Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

Confesso que está-me a dar um certo gozo ver o defraudar diário das expectativas criadas por este Governo nos nossos blogues de direita. Os avençados dos gabinetes ministeriais retiraram-se de cena, mas as hordas de abnegados ultraliberais - e alguns conservadores de direita - que exultaram com a subida ao poder da trupe PSD/CDS, começam a não ter paciência para tanto "corte na despesa", e chegam a ameaçar com "tabefes" e "adesões ao partido comunista" como retaliação à desorientação governativa. A rábula protagonizada, à vez, pela dupla de economistas estrangeirados Álvaro e Vítor "Astromar" - um titilante anúncio, em forma de comunicado de imprensa, de brutais cortes na despesa, que redunda, alguns dias depois, em conferência de imprensa na qual são anunciados aumentos de impostos - é um tratado de governação como nunca se tinha visto em Portugal. Se juntarmos a esta brincadeira as patuscas medidas da facção CDS do Governo - ora se promove a informalidade nos gabinetes ora se anuncia um aumento do número de vagas nas creches reduzindo o espaço das salas, medidas de fundo que irão mudar a sociedade e o mundo - temos e teremos regabofe quase diário. E o desespero crescente dos alucinados que sonhavam com um risonho futuro, um capitalismo em roda livre, com impostos ao nível do Liechtenstein e áreas fundamentais da economia entregues aos empresários corporativistas do nosso canto, parece não ter fim, como a tristeza.

 

Contudo, deixo aqui uma palavra de esperança neste momento difícil: nada está perdido. Pois se hoje o Governo aumenta os impostos - sacanas, 2.5% para os pobres que ganham mais de 5 mil euros! Onde já se viu? - há uma promessa de novos amanhãs que cantam: a RTP, as Águas de Portugal, a EDP, a CP, a TAP e tantos outros tesouros serão os prémios para quem souber resistir a estes tempos difíceis. Erguei os braços ao céu, e o céu vos responderá. É tudo uma questão de tempo. E paciência.

 

(Imagem retirada daqui.)


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

 

Vítor Gaspar & Professor Astromar


por Sérgio Lavos
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por Daniel Oliveira

 

Há duas formas de apresentar o novo passe social que se terá de pedinchar com um atestado de pobreza. Uma é dizer que foi criado um passe para pobres, mais barato. Outra é dizer que os custos dos transportes públicos - mais usados pelos mais pobres e os que vivem nas periferias - foram brutalmente aumentados e ficaram de fora do saque alguns miseráveis. Apenas os que recebem menos de 545 euros brutos. E, destes, apenas uma pequena parte (nem todas as combinações de trajetos estão garantidas). Ou seja, o passe é, na realidade, um apoio social para uma pequeníssima parte dos portugueses. Mas um mês depois do governo tirar com uma mão a todos faz uma festa com as migalhas que dá a quase ninguém. E dá, a esta propaganda descarada, o nome de "Programa de Emergência Social".

 

Quando o passe social foi criando, importando as melhores práticas da maioria dos países europeus, não correspondia apenas a uma medida social. Era, acima de tudo, uma medida racional. Garantir a mobilidade promovendo o uso generalizado do transporte público. Porque o transporte público é melhor para a qualidade vida nas cidades, para a economia dos países e para as finanças do Estado.

 

Depois veio o deslumbramento novo rico. Andar de carro era sinal de desenvolvimento. O dinheiro público foi quase exclusivamente canalizado para o transporte individual, como prova o investimento desajustado em autoestradas e o desmantelamento da já ridícula rede ferroviária. A privatização a retalho da Rodoviária Nacional e a concessão de linhas ferroviárias a privados levou à lenta agonia do passe social - mais por incapacidade de coordenação entre operadores, para a qual a inexistência de verdadeiras autoridades urbanas de transportes contribuiu, do que por qualquer opção política - e à sua substituição por passes combinados. Ao contrário do que se passa em muitas cidades europeias, multiplicam-se os títulos de transporte, não havendo qualquer coordenação tarifária ou mesmo de percursos. Resultado: os transportes públicos perderam centenas de milhares de passageiros. Lisboa e Porto estão cheios de carros e, tirando as respetivas redes de metro, o uso do transporte público é um quebra cabeças a que só não foge quem não pode.

 

Dirão: não há dinheiro para continuar a pagar o buraco financeiro das empresas de transportes. Os transportes públicos dão o prejuízo que dão porque foram mal geridos e maltratados. E porque o estacionamento em espaço público nas cidades é um negócio em vez de servir para financiar, como deveria acontecer, os transportes coletivos.

