Domingo, 30 de Maio de 2010
por Arrastão
Texto de Manuel Rodrigues
A informação e a liberdade aumenta a estupidez. Ou, pelo menos, o uso apropriado do adjectivo "estúpido". Considero isso muito positivo.
Exemplificando:
Defendo que as pessoas deviam ser livres de consumirem qualquer tipo de droga, em locais apropriados onde seriam devidamente informadas sobre os seus efeitos.
Assim, quem fosse viciado em droga não era rebelde, não era doente, não era vítima da sociedade: era, pura e simplesmente, estúpido.
Defendo que na escola, desde cedo, falassem em termos claros e concretos, como se fazem bebés, descrevessem os diversos contraceptivos, incluindo a pílula do dia seguinte, as suas limitações e falhas. O aborto seria livre, mas quem o praticasse, na maioria das vezes, não seria outra coisa senão estúpido.
Estou farto de vítimas. Quero mais estúpidos e menos vítimas! Viva a estupidez! Mais informação e liberdade!
cafc
Meu caro Manuel Rodrigues
Tema muito interessante. Deito mais uma "acha para a fogueira":
"Nenhuma ideia brilhante consegue entrar em circulação, se não agregando a si qualquer elemento de estupidez." (Fernando Pessoa)
Um abraço.
Carlos
[...] This post was mentioned on Twitter by Arrastão and Ricardo Vitorino, Rede TubarãoEsquilo. Rede TubarãoEsquilo said: Arrastão dos comentadores: Por um mundo com mais estúpidos: Texto de Manuel Rodrigues A informação e a liberdade a... http://bit.ly/alsw4Z [...]
Bolchevike
Aliás a estupidez é que nos governa.
Como disse Lenine, serão precisos dez sábios para corrigir as «merdas» dum estúpido.
Só que Portugal tem um inginheiro estúpido mas não tem nenhum sábio, e aqueles que dizem ser foram os primeiros a pôr Portugal no fundo e agora vivem como abutres dos cadábveres dos trabalhadores e contribuintes explorados.
Rui F
Realmente nunca tinha pensado nisso
Em liberdade e democracia a Estupidez tem outro sentido
:-)
JDC
A pergunta seguinte a fazer é: e quem é responsável pela estupidez dos outros? Todos nós?
Quando tiver um familiar muito próximo, mesmo muito próximo, viciado em drogas volte a escrever sobre o assunto.
É sempre bom sabermos sobre o que escrevemos.
joão viegas
"A informação e a liberdade aumenta a estupidez. Ou, pelo menos, o uso apropriado do adjectivo “estúpido”."
Bom, uma coisa parece certa, o uso apropriado da gramatica é que não aumentam com certeza.
Quanto ao resto, não digo que não.
Lisboeta
"Estou farto de vítimas. Quero mais estúpidos e menos vítimas!"
Por isso, a estupidez também se aplica - e de que maneira - àqueles que votam PS ou PSD e depois passam a vida a queixar-se...
joão viegas
Este comentario é foleiro.
O post até esta certo e diz uma coisa importante e raramente lembrada, sobretudo em Portugal : não nos devemos acanhar com medo, como tantas vezes fazemos à boa maneira provinciana.
E' ir em frente, fazer e correr riscos, mesmo o risco de errar, que não é senão o risco de aprender.
Censurem-me, ou então coloquem este comentario arrependido.
Como diz (bem) o autor do post, é bom ser estupido de vez em quando. Melhor ainda realiza-lo.
da Maia
Meu caro, mas aí é que começam os limites, n'est pas?
Se a "estupidez" não for minimamente combatida, numa democracia, arrisca-mo-nos a ser regidos por vagas de estupidez cada vez maiores...
Isso pode ser muito conveniente, e daí termos televisões que tudo fazem para manter a sociedade sob alucinação e estupidez constante... Francamente já não sei quem está mais alucinado!
Assim, com uma boa dose de elogio à estupidez, é mais fácil condicionar escolhas políticas, escolhas de produtos comerciais, etc....
A estupidez faz bem quando é consciente, o problema é que muita da estupidez tornou-se parte social inconsciente que já nem damos conta, por ser normalizada na educação.
O que era importante é que as pessoas se preocupassem mais consigo, e menos com o que os outros pensam de si. Que agissem mais em função das suas convicções, e não tanto pelas convicções que vêem nos outros, naquele grupo a que querem pertencer.
Por isso, de acordo com o direito à estupidez pontual, mas não à sistemática, especialmente porque isso pode normalizar a sociedade à estupidez... pouco falta, aliás! (As televisões bem tentam... o povo é que ainda vai resistindo!)
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