34 meses depois de nascer, o Arrastão já morou em duas casas, já mudou duas vezes de visual e passou de um T0 para uma mansão para três. Produziu 4.182 posts. Recebeu mais de 66 mil comentários. Está no 4,367º lugar na tabela universal do Technorati. Consta em vários tops nacionais e internacionais e é recomendado pelas melhores marcas de máquinas. Chegou agora aos dois milhões de visitas (3,628,557 páginas vistas). Mas, acima de tudo, tem dado muito gozo a quem o faz. E esperemos que dê algum a quem o lê. A todos os leitores, comentadores (com ou sem heterónimos) e linkadores o nosso muito obrigado. Aqui continuaremos.
Esta celebração deu-se no meio de uma crise técnica que já está resolvida e que teve efeitos catastróficos nas visitas. As nossas desculpas aos leitores e ao sitemeter.
sábias palavras do comentador António Cunha, natural mate do director daquele jornal que deplora a criação de mártires em favor dos "anarquistas". Esta investigação do Guardian, com direito a vídeo, mostra a conduta do tal "abelhudo". Veja-se como o Cunha, entre outros, transbordam razão. E mais razão. Com estes malfeitores só se perdem as que não lhes acertam. Pois.
têm-nos sido relatados problemas com o funcionamento do Arrastão. uma coisa é certa - por cada dia com o blogue em baixo aumentam as hipóteses de não sermos
A reacção já não é o que era. O meu amigo Pedro Marques Lopes e o amigo dele Bernardo Pires de Lima juntaram os trapinhos num novo blogue. Mas vivem apenas em União de Facto. Um blogue a acompanhar.
o nosso Primeiro-Ministro passou uma imagem de credibilidade no início do mandato, mas não está com a estratégia certa nem com as pessoas certas a ajudá-lo
Uma das conclusões do relatório que era quase da OCDE referia o "excelente modelo de formação contínua dos professores". Está visto que nunca puseram os pés no Centro de Formação Contínua de Cascais. Se o tivessem feito, teriam dado conta do original plano de formação de docentes que inclui um módulo sobre as crianças índigo.
Esta formação, ministrada pela Casa Índigo, defende a teoria que a "aura das crianças tem diferentes cores, em função da sua energia e da ligação que mantêm com o universo”. As crianças índigo são aquelas que, sendo dotadas de uma espiritualidade e inteligência incomum, evidenciam dificuldades de aprendizagem e adaptação pedagógica. Não se pense, contudo, que a Casa Índigo se fica pela aura com o mesmo nome, que nesta charlatanice universal também há espaço para as crianças “cristal, violeta, crianças esmeralda, diamante, douradas, crianças dotadas, sobredotadas, super psíquicas e jovens que se identifiquem com todas e cada uma destas energias do Novo Tempo”.
Uma breve consulta ao site da Casa Índigo, permite perceber que esta instituição organiza também sessões sobre a Prece Colectiva das Sete Chamas Sagradas e a bastante descurada Cura Galáctica e Universal, tendo sido registada como uma IPSS pelo Ministério da Educação em 2008. Este original plano de formação, anunciado pelo Ministério da Educação como sendo dirigido a Educadores de Infância e Professores dos Ensinos Básico e Secundário *, conta para efeitos de progressão na carreira. Quem sabe, se a moda pega, ainda veremos o ME a incluir o tarot e a cartomância no próximo modelo de avaliação de professores.
* Clicar em "consultar", depois “acções de formação", colocar código 200 e, na página 12 da listagem, é a segunda da lista.
Leitura recomendada, também sobre a Casa Índigo, Carlos Fiolhais.
