Domingo, 31 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
Marinho Pinto disse que o não voto "é uma arma contra mais do mesmo”. Numas eleições onde as pessoas que não querem "mais do mesmo" podem punir o PS, nada como dizer-lhes que o melhor que têm a fazer é ficarem em casa. De frete em frete, Marinho Pinto lá vai mostrando como um populista pode ser muito útil ao poder.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Para assinar o manifesto do movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo basta ir aqui.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
A líder do PSD, Manuela Ferreirta Leite, desafiou hoje o primeiro-ministro, José Sócrates, a dizer se se revê nas afirmações do candidato socialista às eleições europeias, Vital Moreira, que associou “figuras gradas” do PSD ao escândalo e à “roubalheira” do BPN.

Associo-me já aqui à revolta de Manuela Ferreira Leite. Nem houve qualquer roubalheira no BPN, nem no caso estão envolvidas figuras gradas do PSD. Na realidade, houve apenas alguns incidentes numa instituição bancária onde, por acaso, quase todas os envolvidos tinham uma determinada orientação política. O que, bem vistas as coisas, é irrelevante, já que para lá foram pela sua indiscutível qualidade profissional e não graças às relações políticas que tinham mantido entre si.
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por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira

 



por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
A partir de hoje, à sexta-feira, deixarei aqui um documentários. Uns mais conhecidos, outros obscuros. Uns mais recentes, outros mais antigos. "Patent for a Pig" (2008, 42 minutos, em inglês) é o primeiro. O nome diz tudo: como grandes empresas como a Monsanto usam as patentes para tornar a vida propriedade sua. Este chega-nos via documentaries 2 b seen. Agradece-se aos leitores que enviem para o meu mail links para bons documentários (com legendas é melhor, claro, mas isso é coisa rara, e têm de ter código para os alojar aqui). Os documentários que aqui serão postados não representam obrigatoriamente as opiniões dos bloggers do Arrastão, claro.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Nasceu um movimento a exigir a mais simples e básica das coisas: igualdade perante lei. No caso, igualdade no acesso ao casamento civil. O seu lançamento público será no domingo, 31, às 16h, no Cinema S. Jorge (Lisboa). O Movimento Pela Igualdade tem um documento fundador, assinado por dezenas de pessoas (onde me incluo). Aqui fica o texto que nos une.

No fim, um vídeo que, nada tendo a ver com o movimento, serve já de resposta adiantada a todos os que, como de costume, garantindo que não são homofóbicos, não resistirão a deixar aqui a sua piadinha ou insulto marialva para apaziguarem as suas tão pouco viris inseguranças.

10

"A igualdade no acesso ao casamento civil é uma questão de justiça que merece o apoio de todas as pessoas que se opõem à homofobia e à discriminação. Partindo da sociedade civil, a luta pelo acesso ao casamento para casais de pessoas do mesmo sexo em Portugal conta neste momento com um crescente apoio político e social. Nós, cidadãos e cidadãs que acreditamos na igualdade de direitos, de dignidade e reconhecimento para todas e todos nós, para as/os nossas/os familiares, amigas/os, e colegas, juntamos as nossas vozes para manifestarmos o nosso apoio à igualdade.

Exigimos esta mudança necessária, justa e urgente porque sabemos que a actual situação de desigualdade fractura a sociedade entre pessoas incluídas e pessoas excluídas, entre pessoas privilegiadas e pessoas marginalizadas; Porque sabemos que esta alteração legal é uma questão de direitos fundamentais e humanos, e de respeito pela dignidade de todas as pessoas; Porque sabemos que é no reconhecimento pleno da vida conjugal e familiar dos casais do mesmo sexo que se joga o respeito colectivo por todas as pessoas, independentemente da orientação sexual, e pelas famílias com mães e pais LGBT, que já são hoje parte da diversidade da nossa sociedade; Porque sabemos que a igualdade no acesso ao casamento civil por casais do mesmo sexo não afectará nem a liberdade religiosa nem o acesso ao casamento civil por parte de casais de sexo diferente; Porque sabemos que a igualdade nada retira a ninguém, mas antes alarga os mesmos direitos a mais pessoas, acrescentando dignidade, respeito, reconhecimento e liberdade.

