Segunda-feira, 31 de Outubro de 2011
por Daniel Oliveira

 

Andamos todos a falar das reformas vitalícias dos políticos. Assunto interessante e simbolicamente revelador da ausência de ética de uma parte (e não de toda) da nossa classe política. Mas, se me é permitido, acho que se falha no ponto. E que esta indignação compreensível pode acabar por servir como cortina de fumo para esconder o que realmente nos devia escandalizar. Não é no que os políticos recebem em reformas - medido em poucos milhares de euros - que encontramos o assalto feito ao Estado e aos seus recursos. É nas políticas que estes políticos impõem ao país. No preço que pagamos por elas. E na recompensa que os decisores recebem por desprezar de forma tão grosseira o interesse público.

 

Aconselho, por isso, a leitura de "Como os políticos enriquecem em Portugal", do jornalista António Sérgio Azenha e prefaciado por Henrique Neto. Pego aqui apenas nos números recolhidos junto do Tribunal Constitucional e reproduzidos neste trabalho de investigação. Deixo para um outro texto a análise mais pormenorizada do envolvimento destes ex-governantes em decisões concretas que podem explicar o interesse do sector privado por eles. Pego em apenas seis exemplos dos 15 analisados.

 

Joaquim Pina Moura ganhava, em 1994, 23 mil euros por ano. Entrou no governo e os seus rendimentos mais do que duplicaram. Natural, as suas responsabilidades também. Mas foi depois de sair da política que mudou de vida. Em 2003, um ano depois de sair do governo, ainda só recebia 172 mil euros por ano. Mas, em 2006, já como presidente da Iberdrola (depois de ter a pasta da economia, onde tomou decisões fundamentais para as empresas de energia), os seus rendimentos anuais eram de 700 mil euros por ano. Em doze anos aumentaram 2956%.

 

Jorge Coelho recebia 41 mil euros por ano, em 1994. Quando ocupou cargos executivos, passou a receber menos do dobro. Saiu em 2001 do governo. No início, a coisa não se sentiu muito. Só mais cinquenta mil euros por ano. Mas, passados uns anos, em 2009, já recebia 710 mil euros por ano, à frente da Mota-Engil. Isto, depois de ter sido ministro do Equipamento Social. O ministério que tratava dos negócios com as construtoras. Em 14 anos, o seu rendimento aumentou 1604%.

 

Armando Vara recebia 59 mil euros por ano em 1994. No governo, aumentou um pouco. Chegou aos cem mil euros em 2000. Saiu do governo e, inicialmente, ficou a perder. Mas só no primeiro ano. Subiu um pouco até 2004. Em 2007, já recebia 240 mil. Em 2009, 520 mil. E em 2010, como administrador do BCP - depois de estar, por nomeação política, na administração do banco do Estado -, 822 mil euros. Em 16 anos, os seus rendimentos aumentaram 1282%.

 

Não se sabe quanto recebia Dias Loureiro antes de ocupar cargos governativos. Não era, na altuea, obrigatória essa declaração. Mas sabe-se que estava muito longe de ser um homem abastado. Como ministro recebia, em 1994, 65 mil euros. Em 2001 já recebia 861 mil euros. Os seus rendimentos caíram depois. Já o que custou ao País, como se sabe, mede-se em muitos zeros à direita. Em sete anos, os seus rendimentos aumentaram 1225%.

 

Fernando Gomes recebia, como presidente da Câmara do Porto, 47 mil euros, em 1998. Como ministro, 78 mil euros. Foi em 2009, na GALP, que se deu uma súbita ascensão social: 515 mil euros anuais. E, no ano seguinte, 437 mil. Em 12 anos, o seu rendimento aumentou 975%.

 

António Vitorino recebia, antes de entrar no governo, 36 mil euros. Como ministro, 71 mil. Depois de sair do governo, 371 mil. Rendimentos que, com altos e baixos, foi mantendo: em 2005, recebia 383 mil euros. Em 11 anos, os seus rendimentos aumentaram 962%. Um caso de súbita competência na advocacia.