"Procurando quase exclusivamente crentes imbecis, transforma todas as magníficas alegorias que, como ele próprio faz notar, se repetem nas várias religiões, numa patetice sem sentido. Vê a religião como um porto seguro para ignorantes ou maluquinhos. Na sua arrogância quase religiosa, escapa-lhe, porque pensou pouco, que a religião é a mais complexa das criações humanas: sem ela o homem nunca teria saído da sua pequena vida concreta. Nunca teria inventado todos os deuses dos tempos modernos: do dinheiro à ciência. Sem ela seríamos pouco mais do que selvagens."
Obama apelou para que a Europa alargasse as suas fronteiras até à Turquia que dela faz parte por direito próprio. Sarkozy, num súbito e invulgar momento de orgulho europeu perante os Estados Unidos, veio logo dizer que o assunto apenas aos europeus dizia respeito. Para um continente que, em tantas matérias, não se tem importado de ser um mero apêndice dos EUA, é comovente ouvir esta afirmação. Pena que seja no assunto errado. Porque Obama tem toda a razão.
A entrada da Turquia na União Europeia não seria apenas uma excelente notícia para o Mundo, com novas pontes capazes de pacificar relações entre o Ocidente e o mundo muçulmano. Não seria apenas uma consequência lógica da construção europeia, com a unificação de quase todas as ex-potências europeias pré-Grande Guerra. Não seria apenas o emendar de um comportamento cínico da União que há anos anda a brincar ao jogo do rato e do gato com os turcos. Não seria apenas um sinal importante num momento em que se assiste a um esforço real na Turquia para a democratização e desmilitarização da sua política interna. Não seria apenas importante para garantir que a Europa não é um clube confessional, onde apenas cristão têm acesso, mas um projecto multi-cultural e multi-religioso. Era, antes de mais, uma oportunidade histórica para a Europa passar a contar, com a ajuda da Turquia, na política internacional.
Se a Europa quer ser parte da solução, tem que de querer contar. Dispensar o influência da Turquia, que vai do Iraque até Marrocos, é de uma cegueira extraordinária. Claro que contam mais as agendas nacionais – algumas marcadas por uma xenofobia latente e por uma cedência às extremas-direitas de cada país – do que os interesses da Europa e da paz. Bem pode a Europa querer continuar a dar lições de tolerância aos Estados Unidos. Por vezes, mais valia que recebesses algumas.
Obama apelou à Europa que alargasse as suas fronteiras até à Turquia. Sarkozy, num súbito e invulgar momento de orgulho europeu perante os Estados Unidos, veio logo dizer que o assunto apenas aos europeus dizia respeito. Para um continente que, em tantas matérias, não se tem importado de ser um mero apêndice dos EUA, é comovente ouvir esta afirmação. Pena que seja no assunto errado. Porque Obama tem toda a razão.
A entrada da Turquia na União Europeia não seria apenas uma excelente notícia para o Mundo, com novas ponte capazes de pacificar relações entre o Ocidente e o mundo muçulmano. Não seria apenas uma consequência lógica da construção europeia, com unificação de quase todas as ex-potências europeias pré-primeira grande guerra. Não seria apenas o emendar de um comportamento cínico da União que há anos anda a brincar ao jogo do rato e do gato com os turcos. Não seria apenas um sinal importante num momento em que se assiste a um esforço real na Turquia de democratização, desmilitarização da política. Não seria apenas importante para garantir que a Europa não é um clube confessional, onde apenas cristão têm acesso, mas um projecto multi-cultural e multi-religioso. Era, antes de mais, uma oportunidade histórica para a Europa passar a contar, por via da Turquia, na política internacional.
Se a Europa quer ser parte da solução, tem que de querer contar. Dispensar o influência da Turquia, que vai do Iraque até Marrocos, é de uma cegueira extraordinária. Claro que contam mais as agendas nacionais – algumas marcadas por uma xenofobia latente e por uma cedência às extremas-direitas de – do que os interesses da Europa e da paz. Bem pode a Europa querer continuar a dar lições de tolerância aos Estados Unidos. Por vezes, mais valia que recebesses algumas.
ontem à noite, depois de cumprir o meu turno no shopping, retornava a casa pela ladeira que dá acesso à minha rua quando me cruzei com um homem que comia uma maçã e que trazia os bolsos do casaco cheios de fruta e que se deslocava completamente nu da cintura para baixo. com excepção de um par de ténis. pela falta de vergonha na cara julguei tratar-se do substituto de domingos névoa à frente da Braval.