 

Mas o mais importante é perceber que o que se poupa agora se vai gastar em muito mais. A diferença é que não aparece nas contas de nenhuma empresa pública. Vamos pagar em importação de combustíveis (e reduzir as importações deveria ser uma das nossas prioridades). Vamos pagar em degradação do espaço público que, caso ninguém se recorde, tem de ser mantido e essa manutenção tem custos. Vamos pagar em produtividade.

 

Dirão: mas com o custo de vida as pessoas também não vão usar o transporte individual. E aí vão trabalhar como? Ou o empregador lhes paga o transporte que agora é mais caro - mais custos associados ao trabalho - ou o trabalhador fica com menos rendimento disponível. E a pergunta que sobra é esta: está o governo à procura do equilíbrio a partir do qual deixa de valer a pena trabalhar para parar aí, mantendo a maioria dos cidadãos com emprego abaixo do limiar da pobreza?

 

O problema deste governo é que não vê o Estado como um coordenador de políticas para nos tirar de uma crise. O seu programa resume-se a reduzir a despesa do Estado sem se dar ao trabalho de pensar nas consequências económicas de cada medida. Não percebendo que, com o nosso endividamento externo e a nossa falta de crescimento, se limita a cumprir metas, agravando o problema para o futuro.

 

Volto ao princípio: o passe social, assim como tudo o que esteja associado à rede de transportes públicos, é um instrumento. Ele é fundamental para o bom funcionamento das cidades e das suas economias. Ele é fundamental para reduzir a nossa dependência energética, reduzir o tempo em deslocações e aumentar a produtividade. Nem apelo a qualquer tipo de sensibilidade social, que já se percebeu que para este governo se resume a dar esmolas a miseráveis que rendam umas notícias nos jornais. Pergunto apenas: acham que a nossa economia aguenta ser tão maltratada? Quando já nada funcionar poderiam até vir a dizer: temos as contas públicas limpas. Sem economia, vivendo no meio do caos, não serviria de muito. Acontece que sem crescimento económico não há finanças do Estado que se aguentem. E quando já não houver mais nada para cortar, nem mais "Estado gordo" para culpar, vão fazer o quê?

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales

 

Nestes últimos dias temos assistido a um espectáculo altamente pedagógico. Mal se começou a falar na possibilidade de um "imposto para os mais ricos" e logo começou o corrupio nos canais de notícias, editoriais e colunas de opinião para defender que nem pensar, onde é que já se viu tamanha aventura.

 

Os mesmos nomes que, quase sem excepção, defenderam a necessidade de aumentar os impostos sobre o trabalho e consumo em nome do sacrifício colectivo para equilibrar as contas públicas, avisam-nos agora dos riscos inerente à tributação dos mais ricos. Ele é o aumento da carga fiscal, que apenas serve para alimentar o monstro e o despesismo do Estado, ou uma forma fácil e demagógica de arrecadar receita. Enfim, o típico exemplo de um debate ideológico sem sentido.

 

Um deputado do CDS, que ainda há poucas semanas defendia o corte de metade do subsídio de natal aos afortunados que ganham mais de 485 euros, diz agora que “não me parece que se possa ultrapassar aquele limite de sacrifícios que se deve pedir aos portugueses”...a propósito do imposto sobre as heranças. Cavaco Silva, esse, desdobra-se na defesa de uma miríade de novos impostos para aumentar o ruído e garantir que, colocando todos a falar de coisas diferentes, não se chega a lado nenhum.

 

Nos canais de notícias o fenómeno é ainda mais visível. Os que não foram para a bancada do PSD já foram substituídos por iguais devotos, quase sempre  fiscalistas ou ligados profissionalmente ao sector financeiro, que fazem o favor de explicar à turba como a tributação do capital pode ser prejudicial para todos - incluindo quem menos tem e teve que pagar o imposto extraordinário que isentou lucros e capital.

 

Enquanto, em nome do combate ao défice, se foi aumentando impostos sobre o trabalho, transportes, taxas moderadoras e afins tudo estava bem. Era difícil mas necessário. Até que chegou o dia em que alguém se lembrou mudar o guião e falar nos rendimentos que têm estado ausentes do tal "esforço colectivo". Aí começaram as esquivas, as tácticas de diversão e os sucessivos problemas que uma medida destas originaria. Como ia dizendo, este debate tem sido mesmo muito pedagógico.