 

Aumentos desta amplitude só poderiam ser explicados por extraordinários casos de sorte ou por, como políticos, estes senhores terem revelado invulgares capacidades de gestão. Quando se repete um padrão torna-se difícil falar de sorte. Quanto à competência, cada um fará a avaliação que entender da maioria dos ministros que tivemos. Incluindo os casos referidos. E note-se que na maioria dos casos o currículo anterior à entrada num governo não chegaria sequer para ocupar um lugar de quadro intermédio nas empresas que acabam por dirigir.

 

A verdade é esta: em cargos governativos os ministros criam redes de contactos. Muitas delas alimentadas pelas decisões que tomaram e que lhes garantiram a simpatia de futuros empregadores. Fosse o contrário e dificilmente franqueariam as portas dos maiores grupos económicos.

 

Nunca devemos esquecer o caso de Joaquim Ferreira do Amaral que, depois de negociar a ruinosa parceria para a construção e exploração da ponte Vasco da Gama, foi dirigir a empresa concessionária, a Lusoponte. Em 15 anos, aumentou os seus rendimentos anuais em 328%. Ainda assim um número humilde, quando comparado com alguns dos seus colegas. Há casos como os de Armando Vara ou Fernando Gomes, em que é o seu partido a colocá-los diretamente nas empresas, sejam elas privadas, públicas ou com participação do Estado. Há outros em que se dedicam ao puro tráfico de influências. E outros em que recebem a recompensa do dinheiro que fizeram o Estado perder em favor de interesses privados.

 

Os nossos políticos não são nem mais nem menos honestos do que os de outros países. Como sempre, é a ocasião que faz o "ladrão". O problema é estrutural. E ele tem a ver com uma cultura de promiscuidade entre as empresas privadas e o Estado. Que tem dois sentidos. Um Estado permeável a todas as pressões - veja-se o tratamento de exceção fiscal que continua a ser dado à banca - e um sector empresarial pendurado no Estado. Se lermos os contratos das Parcerias Público-Privadas - recomendo mais uma vez a leitura de "Como o Estado gasta o nosso dinheiro", do juíz do Tribunal de Contas Carlos Moreno - e se analisarmos os processos de privatizações (sobretudo a de empresas que detêm monopólios naturais), percebemos como a nossa elite económica mantém a sua tradicional cultura rentista. Nunca quiseram menos Estado. E não é agora que o vão querer. Querem é o Estado fraco, permeável a pressões e anorético para os cidadãos.

 

Em tempo de vacas magras isto vai piorar. Se há menos para distribuir ficarão eles com tudo. Razão pela qual, mais do que estar atento às moralmente escandalosas - mas insignificantes para os valores de que falei neste texto - reformas dos políticos, devemos estar atentos às decisões que eles tomam. E não nos deixarmos perder com o acessório. O dinheiro que perdemos agora não será pago a quem nos rouba em reformas ou mordomias do Estado. Será pago com salários milionários em grupos empresariais privados para quem vende a nossa democracia em troca de carreiras interessantes. Os nomes destas pessoas interessam. Mas interessa mais saber o que torna isto possível.



por Daniel Oliveira
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54 comentários:
O que torna isto possível é o estado ter dinheiro. Mas vá lá uma pessoa dizer que o estado não deve ter intervenção na economia, vêm logo os defensores do status quo dizer que não, que somos todos de esquerda e socialistas e ....

Essa gente toda, Daniel, é culpa sua!

deixado a 31/10/11 às 11:21
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Augusto
Iberdrola, Lusoponte, Mota Engil, SÂO EMPRESAS PRIVADAS,o que é que o ESTADO tem a ver com elas?


Se o Estado controlasse mais a economia,  veja-se o caso escandaloso do sistema bancário, possivelmente o país,  não estava no estado em que está. 