Em 2009 celebra-se o 40º aniversário da revolta de Stonewall, data simbólica do início do movimento dos direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros. O movimento LGBT trouxe para as democracias - e como antes o haviam feito os movimentos das mulheres e dos/as negros/as - o imperativo da luta contra a discriminação e, especificamente, do reconhecimento da orientação sexual e da identidade de género como categorias segundo as quais ninguém pode ser privilegiado ou discriminado. Hoje esta luta é de toda a cidadania, de todos e todas nós, homens e mulheres que recusamos o preconceito e que desejamos reparar séculos de repressão, violência, sofrimento e dor. O reconhecimento da plena igualdade foi já assegurado em várias democracias, como os Países Baixos, a Bélgica, o Canadá, a Espanha, a África do Sul, a Noruega, a Suécia e em vários estados dos EUA. Entre nós, temos agora uma oportunidade para pôr fim a uma das últimas discriminações injustificadas inscritas na nossa lei. Cabe-nos garantir que Portugal se coloque na linha da frente da luta pelos direitos fundamentais e pela igualdade.

O acesso ao casamento civil por parte de casais do mesmo sexo, em condições de plena igualdade com os casais de sexo diferente, não trará apenas justiça, igualdade e dignidade às vidas de mulheres e de homens LGBT. Dignificará também a nossa democracia e cada um e cada uma de nós enquanto cidadãos e cidadãs solidários/as – e será um passo fundamental na luta contra a discriminação e em direcção à igualdade."

Alguns dos 800 subscritores: Alexandra Lencastre, Alexandre Quintanilha, Ana Bola, Ana Catarina Mendes, Ana Drago, Ana Gomes, Ana Marques, Ana Salazar, Ana Sara Brito, Ana Vicente, Ana Zanatti, Anabela Mota Ribeiro, Anália Torres, André Freire, António Avelãs, António Costa, António Marinho Pinto, António Pinto Ribeiro, Astrid Werdnig, Bárbara Bulhosa, Bernardo Sassetti, Boaventura de Sousa Santos, Bruno Nogueira, Carlos Fiolhais, Carlos Poiares, Catarina Furtado, Catarina Portas, Clara Ferreira Alves, Dalila Carmo, Dalila Rodrigues, Daniel Oliveira, Daniel Sampaio, Daniela Ruah, David Fonseca, Delfim Sardo, Desidério Murcho, Diana Andringa, Diogo Infante, Duarte Cordeiro, Edite Estrela, Edgar Taborda Lopes, Eduarda Abbondanza, Eduardo Dâmaso, Eduardo Pitta, Eurico Reis, Fátima Bonifácio, Fátima Lopes, Fernanda Fragateiro, Fernanda Lapa, Fernando Alvim, Fernando Rosas, Fernando Pinto do Amaral, Francisco George, Francisco Teixeira da Mota, Gabriela Moita, Gonçalo M Tavares, Graça Morais, Guta Moura Guedes, Helena Pinto, Helena Roseta, Heloísa Apolónia, Heloísa Santos, Henrique de Barros, Herman José, Inês Castelo-Branco, Inês de Medeiros, Inês Pedrosa, Irene Pimentel, Isabel do Carmo, Isabel Mayer Moreira, Jamila Madeira, João Gil, João Luís Carrilho da Graça, João Salaviza, José Diogo Quintela, José João Zoio, José Luís Peixoto, José Manuel Pureza, José Maria Vieira Mendes, José Mário Branco, José Saramago, José Wallenstein, Julião Sarmento, Júlio Machado Vaz, Lena Aires, Leonor Xavier, Lídia Jorge, Lígia Amâncio, Lili Caneças, Luís Capoulas Santos, Luís Eloy, Luís Fazenda, Luís Filipe Costa, Luís Miguel Viana, Luís Osório, Mafalda Ivo Cruz, Manuel Graça Dias, Manuel Hermida, Marco Delgado, Margarida Gaspar de Matos, Margarida Vila-Nova, Maria João Luís, Maria João Seixas, Maria Isabel Barreno, Maria Rueff, Maria Velho da Costa, Marta Crawford, Marta Rebelo, Merche Romero, Miguel Lobo Antunes, Miguel Portas, Miguel Sousa Tavares, Miguel Vale de Almeida, Nuno Artur Silva, Nuno Costa Santos, Nuno Galopim, Nuno Lopes, Nuno Markl, Odete Santos, Patrícia Vasconcelos, Paula Lobo Antunes, Paula Neves, Paulo Baldaia, Paulo Pena, Paulo Pires, Paulo Trezentos, Pedro Calapez, Pedro Marques Lopes, Pedro Nuno Santos, Pêpê Rapazote, Piet Hein Bakker, Ricardo Araújo Pereira, Ricardo Pais, Richard Zimler, Rosa Mota, Rui Cardoso Martins, Rui Pena Pires, Rui Reininho, Rui Rangel, Rui Tavares, Rui Zink, Sérgio Godinho, Sérgio Trefaut, Solange F., Sofia Aparício, Soraia Chaves, Teresa Beleza, Teresa Guilherme, Vasco Rato, Vera Mantero, Vital Moreira, Wanda Stuart, Xana e Zé Pedro.


