Quinta-feira, 31 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira
Quando a CNN estava a transmitir o discurso de George Bush no aniversário do Katrina, a pivot foi à casa de banho, levou o microfone aberto e ficou na conversa com umas colegas. Os mexericos prometiam, mas ficamos, lamentavelmente, a meio.


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por Daniel Oliveira



Bush justifica assim a guerra do Iraque: «As veterans, you have seen this kind of enemy before. They're successors to Fascists, to Nazis, to Communists, and other totalitarians of the 20th century. And history shows what the outcome will be: This war will be difficult; this war will be long; and this war will end in the defeat of the terrorists and totalitarians, and a victory for the cause of freedom and liberty». George W Bush, Salt Lake City, hoje


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por Daniel Oliveira
«For a half- century, America's primary goal in the Middle East was stability. This was understandable at the time; we were fighting the Soviet Union in the Cold War, and it was important to support Middle Eastern governments that rejected communism. Yet, over the decades, an undercurrent of danger was rising in the Middle East. Much of the region was mired in stagnation and despair. A generation of young people grew up with little hope to improve their lives, and many fell under the sway of radical extremism. The terrorist movement multiplied in strength, and resentment that had simmered for years boiled over into violence across the world.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

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«Extremists in Iran seized American hostages. Hezbollah terrorists murdered American troops at the Marine barracks in Beirut and Khobar Towers in Saudi Arabia. Terrorists set off a truck bomb at the World Trade Center. Al Qaeda blew up two U.S. embassies in East Africa, and bombed the USS Cole. Then came the nightmare of September the 11, 2001, when 19 hijackers killed nearly 3,000 men, women, and children.» George W Bush, Salt Lake City, hoje


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«The enemies of liberty come from different parts of the world, and they take inspiration from different sources. Some are radicalized followers of the Sunni tradition, who swear allegiance to terrorist organizations like al Qaeda. Others are radicalized followers of the Shia tradition, who join groups like Hezbollah and take guidance from state sponsors like Syria and Iran.» George W Bush, Salt Lake City, hoje


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«The war we fight today is more than a military conflict; it is the decisive ideological struggle of the 21st century. On one side are those who believe in the values of freedom and moderation -- the right of all people to speak, and worship, and live in liberty. And on the other side are those driven by the values of tyranny and extremism -- the right of a self-appointed few to impose their fanatical views on all the rest.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

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«We have made it clear to all nations, if you harbor terrorists, you are just as guilty as the terrorists; you're an enemy of the United States, and you will be held to account.?» George W Bush, Salt Lake City, hoje


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«America has committed its influence in the world to advancing freedom and democracy as the great alternatives to repression and radicalism. We will take the side of democratic leaders and reformers across the Middle East.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

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«We see a day when people across the Middle East have governments that honor their dignity, unleash their creativity, and count their votes. We see a day when leaders across the Middle East reject terror and protect freedom. We see a day when the nations of the Middle East are allies in the cause of peace. The path to that day will be uphill and uneven, but we can be confident of the outcome, because we know that the direction of history leads toward freedom.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

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por Daniel Oliveira
«In Lebanon, we saw a sovereign nation occupied by the Syrian dictatorship.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

Aqui vai uma ajuda, para quem queira perceber como isto «deles» e «nós» é tão complicado: «Since 1976. Full-scale civil war broke out in April 1975 between the Maronite Christian groups of the Lebanese Front and the Lebanese National Movement, which was made up of left-leaning Muslims who wanted a greater share of political power. Fighting was intense, and in June 1976 the Maronite-dominated government asked for support from Syria. Syria had previously mounted several failed diplomatic efforts to stop the war. For then-Syrian leader Hafez al-Assad--the current president's father--the Lebanese conflict presented a range of possibilities, all of them unappealing: sectarian strife spilling over into Syria, which had its own Christian-Muslim tensions; an Israeli invasion of Lebanon; or the establishment of a radical, left-wing Muslim state, if the Lebanese National Movement won. Assad sent in troops to strengthen the Maronite government, which he calculated he could manipulate, many Mideast analysts say. Assad's move earned the wrath of the Muslim world, because he backed the Christian side. Still, small contingents of troops from Saudi Arabia, the Gulf States, and Sudan later joined the Syrian-dominated Arab Deterrent Force. The war lasted 15 years.»