 

(imagem animada retirada daqui


por Pedro Sales
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Terça-feira, 30 de Agosto de 2011
por Miguel Cardina

 

Leio Angola 61. Guerra Colonial: Causas e Consequências. O 4 de Fevereiro e o 15 de Março, da autoria de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus. É um impressionante documento centrado nos momentos que dão corpo ao início da guerra naquele território: o 4 de Fevereiro e o 15 de Março, mas também a revolta camponesa na Baixa de Cassange. Assumindo o colonialismo como forma genérica de inferiorização - o que lhes permite um olhar bastante agudo sobre algumas dimensões do fenómeno - os autores também efectuam uma análise de como a experiência da guerra se entrelaçou com o estertor do regime. O uso cuidado das fontes, recorrendo a vários arquivos e a depoimentos escritos e orais sobre os episódios, não os inibe de guardar as últimas linhas para uma curiosa interpelação de outra índole. Pergunta-se então: como teria sido a descolonização se em vez da guerra se tivesse optado pela negociação? Como seria hoje o país se não tivéssemos embarcado numa via que delapidou tantas vidas (só do lado português, mais de 8.000 mortos, 30.000 feridos e um número não contabilizado de gente afectada psicologicamente) e recursos materiais (com os gastos de guerra a assumirem 40% das despesas do Estado)? Perguntas que ficam sem resposta porque a função do livro é outra. Mas que de repente nos lembram a importância destes exercícios de imaginação histórica e de como estamos tão pouco habituados a fazê-los. Infelizmente.


por Miguel Cardina
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por Pedro Sales

 

O Governo quer aumentar de oito para dez o número de vagas para crianças nas salas berçário; de dez para 14 nas crianças entre o berçário e os 24 meses; e de 15 para 18 nas crianças entre os 24 e os 36 meses. “Vinte mil novas vagas” nas creches é quanto as alterações previstas poderão proporcionar, de acordo também com a fonte governamental.

 

(composição gráfica da autoria do Luís Branco)  

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por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira

 

Os mais pobres dos mais pobres já pagaram. Com os cortes nos apoios sociais, o aumento do IVA e o aumento dos transportes, da eletricidade e do gás. Os pobres um pouco menos pobres já pagaram. Com o tudo o que já referi e o imposto extraordinário sobre o subsídio de Natal, recebam ou não recebam subsídio de Natal. A classe média já pagou. Com tudo o que já referi e o aumento do IMI, dos juros e dos spreads. A classe média alta já pagou. Com tudo o que já referi e a criação de um novo escalão de IRS.

 

Umas medidas são justas, outras injustas, mas a verdade é que tocou a todos. A todos? Não, a quase todos. Quando se decidiu criar o tal imposto extraordinário deixou-se de fora a distribuição de dividendos. Agora, que se fala da criação de um imposto "para ricos", pensa-se deixar de fora o património, taxando apenas o rendimento do trabalho. Ora, a taxação sobre os rendimentos do trabalho apanha apenas os quadros superiores e o profissionais liberais. Deixar de fora o património no "imposto para os ricos", como deixar de fora a distribuição de dividendos no imposto de Natal, é isentar apenas uma pequeníssima parte dos portugueses do sacrifício geral: os que são realmente ricos, que pouco declaram em sede de IRS. E mesmo que haja imposto sobre o património, ele deve ter um teto razoável, para serem apenas os que têm ficado a salvo dos sacrifícios a pagar.

 

Não se trata de roubar ninguém. Não se trata sequer de dizer que devem ser os ricos a pagar a crise. Trata-se de repetir o que disse Warren Buffet, um dos homens mais ricos do mundo: parem de mimar os ricos. Mesmo sabendo que Américo Amorim é apenas, nas suas palavras, "um trabalhador". Já nem se trata de distribuir os sacrifícios conforme as possibilidades de cada um. É apenas não deixar de fora os únicos a quem a crise não toca. Já nem se pode falar de justiça. Apenas de vergonha na cara. Não é nada contra os ricos. É apenas para abrandar um pouco o saque geral a todos os outros. Ficam zangados? O resto dos portugueses também têm ficado. Sobretudo por saber que trabalhar e receber por isso parece ser o único pecado que não se perdoa neste País.

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011
por Miguel Cardina

 

PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

− Pela Democracia participativa.
− Pela transparência nas decisões políticas.
− Pelo fim da precariedade de vida.

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida.
Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção.
Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de
que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.
Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.