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 28 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira

As conferências de Lisboa continuam nos Paços do Concelho, em Lisboa. Depois de José Augusto França e Henrique Cayate, hoje é a vez de Fernando Rosas, com "A República e os Mitos do 28 de Maio". A partir das 18 horas, e graças ao Zé Nuno, poderão ver aqui, em directo.





FIM!

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Mais informação e futuramente em arquivo em: www.conferenciasdelisboa.net.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira


por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Lost in Translation é um dos filmes da minha vida (e nisto não serei original). Na cena final, Bob (Bill Murray) segreda ao ouvido de Charlotte (Scarlett Johansson). Não se ouve. Parece que muitos se esforçaram para saber o que lhe dizia. Não foi o meu caso. Parti do princípio que era para imaginar, sem saber. Agora, a tecnologia, pouco dada a mistérios, responde. Não sei se queria. Era lá uma coisa deles.


Via Cachimbo de Magritte


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Mário Vargas Llosa esteve mais de uma hora com o seu passaporte retido no Aeroporto Internacional Maiquetia Simón Bolívar, em Caracas. As autoridades aduaneiras advertiram um dos melhores escritores latino-americanos que, no território, não deveria falar da política interna venezuelana nem criticar as suas instituições.

Dois comentadores deixaram aqui várias rectificações à versão do ABC sobre o que se passou no Aeroporto de Caracas. Podem ler aqui e aqui.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Dias Loureiro canta, Proença de Carvalho toca. "Pomba Branca, Alma Negra". Revista Sábado.


por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
Segundo o jornal Sol, Dias Loureiro apresentou a renúncia ao cargo de conselheiro de Estado numa audiência com Cavaco Silva ao início da tarde.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Para os chatarrões: acho natural que Vital tenha mudado de ideias. Mas lá que tem graça... Via 5 Dias.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 26 de Maio de 2009
por Pedro Vieira

© rabiscos vieira


por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Para além de algumas considerações cómicas que envolvem meias, riscos de chapada, problemáticas do ego e histórias dignas do "Padrinho", fica uma dúvida, entre muitas, depois do interminável depoimento de Oliveira e Costa: como pode, depois do dia de hoje, continuar Cavaco Silva a não retirar a confiança política ao conselheiro de Estado que nomeou? A frase do dia: "A participação de Dias Loureiro na SLN acabou como começou - a criar problemas e a negar que tenha estado na sua origem". E que António Marta é que disse a verdade sobre a conversa que teve com Dias Loureiro. Oliveira e Costa fala a verdade? Não sei. Pode o nome de Conselho de Estado continuar envolvido neste filme? Não.

por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2009
por Pedro Vieira
 

Paulo Portas queria visitar feira do queijo mas só havia farturas e a iniciativa foi adiada

por Pedro Vieira
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por Pedro Vieira

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Portugal está a perder capacidade de atracção para os imigrantes. E, se o país não for capaz de segurar os imigrantes que tem e atrair novos, vai ficar mais velho e mais pobre, alertam vários especialistas ouvidos pelo "Público". Os imigrantes representam seis por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2007, foram responsáveis por 9,7 por cento dos nascimentos. E uma projecção recente do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que, sem imigrantes, a população descerá em 2060 aos 8,2 milhões. Muito antes disso, já a sustentabilidade da Segurança Social terá caído por terra.