por Daniel Oliveira
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«The United Nations passed more than a dozen resolutions demanding that Saddam Hussein fully and openly abandon his weapons of mass destruction. We gave him a last chance to comply -- and when he refused, we enforced the just demands of the world. And now Saddam Hussein is in prison and on trial.» George W Bush, Salt Lake City, hoje


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por Daniel Oliveira
«Our enemies in Iraq have employed ruthless tactics to achieve those goals. They've targeted American and coalition troops with ambushes and roadside bombs. They've taken hostage and beheaded civilians on camera. They've blown up Iraqi army posts and assassinated government leaders. We've adapted to the tactics.» George W Bush, Salt Lake City, hoje

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
As Nações Unidas encontraram até agora cem mil componentes de bombas de fragmentação por deflagrar em 359 locais no Líbano. Segundo o coordenador dos assuntos humanitários da ONU, 90% dos ataques com bombas de fragmentação aconteceram nas últimas 72 horas do conflito, quando os israelitas já sabiam que haveria uma resolução e cessar fogo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A mobilidade social é o grande elogio que se faz aos Estados Unidos. Leia-se o destaque de ontem do Diário de Notícias e veja-se como a realidade contraria o mito. O sonho americano é na Escandinávia. E parece que o maldito Estado ajuda.

A possibilidade de uma criança que esteja entre as 20% mais pobres de um país continuar na mesma situação económica na idade adulta é, nos Estados Unidos, de 40%. No Reino Unido, de 30%. Na Escandinávia de 25%. Os EUA, seguidos dos ingleses, são os que, nos países desenvolvidos, a menor mobilidade social.

Cada 1% de rendimentos a mais dos pais britânicos explica 0,5% do acréscimo de rendimento dos filhos. Essa percentagem é, nos EUA, de 0,47%. 0,15% na Dinamarca, 0,41% em França e 0,32% na Alemanha.

A educação constitui o verdadeiro elo de ligação entre os rendimentos dos pais e dos filhos. Nos Estados Unidos, os rendimentos dos pais pesam 30% no grau de qualificação dos filhos, que, por sua vez, é fulcral na determinação dos rendimentos futuros.

Portugal não se pode rir. 67% dos filhos de licenciados tiram o curso superior. Nos filhos de pessoas com o primeiro ciclo, esse número desce para os 7%.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 29 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira



O estado de Nova Orleães, um ano depois da tragédia, mostra-nos para onde nos leva o Estado mínimo num dpaís do Primeiro Mundo. Os números, um ano depois:

- 200 mil pessoas não conseguiram voltar para casa.
- Mais de 100 mil proprietários da Louisiana ainda esperam pela assistência do programa Community Development Block Grant.
- As rendas de casa aumentaram 39%.
- A Câmara diz que a cidade tem metade do tamanho de antes do Katrina - cerca de 225.000 pessoas. Os Correios dizem que apenas 170.000 pessoas voltaram para a cidade e 400.000 não regressaram à área metropolitana.
- O sistema de distribuição de água local tem que bombear mais de 130 milhões de galões de água para que 50 milhões cheguem às pessoas. O resto perde-se.
- Apenas metade das casas de Nova Orleães tem electricidade.
- A Entergy New Orleans está falida e pede um aumento de tarifas de 25% enquanto a sua empresa-mãe, a Entergy Corporation, anunciou lucros de 282 milhões de dólares no ano passado.
- Metade dos hospitais ainda está fechada.
- Dos 630 mil trabalhadores na área metropolitana de Nova Orleães restam pouco mais de 400 mil.
- Um em quatro dos trabalhadores deslocados ainda está desempregado.
- O sistema público de transportes emprega hoje metade dos trabalhadores.
- 56 mil estudantes estavam matriculados em mais de 100 escolas públicas de Nova Orleães. Para este ano académico as estimativas variam de 22 mil a 34 mil.
(ver mais em justiceforneworleans.org)

Na reacção à catástrofe e, sobretudo, no processo de reconstrução e apoio às vítimas, a Administração Bush (independentemente das responsabilidades do poder estadual) mostrou-se tão incompetente como sempre. Mas o problema é mais profundo: a organização política, social e económica dos Estados Unidos deixa os pobres entregues a si mesmos.


por Daniel Oliveira
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Domingo, 27 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira




Ontem fui ver o primeiro filme sobre o 11 de Setembro. Depois virá o de Oliver Stone que espero, como tento com tudo o que este senhor faz, perder. “United 93” (“Voo 93”, em português) é uma reconstituição honesta, sem grandes efabulações românticas ou tiradas patrióticas, sobre o voo que se dirigia ao Capitólio, em Washington, e que, depois de tomado por uns terroristas completamente amadores, terá sido recuperado pelos passageiros que entretanto já tinham sabido do atentado às Torres Gémeas.