Organizações subscritoras

Acampada Lisboa – Democracia Verdadeira Já 19M
Alvorada Ribatejo
Attac Portugal
Indignados Lisboa
M12M – Movimento 12 de Março
Movimento de Professores e Educadores 3R’s
Portugal Uncut
Precários Inflexíveis


por Miguel Cardina
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por Sérgio Lavos

O ministro Miguel Relvas, para além de ser campeão no recrutamento de assessores, parece também querer intervir em força numa das áreas mais necessitadas da nossa economia: o futebol. E lá vão três grupos de trabalho de uma vez. Ora toma, haja quem dê o exemplo e meta as mãos na massa, rapidamente e em força.


por Sérgio Lavos
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por Pedro Vieira

rabiscos vieira

 

Governo quer cruzar dados da Saúde e Finanças


por Pedro Vieira
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por Sérgio Lavos

O Renato resolveu insultar toda a gente do Arrastão repegando as teses do seu guru, o Carlos Vidal. É muito fácil insultar o Renato distorcendo as suas ideias, resumindo a sua carreira profissional e até amplificando as suas contradicções políticas. Apesar de ter deixado hoje de ser cordial com ele não o vou fazer.


por Sérgio Lavos
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por Daniel Oliveira

 

Na edição do "Expresso" desta semana ficámos a saber que o Serviço de Informações Estratégicas de Desfesa (SIED) andou a espiolhar o telemóvel do jornalista Nuno Simas, apenas porque este era quem, no jornal "Público", escrevia sobre este serviço do Estado. Sem registo oficial interno e utilizando alguém dentro da Optimus, um diretor operacional da SIED terá assim obtido ilegalmente a lista de telefonemas e sms feitas pelo jornalista.

 

Este foi apenas o primeiro caso concreto detetado de investigação de jornalistas, sem o respeito de nenhuma regra interna num serviço de informação que não tem como atribuições - nem podia ter - investigar o trabalho da imprensa. Não é abusivo imaginar que se trata de um procedimento comum. Que este serviço investiga, apenas por vontade de directores, quem quer e como quer, por interesse próprio e sem ter como critério as atribuições legais do SIED.

 

Se juntarmos a este facto a ida do diretor da SIED para uma empresa da área de comunicação social detida por angolanos, temos razões para temer o pior. Não apenas o atropelo de garantias constitucionais, mas do seu uso para interesses privados e empresariais. Isto sem que quem deve fiscalizar o cumprimento da lei o consiga fazer. Resumindo: nos serviços de informação reina a arbitrariedade, a ilegalidade e a promiscuidade com interesses privados.

 

Num País que viveu, durante quase meio século, numa ditadura, este caso tem de ter consequências. A lei dá aos serviços de informação funções específicas, com limites de atuação e de objetivos. Ao que parece, nada disso tem qualquer valor nas secretas, onde até a migração de espiões para grupos empresariais é vista com naturalidade.

 

Perante a natural suspeita de que este não seja caso único e a gravidade de tudo o que se tem vindo a saber sobre o SIED, espera-se que o Estado leve a nossa Constituição a sério. Quem tenha andado a espiar quem não devia para lá das regras cometeu um crime. E como um criminoso deve ser tratado. É a democracia e a liberdade que estão em causa. Coisas importantes, espera-se.

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira

Há duas semanas escrevi um texto sobre a acção promocional de caridade da Jerónimo Martins para com os seus "colaboradores". Na semana seguinte o administrador delegado do grupo, filho do seu proprietário, enviou uma carta ao "Expresso", ao abrigo do direito de resposta, em que prometia um acção em tribunal. Esta semana respondi. Deixo aqui os três textos: artigo, carta de Pedro Soares dos Santos e a minha resposta.

 

 


por Daniel Oliveira
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Domingo, 28 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

Nos EUA como cá, pensa-se primeiro em cortar nos subsídios aos pobres em vez de se taxar os ricos.


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Governo fez em dois meses quase 500 nomeações para gabinetes.