Todos concordam que um cenário de retracção dos imigrantes será fatal. "O país só ganha em suster os imigrantes que tem", avisa Eduardo Sousa Ferreira, professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão e autor de um estudo sobre a contribuição dos imigrantes para a economia portuguesa. "A imigração contribui para seis por cento do PIB, o que é uma percentagem enorme", acrescenta, convicto de que "a alternativa à entrada de imigrantes é uma muito maior estagnação da economia".

Os 420.189 imigrantes que, no final de 2007, se encontravam em território nacional, segundo o SEF, perfazem cinco por cento da população do país e oito por cento da população activa. Aqui não entram em linha de conta os ilegais. Serão entre "55 mil a 75 mil", nas contas de Solla, para quem, mais do que preocupar-se com quotas, o Governo devia "dar autorizações de residência a quem, tendo entrado de forma irregular, tenha contrato de trabalho válido e contribua para a Segurança Social".

Tal nem sempre acontece, segundo Eduardo Sousa Ferreira, "porque há um custo administrativo associado e, por outro lado, os empresários também não estão interessados nisso, porque um ilegal tem um grau de obediência que não teria se estivesse legal". Dito de outro modo, "os empresários portugueses aproveitam para ganhar mais à custa dos imigrantes e o Governo não está interessado em contradizê-los".

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
21.310.25.00

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Via 5 Dias


por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales
Os três filmes que aqui se apresentam fazem parte dos tempos de antena do Bloco de Esquerda. "Fantasbloco" é uma série de histórias "de tirar o sono", como avisa na apresentação o actor António Capelo. Precariedade, saúde pública e Tratado de Lisboa são os temas destes 3 filmes, a cargo de uma equipa de jovens autores que colaboram gratuitamente com o Bloco de Esquerda. Com realização a cargo de Manuel Pureza, produção de Bruno Cabral, fotografia de Vasco Viana e montagem de João Salaviza - recente vencedor da Palma de Ouro de Cannes com a curta-metragem “Arena”.

Em próxima edição, o Arrastão publicará as animações realizadas por um certo e determinado senhor que deixa por aí uns rabiscos.




por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira



Sobre o episódio que envolveu Manuela Moura Guedes e António Marinho Pinto fiz apenas pequenas referências e participei sem grande disponibilidade nos debates da caixa de comentários. Mas há quatro coisas a dizer:

1 - Sobre Manuela Moura Guedes (e Marinho Pinto teve o cuidado de a distinguir do conjunto dos jornalistas da TVI), tudo o que o bastonário da Ordem dos Advogados disse, do princípio ao fim, é a mais pura das verdades. Manuela Moura Guedes confunde jornalismo com opinião, perguntas com afirmações, entrevistas com julgamentos, factos com insinuações, investigações com cruzadas. É, sempre foi, uma jornalista com poucos limites éticos. Se quer fazer opinião ou política pode mudar de actividade. O jornalismo é outra coisa. Os jornalistas não devem ser subservientes com o poder. Mas essa independência depende não apenas da vontade mas de um trabalho sério e com regras. Aliás, muitas vezes Manuela Moura Guedes destrói alguns bons trabalhos feitos na casa com comentários descabidos e uma assinalável ignorância. Marinho Pinto esteve por isso bem no episódio concreto. Alguém tinha de dizer aquilo mesmo ali, em directo.

2 – Muitos dos ataques feitos à TVI, mesmo quando são justos, vindos de quem nunca se lembrou de os fazer antes, têm o pequeno problema de parecerem demasiado interessados. Quando, por exemplo, dirigentes do PS ou pessoas próximas destes põem no mesmo saco a TVI e o "Público" ficamos com a certeza que não é a qualidade do trabalho jornalístico (ou a falta dela) que os incomoda. Goste-se ou desgoste-se de cada um deles, os estilos de jornalismo de Manuela Moura Guedes e do "Público" estão nos antípodas um do outro, mesmo quando tratam os mesmos assuntos ou afectam as mesmas pessoas. Perde credibilidade a crítica que os confude.

3 – Infelizmente, quase todas as críticas feitas por Marinho Pinto a Manuela Moura Guedes são extensíveis a ele próprio. Como bastonário, também ele tem sido pouco fundamentado nas suas críticas (tantas vezes justas), irresponsável nas suas acções e arbitrário (com tiques ditatoriais) nos seus métodos. A crítica que ele fez, por si só, é justa. O seu remetente é que é o menos aconselhável. O que é pena. Acredito que o que move alguns dos seus opositores na Ordem resulte das piores razões, mas não faltaram ocasiões em que o bastonário se pôs a jeito.