O probema não é menos Estado, é MELHOR ESTADO.e ao serviço de TODOS os cidadadãos.


Tudo o que o estado faz é com recurso a privados porque o estado não é ninguém. Sejam estes privados individuais, como é o caso dos ministros, sejam estes privados colectivos, como é o caso dos privados que indica. Havendo a possibilidade de o estado fazer mexer esses recursos, obviamente que os privados procuram colar-se ao sítio onde está o dinheiro. Não havendo essa possibilidade os privados, quer sejam eles funcionários, quer sejam eles prestadores têm que ir fazer pela vida para outro lado.

Ora, quem defende a decisão do estado sobre os recursos económicos é a mãe destes casos todos. Porque é que esta gente é toda gente que defende a intervenção do estado na economia? Porque é que se intitulam todos "sociais-democratas"? E todo o "social-democrata" que procura a intervenção do estado na economia está, tipicamente, a fazer-se ao meu dinheiro.

deixado a 31/10/11 às 12:25
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Caro,
 e com quanto você contribui em impostos para esse estado? 1500 euros mês? 2000? 3000? - Diga lá com quanto?






Todos os meses com o dobro daquilo que levo para casa. Antes dos meus filhos poderem comer do meu trabalho, já o Louçã foi lá tirar parar encher o depósito do carro. Acha que chega??? Ou ainda devia pagar mais??


Meu caro, o meu comentário era para o Augusto que quer melhor estado... porque se está a meter?


Porque não tinha percebido. Sorry!

deixado a 31/10/11 às 17:43
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Wyrm
Adoro este raciocínio.
Explica lá ò Toni, como é que menos estado tinha ajudado a prevenir os casos que o DO enumerou?
Temos um contexto em que os privados corrompem os politicos para ultrapassar regulações e normas que protegem o público de abusos. Qual a solução neotonta? Acabar com as regulações, acabar com o Estado...

Desconfio ò Toni que no dia em que os teus sonhos se tornarem realidade teremos também umas leis que permitirão a forças de segurança privada o porte de arma e a utilização de força letal na defesa dos seus clientes...


Tu deves adorar qualquer tipo de raciocínio... Já alguém te tentou corromper para ganhar alguma coisa? Não? Porque se calhar - só se calhar - não tens nada a dar a ganhar a ninguém. É assim tão complicado?


Wyrm
Toni, porque teces considerações acerca da minha vida pessoal, do que faço e do que sou? É esse o limite da tua capacidade argumentativa?

É por isto que mais vale mandar-te logo para um certo sítio ao invés de tentar dialogar.


Já alguém te tentou corromper???? Consegues ver nesta pergunta a resposta ao teu argumento?


Wyrm
O problema Toni, é que a tua solução não é melhorar a qualidade dos cães mas abrir a porta da capoeira às raposas. Porque quando as empresas puderem fazer o que lhes dá na telha e a competição entre elas se resumir a quem consegue embolsar mais juízes é que vai ser uma maravilha.

deixado a 2/11/11 às 03:25
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Nightwish
Pois...
Quem quisesse usar estradas, que as construisse. Quem quisesse polícia, que pagasse diretamente por ela quando precisasse. Quando precisasse de se defender no tribunal, pois que contraia um empréstimo para pagar tribunal e advogado. Quem quisesse educação e ganhe o ordenado mínimo, que eduque os putos na fábrica, que o que é preciso é produtividade. Universidades, para quê, o privado inventa tudo e é um desperdício de dinheiro.
Etc e etc.


Eles conseguiram estar a ganhar isso tudo por causa das universidades???? Bolas, não se pode confiar em ninguém...

deixado a 31/10/11 às 16:32
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Lisboeta
"O que torna isto possível é o estado ter dinheiro."
 