Publico aqui, na íntegra, o texto de João Miguel Tavares. E assino por baixo. E não deixo de achar interessante que os mesmos que se queixam da judicialização da política achem que a crítica deve ser matéria criminal. Sócrates não é o primeiro e não será o último a querer calar através da lei as vozes que o incomodam. O Freeport é assunto que ele gosta de trazer para o debate se lhe servir para a vitimização política. Mas só é legítimo se servir os seus objectivos. Os outros, que se calem. Estou, obviamente, solidário com João Miguel Tavares. Até porque já estive no lugar dele. E do outro lado estava um senhor que, como Sócrates, vive mal com a liberdade.
"Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."
Na primeira foto, o novo governo israelitas. Na segunda (a mesma foto, mas com uns ajustamentos), o governo israelita apresentado pelo jornal ultra-ortodoxo Yated Neeman.
Já sabemos que José Sócrates confia na Justiça, mas daí até esperar que um juíz decida um diferendo legal que anda à volta da credibilidade, ou não, de Cicciolina em defender a monogamia está muito para lá do razoável. Mais curiosa ainda é a natureza da embirração de Sócrates, dando como certa a suposta incapacidade da senhora Ilona Staller em defender a monogamia, num artigo em que o autor refere a "licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira". Os motivos escolhidos por José Sócrates para processar João Miguel Tavares são tão absurdos que este processo só tem uma leitura possível. Pressionar os autores dos próximos artigos de opinião a seu respeito. É um direito seu, mas não deixa de ter uma leitura política muito pouco simpática.
Como já tinha feito quando alterou a Reserva Ecológica Nacional, o governo entrega às autarquias a exclusividade na delimitação da RAN no âmbito da elaboração, alteração ou revisão dos PDM, deixando de ser necessária a aprovação governamental. Este surpreendente diploma permite ainda a exclusão das áreas “cuja urbanização seja possível programar”, ou das que sejam "destinadas à satisfação das carências existentes em termos de habitação, actividades económicas, equipamentos e de infra-estruturas”. Como o poder de decisão está nas mãos das câmaras, que têm no licenciamento urbanístico a sua principal fonte de receitas, não é preciso muito esforço para imaginar o que virá de seguida. Até porque, para citar o notável presidente da câmara de Portimão, "nada disto faz sentido se não houver espaço para o homem" e "a natureza também tem de dar algo ao homem".
Para quem não percebeu, este é o primeiro governo liderado por um antigo ministro do ambiente.
Actualização: A entrevista é falsa e faz parte de uma edição da Time Out que, ao que parece, é toda ela uma brincadeira de 1 de Abril. Também foi essa a minha primeira e segunda impressão, mas, como não li a revista em papel, e a versão online tem a data de 31 de Março, acabei por cair na esparrela.
Não é nenhuma obsessão em demitir pessoas. É mesmo alguma vergonha de um país que parece teimar e premirar os chicos-espertos. Este blogue não acha mal ideia que Névoa se dedique ao tratamento de resíduos sólidos. Mas não na sua administração. Assina a petição. É o que nos resta, lamentavelmente. Já que a justiça cobra cinco mil por suborno e o bloco central trata de compensar com lugar em empresas municipais.
Ivan Iákovlevitch, como qualquer artífice russo, era um bêbado incorrigível. Embora todos os dias rapasse os queixos dos outros, o dele tinha sempre a barba por fazer.
in O Nariz, Assírio e Alvim (2002), tradução de Nina e Filipe Guerra