4 - Como assinala Rui Bebiano, é significativo que o episódio "esteja a correr na blogosfera à velocidade da luz enquanto é completamente ignorado pelos jornais nacionais e pelas televisões". O corporativismo explica este silêncio?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
"Um grupo de iluminados, defendendo fanaticamente posições extremistas que assumem como únicas razoáveis, tem capturado o ensino impondo essas ideias como "educação sexual". (...) De forma sub-reptícia nos corredores do ministério ou abertamente nos debates políticos, tem-se assistido a intensa campanha para coagir a sociedade a seguir alguns princípios, autodenominados de progressistas, justos e livres. Esses princípios são aqueles a que a sociedade até há pouco chamava "porcalhões". As aulas devem mostrar órgãos sexuais às crianças e explicar os detalhes de carícias, coito e contracepção. A masturbação é natural, o impulso sexual deve ser promovido, se praticado com segurança, e há perfeita equivalência entre todas as opções sexuais. Pudor, castidade e matrimónio são disparates."
Do Inominável Cesar das Neves, claro

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
"Uma sociedade que marca as suas opiniões pelo ritmo dos casos nos telejornais tem de ser exigente e informada. Caso contrário, todos os domínios das nossas vidas, incluindo a educação dos nossos filhos, passarão a viver ao sabor de fúrias colectivas."

"Um dia depois Martin era o primeiro speaker a demitir-se em 300 anos de parlamentarismo. (...) O problema é que, graças a estes escândalos, os cidadãos tendem a esquecer-se do que realmente conta na política. Já está a acontecer. Hoje, muitos cidadãos não dão um chavo pela democracia. O que nos safa é que ainda dão menos crédito a quem lhes promete despotismos iluminados. Mas, com uma crise prolongada, tudo pode mudar. E como precisamos de uma imprensa livre, resta aos eleitos serem exigentes consigo próprios. Se não for por razões mais nobres, que seja para sobreviverem. Não têm de ser um exemplo moral, mas têm de ser um exemplo cívico."

Ler textos ou comentar aqui.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira
obama-kim

© rabiscos vieira


por Pedro Vieira
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Domingo, 24 de Maio de 2009
por Arrastão

arrastao-3-anos


© rabiscos vieira


por Arrastão
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por Daniel Oliveira
No confronto Manuela Moura Guedes versus Marinho Pinto quem escolhe? Manuela Moura Guedes, Marinho Pinto, uma martelada no dedo mindinho ou adora os dois e tenho a certeza que foi tudo um mal entendido.

à pergunta "o que é necessário para chegar aos calcanhares de Basílio Horta?" a maioria dos leitores respondeu "sopas de Cavalo Cansado". Depois ficaram o óleo de Figado de Bacalhau, papas de Sarrabulho logo de manhã, o bongo e o Kinder Bueno. A papa Maizena não teve mais de 5% dos votos.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
No confronto Manuela Moura Guedes vs Marinho Pinto quem escolhe? Manuela Moura Guedes
Marinho Pinto, uma martelada no dedo mindinho ou adoro os dois e tenho a certeza que foi tudo um mal entendido.

à pergunta "o que é necessário para chegar aos calcanhares de Basílio Horta?" a maioria dos leitores respondeu "sopas de Cavalo Cansado". Depois ficaram o óleo de Figado de Bacalhau, papas de Sarrabulho logo de manhã, o bongo e o Kinder Bueno. A papa Maizena não teve nmais de 5% dos votos.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 23 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
Depois do telefonema, o comício. Ver aqui o discurso do compañero Sócrates. A televisão espanhola é que não ligou muito a este grande momento.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Na íntegra, o excelente texto de Pedro Magalhães, publicado esta semana no "Público". Nem uma linha a acrescentar.

"No PÚBLICO de anteontem, entre outras considerações que não discuto aqui, Pacheco Pereira afirmava que, se Portugal fosse um país a sério, "não deixaria sequer um político balbuciar (como fazem no Bloco de Esquerda), face aos acontecimentos no Bairro da Bela Vista, que se trata de uma 'questão social'". link A Igreja poderia fazê-lo porque "o seu Reino não é cá na Terra". "Mas a caridade não é a missão do Estado. A missão de Estado é garantir a nossa segurança, sem mas, nem ambiguidades." E passava de seguida a explicar por que razão as crises económicas e sociais nada têm a ver com o crime: "Os pobres não fazem carjacking, não se armam com uma caçadeira e não vão assaltar bancos, bombas de gasolina, ourives e ourivesarias, e caixas multibanco, para comprar roupa de marca." Está assim demonstrado.