Olha que tu tens essa cara, mas não és parvo nenhum...!

deixado a 31/10/11 às 23:48
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Alexandre Carvalho da Silveira

"Andamos todos a falar das reformas vitalicias dos politicos", parece-me exagerado. Anda o Daniel Oliveira e mais uns poucochinhos.
Meu caro DO, com o mundo que nós conhecemos até agora a colapsar, se não tem mais nada sobre que escrever nas suas cronicas, a não ser acusar os banqueiros e os politicos, desculpe lá a franqueza mas não merece o dinheiro que o Expresso lhe paga.
Analise lá bem o que se está a passar na Europa, e veja lá se o assunto politicos/banqueiros interessam para alguma coisa. Passar os dias a escrever que os politicos ganham demais e alguns são corruptos, e que os banqueiros querem é ganhar dinheiro, é chover no molhado, toda a gente sabe disso.
Embora não concordando com a maior parte das coisas que escreve, já li muitas coisas boas nas suas cronicas. Mas de há uns tempos para cá, o Daniel anda mesmo sem assunto.

deixado a 31/10/11 às 11:51
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LAM
Desculpe se não percebi o seu comentário: há alguma coisa de errado nos exemplos citados no post e nos esquemas que lhe dão corpo, ou quer dizer que está careca de saber isso ou, outra hipótese, acha que isto está muito bem assim?


Alexandre Carvalho da Silveira
Parece que o caro não percebeu mesmo o meu comentario, mas quanto a isso não posso fazer nada.


Von
A situação a que hoje se chama crise, como começou? Quem a provocou? A riqueza que existia aquando do início da crise, para onde se movimentou? Por quem? Porquê? Acha que foram os meros cidadãos que motivaram, provocaram e alimentaram a situação a que hoje se chama crise? Qual a resposta a estas perguntas e quais os seus alvos?


Dazulpintado
A riqueza , para existir, tem que ser criada todos os dias.


Von
Estrategicamente, ou por não saber qualquer das respostas, a verdade é que não respondeu a nenhuma. Portanto, a riqueza, por magia, desaparece e obriga à criação de mais. Toda a valoração que existia, todo o critério e avaliação desfizeram-se em neblina. Continentes inteiros, deixaram de gerar riqueza. De repente, todos deixaram de trabalhar. O azul da sua pele, não o deixa ver bem...

deixado a 1/11/11 às 11:37
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Wyrm
sim, porque o DO não tem nada que falar no facto de estarmos a ser saqueados por esta canalha...

nem se devia falar do facto da tal austeridade ser perfeitamente assimétrica...

nem se deve falar no facto de estarmos a ser todos levados ao nivel de miséria necessário para competir com a china...

mas pode resultar, pode ser que voltem as semanas de 70 horas e que a Apple e a Siemens instalem umas fabricas em portugal...

vai ser uma maravilha, o tremoço vai voltar a ser marisco!


Alexandre Carvalho da Silveira
So what? Para gente como voce, parece que "bacalhau basta". É a chamar ladrões e corruptos aos politicos e aos banqueiros que vamos lá. Que pobreza de espirito!


MetroidSamus

Concordo. Devemos todos dizer-lhes que são pessoas de bem. Noblesse oblige, evidemment!

deixado a 31/10/11 às 15:46
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Wyrm
Tem razão.

Nós vamos lá é com mais BPN, Dias Loureiro, com o Ricardo Salgado a entrar pelas reuniões de ministros a dentro. Assim é que vamos lá.