Três notas curtas sobre o filme. Primeira: Fica claro que a máquina pesada, a lentidão das comunicações e a falta de liderança tornaram a resposta aos atentados absolutamente ineficaz. Segunda: o aparente rigor do filme contrasta com a falta de densidade das personagens e de rasgo na realização. Terceira: mesmo sabendo que este era o voo sobre o qual havia mais informações graças aos contactos telefónicos dos passageiros, é curioso que se tenha escolhido para retratar o 11 de Setembro o único lugar e momento em que alguém venceu os terroristas. O filme de Stone, segundo percebi, será sobre os bombeiros. Em qualquer tragédia a América precisa de heróis.

De resto, teremos de esperar um pouco mais para ter filmes mais densos sobre o que aconteceu há cinco anos. E se há coisa em que os americanos são excelentes é a fazer terapia de grupo. Ao contrário dos europeus (quantos filmes há sobre as guerras coloniais francesas e portuguesas?), pensam e questionam o seu passado. Ajuda ele ser curto, mas é uma grande vantagem.


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por Daniel Oliveira
«Chamem a educadora de infância; e tragam babetes e as rocas. Os velhos esquerdistas regrediram até ao estado infantil. É impossível argumentar com gente que se orgulha de lutar ao lado de terroristas; é impossível falar com gente que afirma defender as liberdades civis em aliança com... o Hezbollah. Isto está além de qualquer razão ou argumento. É um estado de desespero ideológico. Odiar o ocidente (Israel, neste caso) é a única forma de existência ideológica da velha esquerda.»

Ora aqui está uma reflexão madura e sofisticada sobre a esquerda. E esta pérola do pensamento político mostra-se no blogue da revista Atlântico.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 26 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira
Ler os dois posts de Ana Gomes (este e este) sobre o "Guantanamo Bay Express" (avião Gulfstream V turbojet, de matrícula N379P) que andou pelo Porto. O governo não faria mal em dar uns esclarecimentos à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Segundo um estudo da «Science», de que hoje falo no meu segundo texto do Expresso (só para clientes), apenas 40% da América acredita na teoria da evolução. Dos 36 países inquiridos (EUA, Japão e Europa) é o segundo pior, logo a seguir à Turquia. Explicação de um dos autores do estudo:«o protestantismo nos EUA é mais fundamentalista do que em qualquer outro lugar, exceptuando talvez o fundamentalismo islâmico, e é por isso que os Estados Unidos e a Turquia aparecem tão próximos»

Mas o mais grave vem depois: Há 20 anos eram 45% por cento os que davam mais crédito à ciência do que aexplicações religiosas do Mundo e do Homem. O que aconteceu? O número de pessoas que não sabe ou não responde, vindas dos dois lados, passou de sete para 21 por cento. A nada disto é estranho a politização que os conservadores fizeram do debate em torno do ensino da teoria da evolução e do criacionismo (com o pomposo nome de "intelligent design") nas escolas.

Esta é a base de apoio de George Bush. Não é a América e ocidente liberais e tolerantes que alguns colunistas dizem querer defender contra o fanatismo religioso de alguns muçulmanos. São os nossos fundamistalistas que querem liderar a luta contra os fundamentalistas deles.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Foto de Sérgio Granadeiro/Expresso

«EU PESCO a mais. E só não pesco ainda mais quando não posso». António Silva Vieira, o armador português com maior número de barcos de pesca longínqua, não tem por regra respeitar quotas de capturas.
Por feitos destes não só entrou na lista negra da UE como lhe chamam «pirata». «Pirata, não! Corsário», afirma em entrevista ao EXPRESSO. Nos seus barcos é «o presidente da República». Tem outro princípio - «Morrer e pagar são para retardar» - que aplica a certas contribuições para o Estado. Tranquilo, procurando a ironia, arranja uma justificação para os seus barcos navegarem com documentos desactualizados: «Não gosto de deitar fora documentação antiga».
(Expresso)