 

O centro de recrutamento de boys - e de bloggers, com Miguel Relvas em grande plano - em plena carburação.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011
por Miguel Cardina

 

O jornal i e o Diário de Notícias fazem o favor de chegar à província coimbrã mas regem-se por uma lógica insondável na geografia dos cinemas publicitados. O primeiro indica os filmes em cartaz em Lisboa e no Porto; o segundo opta pela zona de Lisboa, margem sul e algum Algarve. Fora disso não parece haver senão paisagem e umas festas ocasionais onde talvez se recorra a um velho animatógrafo. E, claro, gente que compra jornais, disso não há dúvidas, mas que os usa sobretudo para forrar gavetas ou proteger o solo de tintas e humidades. Valha-me então o Público para perceber que «Autobiografia de Nicolae Ceausescu» ainda não está em exibição em qualquer uma das salas do ZON Lusomundo Dolce Vita e do ZON Lusomundo Fórum, as únicas com programação regular em Coimbra. Assim de repente, senti-me como se me quisessem pôr a viver com um pé no Portugal profundo e outro no império da Lusomundo.


por Miguel Cardina
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por Sérgio Lavos

Belém apoia imposto extra sobre altos rendimentos e exclui bens patrimoniais. Exclui bens patrimoniais? A sério? Quando fala em bens patrimoniais, está a falar daqueles que não se podem depositar em contas offshore, por evidentes dificuldades logísticas, não é isso? Chega a ser comovente, tanta generosidade do nosso presidente...


por Sérgio Lavos
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Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

"Aumentar o IRS dos mais ricos é um disparate." Estranho seria se um dos principais representantes do catastrófico sistema bicéfalo que governa Portugal, o alucinado profeta do apocalipse luso, não achasse isto. Disparate não será com certeza aumentar o IVA de bens essenciais, cortar para metade o subsídio de Natal e reduzir as verbas para atribuição de subsídios da Segurança Social. É preciso cortar na despesa, pois claro. Mas deixar os ricos em paz, são eles que sustentam a alternância do centrão que levou o país à bancarrota.


por Sérgio Lavos
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por Pedro Vieira

 

 

rabiscos vieira

 

das mentes murchas da Tranquilidade


por Pedro Vieira
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por Sérgio Lavos

 

Algures na caixa de comentários deste post, Renato Teixeira queixa-se da "espúria campanha contra o 5dias movida pelas já escalpelizadas “viúvas do Sócrates”. Mais acima, Nuno Ramos de Almeida faz beicinho perante os "insultos" que supostamente o Daniel ensaia no seu post sobre o "caso Figueira vodka-laranja". Isto vindo de um blogue que, pela mão do radical Vidal e seu fiel pájem Teixeira (sobretudo estes, mas houve mais quem tivesse molhado o pão na sopa), tem vindo nos últimos anos a atacar, vilipendiar e verdadeiramente insultar DOliveira (no dizer do bestial Vidal) e o Arrastão, semana sim, semana sim, vigiando cada desvio à via pura do esquerdismo e da revolução. Se isto não fosse a silly season, eu poderia ser sério e dizer: "é preciso ter lata!" O problema, para mim, nem é António Figueira ter ido colaborar com o Governo mais à direita desde o 25 de Abril; isso é lá com ele. Mas a defesa canina do gesto pelas ofendidas virgens do 5 Dias é um caso de estudo. Só falta mesmo o texto da ordem do sensacional Vidal, com negritos, pontos de exclamação e tudo! a defender a união entre os interesses do capital e a via revolucionária pura. Venha ele!

 

Adenda: ora lá está. Não tardou muito o genial Vidal a excretar a sua pleonástica verborreia. E com uma retrete de Antonio Lopez e tudo, uma espécie de auto-retrato. Tão previsível. Adoro este anal Vidal! Lá diria o seu querido Deleuze: viva a esquizo-propaganda e os seus servis serventuários!


por Sérgio Lavos
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Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011
por Pedro Sales

Se Américo Amorim é apenas um pobre assalariado, como diz, quer dizer que as finanças lhe vão poder cobrar metade de 1/14 dos seus rendimentos de 2011?

 

(imagem retirada daqui


por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira

 