Vamos lá é a comer, calar e com os olhos no chão, enquanto o Angelo Correia defende os direitos adquiridos para ele próprio gozando assim com a nossa cara.

deixado a 1/11/11 às 09:47
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Toni Bolor

Não é a chamar de corruptos e ladrões aos políticos e banqueiros que vamos lá!
É leva-los à justiça e se houver justiça (coisa que não existiu até agora), serão condenados por criminalidade mais que evidente!

deixado a 1/11/11 às 11:19
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Maria rita
Concordo com o Carvalho Silveira e  acrescento : se ninguem tivesse acesso ao salario de Fernando Gomes e Armando Vara,que acho tão justos como os dos seus colegas de empresa, e só conhecessemos os salarios da gente do eixo do mal? o que diria um  trabalhador rural que trabalha de sol a sol? e um mineiro que nem o sol vê? ficavam espantados e indignados com tanta injustiça.Pagar essa massa a um grupo de gajos que podiam estar a fazer o mesmo,como fazem muitos até no café sem receber um chavo,mas pelo prazer que lhes dá o confronto de ideias.Voçês não estão a ganhar muito mais,porque o que fazem,outros tambem o sabem fazer,pois caso contrario  já tinham sido requisitados para outras Tvs a ganhar tanto ou mais do que aqueles jonalistas que criticaram por terem mudado de canal para ganhar mais dinheiro.No Privado manda o patrão e voçê sabe muito bem disso.Não misture gente muito bem remunerada, com vigaristas e ladroes. Eu no lugar de certos nomes que citou,punha-o a sentar o rabinho no moxo,( Tribunal) para ter mais tento nessa lingua viperina. Na luta politica não vale tudo.Vire-se para o seu partido e não pare de lhe pedir contas pelo o caminho que ajudaram os portugueses a ter que trilhar.

deixado a 31/10/11 às 13:11
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MetroidSamus

Daniel Oliveira: faço minhas as palavras da sra. dona Maria rita. Não vale tudo. Isso de mostrar a promiscuidade entre política e negócios é de uma vileza sem nome. Esteja mas é caladinho e não incomode as pessoas de bem como a sô dona rita.

deixado a 31/10/11 às 15:50
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sulto
Ora aí temos: o reaccionarismo mais destilado, mais essencial. A corja de topo do seu idioticamente denominado partido socialista, é um bando de corruptos, minha senhora. O Armando Vara, o Jorge Coelho, o Pina Moura. Corruptos! Usaram dos seus cargos públicos para servir os seus interesses privados. Leis de incompatibilidades? Chumbaram-nas todas. Claro que sim. Como haviam de ir ganhar estas fortunas se não o fizessem? A senhora representa aquela falange da classe média que admira estes filhos da puta, e reage como um cão amestrado quando os chamam pelo nome. Um asco. Vá rezar um tercinho pelo guterres e outro pelo socrates. Pode ser que voltem. (safa)

deixado a 31/10/11 às 22:32
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Toni Bolor
"A America tornou-se numa oligarquia?" - Spiegel versão inglesa

http://www.spiegel.de/international/spiegel/0,1518,793896,00.html

Até tem um gráfico para quem gosta de bonecos.



Esta nova era da ditadura monetarista dos oligarcas da finança é um show!!
Felizmente cada vez mais gente, em cada vez mais países da esquerda, da direita estão a acordar para esta subtil e perversa ditadura que nos querem impor!

deixado a 31/10/11 às 13:32
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Augusto
O banco do PSD o BPN, onde houve o maior desfalque , da historia da banca em Portugal,bem maior que a de Alves do Reis, não tem merecido a necessária analise dos comentadores e jornalistas.


E era fácil saber a quem o banco emprestou dinheiro,  e em que condições.


Depois do escândado Américo Amorim, sabe-se agora,  que Duarte Lima e o filho também foram ao pote.


Porque não é feita uma investigação a sério , para saber quantas figuras, daquelas que diariamente nos pedem sacrificios, tambem foram ao pote ?


