contrário, fazer isso a um partido que tem imensas responsabilidades no imbróglio actual. Mas essa não é a minha prioridade. E sei, como o PCP sabe, que essa estratégia tem um preço: sujeitar a lei a mais um chumbo parlamentar e partir para um referendo com uma derrota. Mais do que apontar o dedo acusador e justo ao PS, quero, naquilo em que me seja possível, preparar uma vitória nesta matéria. Entre o desgaste do PS e a mudança da lei, escolho a segunda. São diferentes prioridades.

Mas nem partindo com a convicção de que as prioridades do PCP estão, nesta matéria, viradas ao contrário, me passaria pela cabeça dizer que o PCP, ao se aliar ao CDS contra este referendo, é cúmplice do CDS. Em nenhum caso diria que é cúmplice da manutenção desta lei e de uma derrota futura em referendo. Não quero, não posso querer, descartar a participação indispensável do PCP na mudança da lei. Recuso, em qualquer caso, a desonestidade absoluta e o insulto político a aliados numa questão de civilização para que o meu partido amealhe mais uns votos. Daqui a uns meses teremos de nos encontrar. Esperemos que até lá o PCP mude as suas prioridades e não tente no referendo tudo, menos alterar a lei. Estou convicto que não o fará. Que as mulheres do PCP não permitirão que isso aconteça. Que ainda haja quem distinga divergências tácticas de divergências em valores fundamentais, combates partidários de combates de civilização. Esta condenação em Aveiro é um sinal de um atraso profundo deste país. Se ela tiver servido para alguma coisa, que sirva para mostrar que a lei tem de ser alterada. Que não sirva para o triste espectáculo de cada um tentar levar uns votinhos extra para casa.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 4 de Julho de 2006
por Daniel Oliveira



Três mulheres foram hoje condenadas pelo crime de aborto a seis meses de prisão, com pena suspensa por dois anos. Foi também condenado um médico e uma sua assistente.


por Daniel Oliveira
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