Eu tenho uma opinião algo diferente sobre o tipo de coisa que faria de Portugal "um país a sério". Se Portugal fosse "um país a sério", o debate público sobre este tipo de questões já não ocorreria ao nível em que Pacheco Pereira o colocou. Haveria uma comunidade académica pujante de investigadores dedicados ao estudo do fenómeno do crime, cujo papel no debate público sobre este assunto já teria inibido qualquer pessoa que se apresente como "historiador" (ou seja, como um cientista social) de escrever o que Pacheco Pereira escreveu com objectivos única e exclusivamente políticos. Essa comunidade poderia já ter explicado, por exemplo, que não há hoje praticamente dúvidas de que os factores que melhor explicam a incidência de crimes num determinado contexto são a pobreza das populações e a falta de mecanismos de "controlo social" (em particular, a existência de alta instabilidade familiar). Que os efeitos positivos da encarceração sobre o crime são contrabalançados por efeitos negativos, ligados à quebra da estrutura familiar e à aprendizagem do crime nas prisões. Lembrariam também que, num "país a sério" como os Estados Unidos, o Departamento de Justiça e a Associação Nacional de Polícias estão seriamente preocupados com os efeitos da actual recessão económica na incidência de vários tipos de crimes, incluindo não apenas fraudes mas também todo o tipo de furtos, vandalismo, tráfico de drogas e violência doméstica. Que um conhecido estudo do Banco Mundial, utilizando dados de 86 países ao longo de 14 anos, mostra como as crises económicas aumentam a criminalidade. E que, na base da investigação existente, os factores que menos ajudam a explicar a criminalidade são a dureza das penas, o número de efectivos policiais e o aumento de recursos para as polícias. Na ciência, e ainda menos nas "ciências sociais", não há certezas. Mas é o melhor que temos. Fazer de conta que não existem, para quem se apresenta como fazendo algo mais do que mero combate político, justifica-se apenas por ignorância ou cegueira voluntária. Num país a sério, uma ou outra seriam dificilmente desculpáveis.


Num país a sério, um partido de centro-direita também já teria percebido que as conclusões destes estudos não são nem "de esquerda" nem "de direita", e não impedem a existência de debate ideológico e políticas alternativas. Há muitas maneiras de lidar com aquelas que se sabem ser as principais causas do crime. Há formas de combater a pobreza diferentes das políticas sociais e subsídios aos quais parte da direita ideológica se opõe. Há uma sólida agenda conservadora que pode ser avançada sobre a questão da estabilidade das famílias. O fortalecimento das normas de controlo social, obtido através do apoio a organizações culturais, de moradores e de jovens a nível local, favorecendo o estabelecimento de relações entre associações representativas de grupos étnicos e religiosos e a criação de um ambiente de confiança mútua entre as polícias e as populações não tem por que ser intrinsecamente um desígnio "de esquerda". Note-se, de resto, como é triplamente míope a condescendência com que Pacheco Pereira trata o papel da Igreja Católica e as declarações de D. Manuel Martins e D. Jorge Urtiga sobre o caso da Bela Vista. Primeiro, porque poucas instituições conhecem tão bem no terreno as realidades dos "bairros difíceis" como as paróquias e os agentes pastorais. Segundo, porque o seu papel no fortalecimento das normas de controlo social junto das comunidades locais pode ser fulcral, até em ligação a outras confissões religiosas. E, finalmente, é míope em termos estritamente políticos: ao enfatizar exclusivamente o papel securitário do Estado nestas matérias - "garantir a nossa segurança, sem mas, nem ambiguidades" -, Pacheco Pereira deixa aos seus adversários políticos o benefício de serem eles a proporem as soluções ao mesmo tempo mais prometedoras e mais rentáveis do ponto de vista político-eleitoral, tais como os "contratos locais de segurança" que o actual Governo vai celebrando pelo país com várias autarquias*. É bom que haja oferta partidária para todos os nichos de opinião sobre esta questão, inclusivamente as daqueles que acham que tudo se resolverá exclusivamente com penas mais duras e mais polícias. Mas essa é uma função que o CDS-PP já cumpre muitíssimo bem.