Afinal os cortes na saúde, no ensino, nos subsídios de Natal e de Férias, os aumentos brutais nos transportes públicos , na electricidade, e no IVA, são também para pagar o buraco do BPN.

deixado a 31/10/11 às 13:37
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Quer explanar o seu conhecimento sobre o BPN?


dias loureiro
tonibler, se não conhece nada do caso BPN é um problema seu e não posso ajudá-lo: é que não me lembro de nada. 
mas olhe, tem bom remédio: informe-se!

deixado a 31/10/11 às 17:26
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Muito bem visto. Mais um texto 'na mouche', como nos tem habituado. Seriam necessárias mais vozes críticas como a sua, com argumentação sólida e oportuna.

deixado a 31/10/11 às 13:56
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web sniper
"Razão pela qual, mais do que estar atento às moralmente escandalosas - mas insignificantes para os valores de que falei neste texto - reformas dos políticos, devemos estar atentos às decisões que eles tomam. E não nos deixarmos perder com o assessório...", do post.

Assessório de assessoria, ou acessório de secundário (não essencial)?

Vamos, então, a 3 questões que reporto de prementes esclarecer a opinião pública, enquanto dobram os sinos da indignação:

1). Será necessário instituir, para os políticos, um período de nojo para os tempos pós exercício de cargos públicos de decisão, nomeadamente, em empresas (públicas ou privadas) que estejam, directa ou indirectamente, relacionadas com o anterior exercício?
2.) Independentemente do súbito aumento dos rendimentos pessoais (os exemplos explicitados no texto são relevantes) interessava saber qual a percentagem de políticos que uma vez finda a sua comissão de serviço pública regressam às antigas profissões?
3.) Finalmente, se existir um período de nojo é justo que um político (quando retoma a sua anterior profissão) tenha um período de reintegração (variável segundo os casos e os sectores profissionais) com compensões pecuniárias (adequadas)?

deixado a 31/10/11 às 14:14
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Ana
Caro WeB Sniper
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Caro WeB Sniper
<P class=incorrect name="incorrect" <a>Comcordo</A> com o periodo de nojo, mas a questão que todos estes politicos deixam transparecer é a seguinte: já que não há almoços grátis também não há ordenados oferecidos, o que estes politicos fizeram para estas empresas se sentirem na obrigação de os compensar? Como o interesse privado não tende a coincidir com o público, pode-se concluir que o Estado foi lesado muitas vezes, era essa responsabilidade que deveria ser questionada e com ordenados tão bons nada como oferecere-los ao Estado a titulo de indemnização pelos danos provocados. </P>
<br /> 


web sniper
Ana:

De acordo, também!

Todavia, o quadro que refere prefigura uma situação de corrupção sistémica. Da pior. Daquela que passa pela captura do Estado.
E sobre esse assunto (corrupção) o enquadramento legislativo (e o sistema judicial) é pouco eficiente ou, se quiser, tímido. É só elencar o número de presos por corrupção nos últimos anos e compará-los com as estatísticas europeias...

deixado a 31/10/11 às 16:57
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Mas esta gente é toda cega?

deixado a 31/10/11 às 14:29
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ana
o problema não é o que eles ganham depois. é o que nos fizeram perder durante.

deixado a 31/10/11 às 15:14
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Muito bem Daniel. Aí é que está o verdadeiro busílis da questão. O facto do Jorge Coelho agora prescindir da sua subvenção vitalícia não me emociona. É um bom sinal, é verdade, mas vale o que vale para quem ganha o que ele ganha.
Obviamente que somos um país pequeno onde todos conhecem todos, tipo taberna da esquina. E ninguém imagina que esta gente vá ser presa por isto. Agora, quem beneficiou devia ser penalizado no mundo perfeito. Como o mundo não é perfeito podemos sempre imaginar o que teríamos feito com as verbas que esta gente ando a receber dos cofres dos estado em duplicado (recebiam de... e resultante de...), por anos a fio, e sem prestar contas...
Para Dias Loureiro e Duarte Lima serviu por exemplo para contribuir decisivamente para a bancarrota do país e para, ao que consta, assassinar pessoas por dinheiro...Isto está cada vez melhor...
Saúde

deixado a 31/10/11 às 15:28
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