De forma mais descarada ou mais envergonhada, mais moderada ou mais desbragada, mais fanfarrona ou mais recatada, é este o espírito do empresário português: tentar não cumprir a lei, tentar não pagar as dívidas (sobretudo ao Estado), tentar safar-se de qualquer obrigação para com os funcionários e ser lá na empresa um pequeno ditador. Não nos faltam patrões e chicos-espertos. Empresários é que temos poucos. O problema não é, em Portugal, Estado a mais, regras ambientais a mais, leis laborais a mais. É ainda e apenas a selvajaria e o analfabetismo empresarial. Depois há as excepções.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Parece que há algumas pessoas que não conseguem ler todos os comentários publicados em todos os posts. A mim aparecem-me todos. Não há qualquer tipo de censura. O número de comentários que aparecem anunciados em baixo do post são os que lá estão. Poderá haver algum problema técnico que me escape para tal não acontecer em todos os computadores. A verdade é que já dei este esclarecimento nas próprias caixas de comentários mas as pessoas que se queixam parecem não conseguir ler nem a minha resposta nem os seus protestos. Mas estão todos lá.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 25 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira



O Governo indiano quer criar quotas para as castas mais baixas na entrada em universidades. Honestamente, não tenho opinião fechada sobre tão distante assunto. Temo que perpetue a própria organização social por castas. Mas num país onde o mérito nunca valeu uma pevide contra o destino marcado das castas mais baixas, é comovente ver manifestações em defesa do mérito de médicos, engenheiros e estudantes que nasceram com o futuro já garantido. O sentimento cívico que agora lhes dá contra a discriminação positiva nunca os levou a combater a discriminação negativa que domina há séculos o país? Felizmente, como em todo o lado, alguns estudantes parecem não ter medo de dar oportunidades a quem nunca teve sequer o direito a atrever-se a pensar nelas e defendem que, provavelmente, esta é mesmo a única maneira de contrariar um sistema de castas que cava injustiças mais profundas do que a simples desigualdade económica.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Soube hoje que a votação para a despromoção indigna de Plutão para planeta-anão (eu prefiro dizer planeta de baixa estatura) foi feita de braço no ar. O estilo estalinista e anti-democrático dos astrónomos usado para expulsar este elemento dos nove membros do sistema solar diz tudo. Exige-se voto secreto. Se o Belenenses conseguiu ficar na primeira divisão, Plutão também conseguirá.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Uma sondagem do "Yedioth Ahronoth" revela que mais de sessenta por cento dos israelitas quer Olmert fora do poder. Para Peretz ainda é pior: 74% quer que se vá embora. Se as eleições fossem hoje trabalhistas e Kadima seriam arrasados, Netanyahu voltaria ao poder e a extrema-direita cresceria. No Libano, como se sabe, o Hezbollah reforçou a sua posição política. Espero que todos os que defenderam esta guerra para conseguir a paz estejam satifeitos com o serviço. Agora a paz vai ser canja.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Um relatório das Nações Unidas confirma que Israel usou bombas de fragmentação contra populações civis no Libano e que este armamento é de fabrico americano. A Casa Branca viu-se obrigada a abrir um inquérito.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O PCP queixa-se, com toda a razão, de problemas de comunicação com Carlos Sousa. É que tentaram um burocrático «demite-te», um patusco «chispa daqui», um jovial «dá de frosques», um antiquado «desampara-me a loja», um simpático «põe-te na alheta», um lacónico «baza», um amigável «dá corda aos sapatinhos», um popular «vai dar uma volta ao bilhar grande», um sofisticado «a porta da rua é serventia da casa», um cordato «põe-te ao fresco» e um autoriário «rua» e o homem parecia que não percebia. De facto, com gente tão autista é impossível trabalhar.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 24 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira
Numa atitue vergonhosa, a Assembleia Geral da União Astronómica Internacional, uma espécie de ONU dos astrónomos, decidiu rebaixar o estatuto do até agora planeta Plutão, conquistado em 1930, para a humilhante e politicamente incorrecta condição de planeta-anão. O sistema solar passa a ter oito planetas. Fica mais pobre. E para quê?