Finalmente, num país a sério, o repetido recurso a falácias argumentativas sobre as questões da "responsabilidade individual" já teria sido de tal modo sancionado pública e intelectualmente que certamente as ouviríamos com menos frequência. Já não ouviríamos dizer, por exemplo, que procurar explicar as causas do terrorismo significa defender os terroristas. Que conhecer e compreender as causas do insucesso escolar significa defender o "facilitismo" nas escolas ou impedir o reconhecimento do mérito individual. Que discutir as causas do crime e procurar agir sobre elas impede de alguma forma que se defenda a vigilância das zonas perigosas ou a repressão da criminalidade. Que constatar a baixíssima relação custo/benefício que a investigação sobre o tema mostra entre o investimento em (caras) medidas securitárias e a redução do crime não tem de significar abandonar o policiamento ou reduzir as penas. Ou que constatar que um fenómeno qualquer tem causas sociais, políticas e económicas não significa desculpar comportamentos individuais inaceitáveis. Mas numa coisa Pacheco Pereira tem razão: deste e doutros pontos de vista, Portugal não é mesmo um país a sério. Se fosse, eu não teria de ter escrito este artigo.

*Para que fique tudo transparente, o CESOP/UCP, que dirijo, faz parte do contrato local de segurança de Loures, estando encarregado de medir os seus efeitos nas taxas de vitimação e no sentimento de segurança das populações."
Pedro Magalhães

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira

 

via corta-fitas


 


 


por Pedro Vieira
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
Jorge Miranda: 113 votos (PS tem 121 deputados) -8
Maria da Glória Garcia: 59 votos (PSD tem 75 deputados) -16
Mário Brochado Coelho: 16 votos (BE tem 8 deputados) +8
Guilherme da Fonseca: 15 votos (PCP tem 11 deputados e PEV tem 2 deputados) +2
Brancos e nulos: 16 votos
CDS tem 11 deputados e não apoiou nenhum candidato e há dois deputados não inscritos.
Votantes: 222 votantes (230 deputados) -8

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
"Numa altura em que há falta de emprego, as pessoas ainda têm uma exigência estranha. Quando há tanta gente a querer qualquer emprego, as pessoas não querem trabalhar ao sábado*, não aceitam o princípio de número de horas anual e depois não há como decidir este tipo de questões em Portugal, porque se administração da Volkswagen decidir fechar, fecha amanhã".
Belmiro de Azevedo

*Os trabalhadores da Autoeuropa não negam o trabalho aos sábados. Exigem apenas a compensação justa por esse trabalho extraordinário.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 21 de Maio de 2009
por Daniel Oliveira
As conferências de Lisboa continuam nos Paços do Concelho, em Lisboa. Depois de José Augusto França, no dia 14, hoje é a vez de Henrique Cayatte, com "Lisboa Cidade Capital". A partir das 18 horas, e graças ao Zé Nuno, poderão ver aqui, em directo.

Já aconteceu. Mais informação e futuramente em arquivo em: www.conferenciasdelisboa.net.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Chegou a fazer parte do CDS?
Sim, participei nuns conselhos.
Mas foi mesmo militante?
Isso é que eu também não sei. Eu tenho um problema com as militâncias (risos).
Mas assinou um cartãozinho?
Não sei se assinei. Não me lembro bem. Estou a dizer a verdade.
A sério que não se lembra?
Não me lembro! Aliás, também tive esse problema com o PSD. Inscrevi-me como militante e depois não estava lá.

Entrevista de Paulo Rangel ao "I". Foto roubada aos marretas

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira

benard



 

© rabiscos vieira
joão bénard da costa, 1935-2009




por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
José Manuel Coelho foi detido para que a juíza tivesse a certeza que estaria no tribunal quando fosse lida a setença. Quando fui julgado na Madeira o queixoso, Alberto João Jardim, não apareceu. Escreveu o seu depoimento. Até aí tudo bem. Reparei apenas num pormenor: num processo pessoal, o seu depoimento vinha escrito em papel timbrado do Governo Regional da Madeira. Mas não vamos ser picuinhas. Isso é só para José Manuel Coelho.

por Daniel Oliveira
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