O blogue cinco dias, há anos a dar lições de pureza ideológica à blogosfera nacional, é um caso interessante. Ali pululam os revolucionários de todos os costados, sempre atentos aos desvios social-democratas da esquerda menos vigorosa. Só que da pureza daqueles que são da esquerda verdadeira, a da Bayer, resultam duas imperfeições: a incoerência o relativismo absoluto. São incoerentes e têm desculpa. Se não há concessões a nada é impossível fazer escolhas na vida que estejam de acordo com as nossas convicções. Por isso, nada se mistura porque a realidade é impura. Os cocktails molotov que se espalham pela blogosfera não entram no escritório. Pode então ser-se revolucionário à noite e ajudar a vender à imprensa a destruição dos direitos dos trabalhadores e do Estado Social durante o dia. Fazer notar a propaganda da imprensa burguesa no blogue e vender propaganda burguesa à imprensa no emprego. No fundo, que diferença há entre um operário que ajuda a construir a sociedade que o oprime e um assessor de Miguel Relvas? Trabalho e política não se tocam. Se tudo é igualmente impuro tudo lhes é permitido. Se trabalham para o Capital, podem seguramente trabalhar para agências de comunicação (ou directamente para os seus clientes políticos mais tenebrosos) que tratam da intoxicação mediática. Como não têm pensamentos pecaminosos, o céu já lhes está prometido. Basta um Pai Nosso e uma Ave Maria depois da confissão (que é como quem diz uma foto de uma pedrada numa montra e a denúncia de mais um que está a caminho do PS) e o perdão está garantido. Os reformistas que vacilam perante as pilhagens urbanas ou as bombas da jihad é que se podem dar a esse luxo, bem mais fácil para quem não é dos rijos: manter alguma relação, mesmo que com falhas, entre o que se diz e a forma como se ganha a vida. É verdade que para quem acha que a política tem alguma coisa a ver com o quotidiano há certos gabinetes em que não se quer entrar. Mas nem assim os revolucionários-travestis desarmam: eles vão continuar, depois da hora de expediente, a estar atentos aos nossos pecados. Percebemos agora porque gostam tanto de gente que tapa a cara quando atira a primeira pedra.

 

Sem desenvolver mais, por ser desnecessário, o texto não é sobre as 40 pessoas que, com maior, menor ou nenhuma regularidade, escrevem no 5 dias. Nem sobre as muitas dezenas que já lá escreveram e, não aguentando o insulto como forma de debate, foram para outras paragens. Algumas até estão aqui. Quem acompanha o blogue em causa percebe sem margem para dúvidas a quem se dirige o post. Que é, em abono da verdade, quem marca o ritmo daquele blogue.


por Daniel Oliveira
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por Miguel Cardina

Deputado assaltado defende controle de natalidade dos pobres


por Miguel Cardina
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por Pedro Vieira

 

 

rabiscos vieira

 

há causas que merecem a nossa atenção


por Pedro Vieira
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por Pedro Vieira

 

 


por Pedro Vieira
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por Sérgio Lavos

Há um aspecto em que tem de ser tirado o chapéu ao Governo: conseguiu constituir uma excelente equipa de prospecção, liderada pelo ubíquo Relvas, e está a conseguir contratar os melhores para os seus gabinetes - e, neste ponto, até consegue bater o Benfica, que tem tendência para deixá-los fugir todos. Os meus sinceros parabéns, é este o caminho.


por Sérgio Lavos
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Terça-feira, 23 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

(Via Facebook).


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Espera-se que a qualquer momento haja uma conferência de imprensa conjunta de Belmiro de Azevedo, Alexandre Soares dos Santos, Fernando Ulrich, Américo Amorim e mais vinte gestores de empresas públicas portuguesas a anunciar que irão exigir ao Governo que este aumente os impostos sobre os seus rendimentos e desista da ideia de cortar 50% do subsídio de Natal ao portugueses e de aumentar o IVA do gás e da electricidade para os 23%. Uma vez mais, os nossos empresários e gestores de topo querem seguir os bons exemplos que vêm lá de fora.

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por Sérgio Lavos
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por Pedro Sales

 

 

Carlos Moedas foi hoje ao Parlamento dizer que Governo aumentou de forma brutal o IVA da energia porque os investidores suspiravam pela harmonização fiscal com o resto da Europa. Imagina-se a fila de investidores, em frente ao ministério das Finanças, a exigir pagar mais 17% pela energia para reforçar a competitividade das empresas. Agora mais a sério, como se fosse possível perante uma afirmação destas, nem no Inimigo Público se lembrariam de um "argumento" tão delirante como este.

 

(Imagem retirada daqui)

 


por Pedro Sales
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por Sérgio Lavos

Execução orçamental. Motor do combate ao défice começa a gripar.