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por Daniel Oliveira



«Qualquer substituição do primeiro-ministro por outra personalidade indicada pelo PSD seria uma solução artificial, inaceitável e destituída de um mínimo de credibilidade».
Comunicado do PCP exigindo eleições antecipadas depois da saída de Durão Barroso.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Tenho umas dúvidas deontológicas sobre o caso Eduardo Cintra Torres:

1. Pode alguém, mesmo tendo carteira profissional de jornalista, usar fontes anónimas num texto de opinião? Qual é a fronteira exacta entre o diz-que-disse e uma investigação jornalística? É ser um jornalista a escrever? Para fazer esta acusação à RTP e ao governo e refugiar-se em fontes anónimas não teria ECT de ter ouvido e publicado a versão das partes contrárias, como mandam as regras? Não teria de cruzar fontes? Enfim, não teria de fazer aquilo a que geralmente se chama de jornalismo?
2. ECT diz: «como jornalista não traio as minhas fontes, como comentador tenho direito a opinião». Pode ser assim? Dar a informação em primeira mão e comentá-la, usando os dois registos e os dois estatutos em simultâneo no mesmo texto? Onde está a defesa de quem é acusado por alguém que opina usando direitos exclusivos da função de informar?
3. Se um colunista que é jornalista pode usar nas suas colunas de opinião fontes anónimas os que não o são não podem? Porquê? Não estão, naquele momento, a exercer a mesmissima actividade?
4. Contratou o jornal Público ECT como jornalista? Tem confiança nas suas fontes? Algum editor pondera a publicação dos seus textos? Sabia o jornal que ia ter uma cacha? Pode um jornal ser obrigado a ser solidário com um colunista não apenas na medida em que defenda o direito à livre expressão das sua opiniões mas também como jornalista que não contratou?

PS: Outra questão é o conteúdo daquela informação, sobre o supostas ordens dadas por parte governo à RTP para passar menos imagens dos incêndios. Se é verdadeira é grave e espera-se que jornalistas a invistiguem e que publiquem o resultado dessa investigação em textos informativos.


por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 23 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira



Carlos Sousa demitiu-se de Presidente da Câmara eleito pelo PCP a pedido do seu partido. Diz o PCP, naquele estilo cifrado inconfundível que foi para «enovar energias, rejuvenescer e reforçar a equipa para melhor enfrentar os desafios».


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Continuo o debate com o Luís, que me interessa e que tem a saudável vantagem de não seguir a muito pouco frutuosa estratégia da suspeição. Vamos a isso.

A comparação entre o Hezbollah e o nazismo pode ser tentadora mas não diz rigorosamente nada do que por ali se passa. É eurocêntrica e dificilmente pode ambicionar mais do que a superficialidade estética da propaganda. Comparemos o comparável. Ou Estados com Estados, ou organizações com organizações, ou pessoas com pessoas.