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Estava para traduzir este texto de Slavoj Zizek, mas a Joana Lopes fez o favor de deixar um link para uma tradução brasileira. Apenas para quem gosta de ir um pouco além de leituras simplistas. Um excerto:

 

"Por sua vez, os liberais de esquerda, não menos previsíveis, agarraram-se ao seu mantra sobre programas sociais e iniciativas de integração, as quais, negligenciadas, teriam privado a segunda e terceira gerações dos imigrantes de suas possibilidades econômicas e sociais: explosões de violência seriam o único meio que ainda têm para articular a insatisfação. Em vez de nos permitir embarcar indulgentemente em fantasias de vingança, devemos nos esforçar para entender as causas profundas dos atos de violência. Saberíamos nós o que significa ser jovem em área pobre racialmente “complexa”, ser considerado suspeito a priori nas batidas policiais, sempre agredido por policiais, não só desempregado, mas muitas vezes, inimpregável, sem esperanças de futuro? A implicação é que as próprias condições em que essas pessoas encontram-se tornariam inevitável que tomassem as ruas. 
O problema dessa narrativa é que só lista as condições objetivas dos tumultos. “Agitar”, “tumultuar” seria fazer uma declaração subjetiva, declarar implicitamente como alguém se relaciona com as próprias condições objetivas de vida.
Vivemos tempos cínicos. Não é difícil imaginar um agitador que, apanhado quando saqueava e incendiava uma loja e interrogado sobre suas razões, responda usando a linguagem dos sociólogos e assistentes sociais: que fale de menor mobilidade social, insegurança crescente, desintegração da autoridade paterna, carência de atenção materna na infância. Ele sabe, portanto o que faz, mas mesmo assim faz.
É perda de tempo ponderar qual dessas duas reações, a conservadora ou a liberal, é a pior: como Stálin diria, as duas são piores, e isso inclui o alerta que os dois lados dão, de que o real perigo dessas explosões está na previsível reação racista da “maioria silenciosa”." 
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por Sérgio Lavos
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Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011
por Miguel Cardina

 

Há vinte e sete anos atrás, o VIH era um carimbo certo para a morte. Um estranho atestado, vindo não se sabe bem de onde, que parecia capaz de interromper o presente imediato. Entretanto muita coisa mudou e essa mudança - em termos científicos mas sobretudo em termos da percepção pública da doença - teve como actores fundamentais algumas das suas vítimas primeiras. Em Portugal, José Manuel Osório, falecido na semana passada, foi disso um exemplo. Pela forma como lidou com o estigma e pelo modo corajoso como foi apertando o gargalo ao destino. Só por isso vale a pena ler este texto luminoso do seu filho Luís:

 

Deu a volta às gavetas. Queimou as fotografias que tinha, as suas memórias, os sinais do que julgava ser o seu falhanço. Ficou assim algumas semanas e, num dia igual aos outros, sem que conseguisse explicar porquê, saiu do quarto e jurou aos mais próximos que decidira vencer a doença. Foi aí que renasceu. Foi nesse preciso momento que começou a viagem que o faria chegar, contra todas as expectativas, a um sítio onde apenas estão os que partem de consciência tranquila.

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por Miguel Cardina
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por Sérgio Lavos

Há quem ainda tenha certezas, na questão líbia: a deposição de Khadafi é uma coisa má, pois permitirá o avanço do imperialismo americano. Não me merece qualquer tipo de comentário. Vou antes deixar aqui um link para este excelente artigo, que encontrei via Palmira F. Silva. Quem tiver certezas sobre o mal que brotará no mundo em consequência da revolução líbia, escusa de ler. É uma perda de tempo. Continuem a acreditar naquilo em que acreditam.


por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

 

O abjecto regime de Khadafi caiu. O ditador fugiu, revelando na derrota a cobardia que também costuma caracterizar este tipo de facínoras, e mostrando que a sua propalada loucura não chega a beliscar o instinto de sobrevivência. Boas notícias são também as promessas, por parte do porta-voz dos rebeldes, de que nenhuma base da Nato será construída em território líbio. Mais uma peça do dominó que cai. A revolução continua no bom caminho.


por Sérgio Lavos
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Domingo, 21 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

 

O pathos, obrigatória conclusão de qualquer grande tragédia, em Sacanas sem Lei, emerge numa cena cómica, e isso diz tudo acerca das intenções de Tarantino. Existe um esvaziar de tensão na cena da conversa entre Landa e os basterds americanos, e o cómico da situação (há muito que não me ria tanto num filme) vem não tanto da piada em si - a total falta de aptidão dos americanos para as línguas estrangeiras é um tema abundantemente glosado - mas do modo como Tarantino gere a tensão interna da obra: no momento em que o plano pode ser descoberto, e tudo tem de funcionar na perfeição, percebemos como não há a mínima hipótese de o grupo de sabotadores conseguir ter êxito.