Estados com Estados. No Líbano pode-se «conduzir actividade oposicionista», «o pluripartidarismo funciona», «existem organizações pacifistas que lutam pelos direitos humanos incluindo os direitos das minorias» (e até da desprezada e maltratada maioria xiita), «os cultos religiosos são respeitados». Tudo de forma regular? Não. O Líbano viveu, com o contributo da Síria (seria interessante ir rever quem defendeu a entrada da Síria no Líbano), da França e de Israel, em guerra civil permanente. E o que o Líbano tinha conseguido nos últimos anos era extraordinário. Quase impossível. Israel acabou de pôr tudo em causa. Espero que quando, nas próximas eleições, o Hezbollah crescer exponencialmente alguém se lembre como isto começou.
A verdade é esta: Israel provou com o Líbano que não quer estar rodeado de democracias. Até porque em nenhuma democracia árabe, que estivesse ao dispor de eleitores árabes, a situação dos palestinianos seria tolerada. Israel quer a Jordânia e o Egipto e não quer a Síria e o Irão. Apenas isto. Uns a fingir que são democracias, com eleições que não são para levar a sério (Egipto de um lado, Irão do outro), outros sem se dar sequer a esse trabalho (Jordânia de um lado, Síria do outro). Israel quer estados árabes fracos, não quer democracias. E Israel deu uma machadada na frágil e muito corrupta (tal como a israelita, já agora) democracia libanesa.
Israel é uma democracia militarizada. É normal que o seja. Vive em guerra há décadas. Mas, já agora, não é propriamente, ao contrário do que se tem escrito, uma democracia de tipo ocidental. O peso da religião e dos militares não é comparável a nenhum estado europeu. Não tem de ser como as europeias. A exportação de democracias pré-fabricadas não é a minha posição. Aquela democracia corresponde à história daquele país.
O Líbano é uma democracia tribal, de clãs. É normal que o seja. As suas fronteiras querem dizer muito pouco e viveu em guerra civil quase permanente, sempre associada a grupos étnicos.
Do muito que em Portugal se tem escrito sobre o Líbano quase tudo é disparate. A Síria, ali, nem sempre foi aliada dos xiitas. Nem sempre foi aliada dos palestinianos. Chegou a perseguir os dirigentes da OLP. O partido pró-sirio nunca foi o Hezbollah, apesar da aliança que hoje os une. O aliado principal do Hezbollah nas últimas eleições foi o Amal, partido xiita (que era o aliado eleito pelo Irão) que combateu os refugiados palestinianos durante a guerra civil e que combateu o próprio Hezbollah. Este ano, o partido cristão do popular general Aoun assinou um memorando de entendimento com o Hezbollah e esteve, durante esta última guerra, ao lado do grupo xiita. Aliás, o general Aoun, durante a guerra civil, andou aos tiros contra outro grupo cristão.
Por ali, as coisas nunca são o que parecem. As alianças entre cristãos maronitas, outros cristãos, drusos, xiitas, sunitas e entre cada grupo dentro de cada etnia são variáveis e dificilmente compreensíveis para os olhares simplistas que hoje estão em voga. O mundo árabe não se divide em xiitas/sunitas, Irão/Arábia Saudita, aliados do Ocidente/terroristas. É preciso conhecer a história árabe, cheia de traições, clãs, negócios e alianças contra-natura para perceber o puzzle que é o Líbano.
É neste cenário que a democracia libanesa renasce. Cheia de regras estranhas. As possíveis, como em quase todos os países saídos de guerras civis. Tal como em Israel, não é a democracia prefeita, é a que corresponde à história daquele país.
É preciso perceber a promessa igualitária progressista que foi Israel (tem toda a razão o Luís e nunca me viu escrever - não por acaso - que sou anti-sionista), a tomada do sionismo pela extrema-direita – em que (facilitando demais) o espírito da arrogância do colonato em terra alheia tomou o lugar do espírito da utopia quase socialista dos kibutzim (em alguns casos essa substituição foi literal) –, o peso crescente dos militares, a construção de uma democracia exclusiva (que deixou de fora os direitos dos não-israelitas) e a presença maior de judeus não-europeus na política (fartos de uma casta democrática mas elitista) para perceber o que ali se tem passado. Não me aventuro excessivamente. Espero, um dia próximo, ir a Israel. Compreender melhor e falar com propriedade. Deixo aqui apenas um registo difícil de aceitar, estou seguro, por alguns, mais excitados, dos que me lêem. Não sou anti-israelita. Pelo contrário. Tenho pelo sonho israelita uma absoluta admiração. A minha escolha (é uma escolha) de defesa dos palestinianos no conflito entre palestinianos e isrealitas (o conflito israelo-árabe é uma outra coisa) é de justiça, não é de proximidade. Até porque recuso a lógica racista da proximidade.

Organizações com organizações. É impossível comparar. Por tudo o que escrevi antes, Israel e o Líbano vivem em momentos muito diferentes da sua história. Os principais partidos políticos libaneses, saídos de uma guerra civil, são milícias. Se alguma comparação se pudesse fazer seria com o nascimento de Israel. Com o antigo Irgun (grupo paramilitar israelita que britânicos e sionistas moderados classificavam como «organização terrorista» e que matou centenas de árabes em operações de guerrilha), o grupo de Stern e, em geral, os movimentos revisionistas do sionismo, olhados por muitos israelitas, apesar dos seus métodos, como «movimentos de libertação». Encontraremos muitas similitudes. E, no entanto, estes grupos acabaram por ser absorvidos pelo sistema. Com um Estado independente e sem forças estrangeiras no seu território, estes grupos (conotados com extrema-direita) e outros paramilitares moderados deixaram de fazer sentido.
No que podemos falar do presente, como o Hezbollah, o Estado israelita sequestra, como o Hezbollah, o Estado israelita mata civis como táctica de terror, como o Hezbollah, o Estado israelita não cumpre nenhuma regra comummente aceita para a guerra.

Pessoas com pessoas. Se algum paralelo se pudesse fazer seria entre Hassan Nasrallah e Ariel Sharon (Ehud Olmert é uma personagem virtual). De Nasrallah sabemos que é um fanático religioso, um nacionalista convicto (não se limita a receber ordens da Síria ou do Irão), vem do Amal e olha para os israelitas como pouco mais do que bichos. Tem uma história de violência e terror. De Ariel Sharon sabemos que é um extremista, um nacionalista convicto, que dirigiu a unidade 101, que se dedicava a matar palestinianos civis (notabilizou-se pelo massacre de Qibya) e que na sua carreira militar se especializou nessa notável tarefa. Como ministro da Defesa foi responsável pelo apoio militar aos massacres de Sabra e Shatila, em que morreram dois mil palestinianos civis, quase todos mulheres e crianças. Digamos que Nasrallah até tem um currículo incompleto ao lado de Sharon.
No entanto, dirá o Luís com toda a razão, Sharon não é idolatrado pelos israelitas. Uma diferença cultural de monta. Os árabes (não estou a falar de muçulmanos) precisam de um líder, exigem um líder e esperam um líder. Como, historicamente, os latinos. Dificulta a democracia? Sim. Mas não vejo o que é que ir buscar o nazismo ajuda a este debate.

Resumindo: os paralelismos estéticos, quando falamos de culturas diferentes, só enganam. O Hezbollah é uma organização extremista religiosa (sobre o terrorismo faria outro post, mas é assunto que espero vir brevemente a tratar no “Expresso”. Resumo apenas assim: é evidente que usa métodos terroristas), violenta, sem preocupações democráticas. Israel é um Estado democrático sem nenhumas preocupações em matéria de direitos humanos quando se trata da vida de árabes. Para os árabes, o que é pior? É que não podemos olhar para um povo como se ele não vivesse e não tivesse de fazer as suas escolhas. Eu não sou nem israelita nem libanês. Por isso não tenho nenhuma escolha a fazer. Apenas defendo que o Estado israelita tem de cumprir as regras internacionais e o direito à vida dos seus vizinhos. E, estando rodeado de árabes por todo o lado e não os podendo matar a todos, seria bom deixar de pensar que um bom árabe é um árabe morto ou um árabe aterrorizado. Deixar de funcionar na mesma lógica dos grupos radicais árabes da região e passar a funcionar com a lógica de um Estado. Encontrar os seus interlocutores árabes (é melhor que os próprios árabes os vejam como tal), isolar politicamente os radicais e estar disposto a ceder (não me venham com o abandono unilateral de Gaza, que não foi, como se vê hoje, mais do que uma armadilha). Tem no mundo árabe, ao contrário do que por aí se diz, com quem falar. Falta-lhe coragem interna para tanto.

Por fim, só para que esta pergunta feita milhares de vezes por comentadores aqui do Arrastão não fique pendurada, encerro o debate sobre a existência do Estado de Israel com a maior das facilidades: defendo a existência do estado de Israel e não participo em debates armadilhados e xenófobos sobre a história e o direito a ter uma Nação. Não me interessa quem chegou primeiro, a quem Deus prometeu a terra e quem matou mais no caminho. Estão lá os palestinianos e os israelitas, é tudo o que me interessa. Parece evidente que, infelizmente, não conseguirão viver num Estado multiétnico e multireligioso. Não têm outro remédio se não o de se suportarem mutuamente. Tem de haver dois estados viáveis. Israel e Palestina. Por enquanto só há um.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 22 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira



Do Líbano chegam-nos frases e imagens do quotidiano. A guerra e o fim da guerra é quase só isso. Falta a luz, volta a luz, não se dorme, tem-se medo, não há trânsito, toma-se café, morrem amigos e família, volta o trânsito, tem-se medo, acorda-se assustado, ouvem-se bombas, param as bombas, continua-se com medo e pergunta-se às vezes: porquê? Um blogue que descobri pelo Pópulo.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Os jornais de referência continuam a exibir o grafismo poderoso do Hezbollah, uma mistura de orientalismo com fascismo fashionable (...). O debate democrático em curso em Israel não vale nada face ao barulho das botas»