 

Ora, é evidente que, ao longo de toda a obra de Tarantino, as imagens nascem das palavras; são os diálogos que sustentam a narrativa e a punchline certa é o maná que o realizador procura a cada momento. Como numa comédia, mesmo que exista uma forçada necessidade de gravidade, talvez porque a crítica não se tem cansado de repetir, desde Cães Danados, que o génio de Tarantino precisa de um filme sério para se tornar imortal (como se, por exemplo, Some Like it Hot não fosse um filme sério).

 

O que resta, então? Algumas sequências que emulam os clássicos, discretamente dissimuladas por entre camadas de auto-ironia e diálogos delirantes: a cena, em Jackie Brown, da execução por Samuel L. Jackson do traficante (Chris Tucker) é uma homenagem ao Orson Welles da abertura de Touch of Evil, e em Basterds há a tal porta aberta para o horizonte que sinaliza a aproximação a John Ford, um pastiche quase vergonhoso (como se fosse um spoof) ao mestre do western.

 

Entre esta pressão de gravidade que alguma crítica impõe e o assumir do cómico como género preferencial, o indesmentível génio de Tarantino vai-se emaranhando. Talvez ele nem se importe com isto - mas parece que ficou aborrecido por não ter recebido a segunda Palma de Ouro. O primeiro prémio em Cannes, recebido por Pulp Fiction, é sinal da alguma coisa: o maníaco descontrolo metaficcional e xunga é o território onde o cineasta se sente mais à vontade. Chega de querer fazer uma obra-prima. O mais provável é já ter conseguido o feito.

 

(continua)

 

- Publicado inicialmente no Auto-retrato -

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por Sérgio Lavos
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por Sérgio Lavos

Não sei qual é o problema. Se formos ver bem as coisas, o Sporting está apenas a pagar uma viagem de autocarro. Fraquinho. Há muito tempo que certas equipas chegam a pagar viagens de avião para destinos paradisíacos. Esta direcção leonina tem de se esforçar mais para chegar a algum lado. 


por Sérgio Lavos
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Sábado, 20 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

Esta foi a frase que Judas Iscariotes proferiu antes de aceitar as 30 moedas de prata* dos fariseus. 

 

*Não faço a mínima ideia onde fui buscar as 25 moedas de ouro, da Maia. Obrigado.


por Sérgio Lavos
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011
por Sérgio Lavos

Se algum defeito se pode encontrar nos filmes de Tarantino é o de padecerem de um défice de emoção. Desde Cães Danados que o realizador vem fabricando perfeitos exercícios formais, ensaios pós-modernos, bulímicos e auto-irónicos, festins virtuosos e exibicionistas para cinéfilos mais ou menos reticentes. A verdade é que, ao sucesso crítico mais ou menos unânime, Tarantino tem somado a aclamação do grande público. Todos os ingredientes que agradam ao gosto geral estão lá: a violência gráfica caricatural, as citações pop, a recuperação de actores que foram de alguma maneira ícones xunga recentes. À superfície, os filmes de Tarantino são bombons comerciais para serem degustados por toda a gente - e têm-no sido, com a surpreendente excepção de À Prova de Morte, que talvez não tenha tido o mesmo êxito por ter um sabor ainda mais exótico do que as restantes obras; mas as segundas e terceiras leituras que podem ser feitas dos filmes levam a que o resto do público (aquele que tem, ou julga ter, as armas certas para a descodificação de um cinema mais exigente) se renda. É claro que o snobismo destes cinéfilos desconfia da popularidade do realizador; mas a frieza cerebral, o modo como Tarantino gere as remissões para outras obras e a destreza técnica insuperável que demonstra em cada plano de cada filme (no fundo, ele é comprovadamente um génio), acaba por desarmar as eventuais perplexidades críticas deste grupo. E o pleno é quase conseguido. Mas... a verdade é que tanto fogo-de-artifício, tanta exuberância formal, acaba por esvaziar os filmes daquilo que, julgo, é a essência do cinema: a emoção. Como Brian de Palma e Sergio Leone. Por isso, Tarantino acaba por perder o combate com o outro grande realizador da actualidade, David Lynch. E porquê?

 

(continua)

 

- Texto publicado inicialmente no Auto-retrato
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por Sérgio Lavos

 

Na Grécia, como em Portugal, as políticas de austeridade continuam de vento em popa... a levar os dois países ao fundo. Perante a passividade de quem manda verdadeiramente na UE. Já aqui escrevi um dia: Angela Merkel e Nicholas Sarkozy irão acabar com a Europa. É o que acontece quando anões políticos decidem o destino de algo muito maior do que eles.


por Sérgio Lavos
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