Eu não sei se o Luís se refere ao democrático rapto de membros do governo palestiniano e seus deputados. Não sei se o Luís se refere ao assassinato democrático de centenas de palestinianos e de mais de mil libaneses nos últimos dois meses. Não sei se o Luís se refere ao democrático formigueiro nas botas israelitas para violar o cessar-fogo. De certeza que o Luís sabe que o Líbano também é uma democracia. De certeza que o Luís sabe que Israel, sendo uma democracia, não é apenas isso. É uma democracia militarizada e confessional. Como nas antigas democracias colonialistas, o respeito pelos direitos de cidadania ficam apenas em casa e são irrelevantes para os países que ataca. Sei que o Luís se refere aos escândalos em torno do governo e às dúvidas sobre esta guerra expressas nos jornais israelitas (livres mas cada vez menos influentes nesta democracia bélica), naquela lógica de que se eles fizeram asneira e nós sabemos é porque eles são óptimos porque nos deixaram saber. Ou seja, numa lógica que subverte a própria lógica da democracia: a da responsabilidade.

Eu imagino ao que se refere o Luís sem o querer: apesar da história de Israel ter sido feita ao compasso do som das botas dos militares, eles parecem-se muito mais connosco. E a nós não nos incomodam os milhares de mortos que provocaram (dezenas de milhar até hoje no Líbano) nem o facto de terem tido, até há um ano, como primeiro-ministro um criminoso de guerra. O militarismo carrega sempre em si a semente do ódio (chame-se fascismo ou outra coisa qualquer). Mas se tudo se resume à estética, o Luís fica cheio de razão apesar desta razão não lhe servir para nada. Desde que as palavras dos líderes israelitas se pareçam com as nossas e não se confundam com aquela algaraviada tonitruante dos árabes, ficaremos rendidos aos seus encantos enquanto os mortos feios de turbante e véu que mascaram as suas criancinhas de terroristas se enterram ali mesmo ao lado. O militarismo israelita não é « fashionable». É muito mais do que isso: tem os tons do ocidente. Mata, mas mata mais branco. Os outros serão de Deus. Eles são dos homens. Gente como nós. E quando nos falam nem o barulho das botas se ouve. Porque o retrato está feito: ao olhar para as suas caras vemo-nos ao espelho e nem reparamos na farda que nunca despem.

Quando se começar a olhar para o Médio Oriente com os olhos da justiça, sem judeus nem árabes nem cristãos, só da justiça, talvez muita gente perceba como andou a defender o indefensável. Andou a defender que há balas que matam, mas são democráticas. Mesmo que matem muito mais, de forma mais indiscriminada e sem qualquer limitação ética.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Se um grupo palestiniano raptasse o vice-primeiro ministro, o presidente do Parlamento, oito membros do governo e 21 deputados israelitas o que faria Israel? E quantos não o apoiariam?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O pânico de um atentado terrorista está definitivamente instalado em Inglaterra, originando já actos de xenofobia em várias ligações aéreas. O pior de todos teve lugar na passada quarta-feira, quando 150 passageiros de um voo que fazia a ligação entre Málaga e Manchester não permitiram que o seu avião descolasse enquanto dois cidadãos de origem asiática permaneceram a bordo.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 21 de Agosto de 2006
por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira





Campanha da Amnistia Internacional aproveitando a transparência dos suportes publicitários. Via Blocomotiva, um site associado ao portal Esquerda.net.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Como em relação a muito do que diz sobre o Médio Oriente e o Mundo Árabe, estou longe das posições de George Galloway, deputado inglês do movimento de esquerda Respect. Incluindo, evidentemente, o seu olhar condescendente e amigável perante Hezbollah. Também não me parece que esta forma de responder a perguntas seja a mais pedagógica. O seu estilo espalhafatoso e auto-centrado, que o levou a fazer uma triste figura no Big Brother, já quase comprometeu um movimento interessante que nasceu contra a guerra do Iraque. Mas, às vezes, o disparate dá jeito. Perante as enormidades que se escrevem e dizem sobre o Líbano e a propaganda transvertida de informação que por aí corre, lava a ala ver alguém responder com um pouco mais de indignação. Mesmo que perca a razão, sempre serve para contrariar.


por Daniel Oliveira
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