Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

Este texto do Luís M. Jorge. Com uma especial dedicatória (minha) a alguns comentadores aqui do Arrastão. Não preciso de dizer quem são.

Para alguma coisa há-de servir lermos Júlio Dinis: sempre nos dá um retrato do Portugal caciqueiro, sabujo e vil que antes de gritar merda repara no lado de que a merda vem.

 

Assistir ao comportamento da opinião pública nestes dez ou vinte anos em que foi passando das mercearias para os blogs e dos terços a Salazar para as invectivas em economês é um exercício doloroso e acabrunhante.

 

Os que fustigaram Cavaco por ser um parolo novo-rico, autoritário e rodeado de corruptos foram os mesmos que perdoaram a Sócrates a saloiice de fatinho laroca, o despotismo e a máfia que agora ocupa os conselhos de administração dos empreiteiros.

 

Não se espere mais consciência cívica dos apoiantes deste Governo. Às suspeitas sobre ministros respondem com um assobio para o ar, ao saque dos lugares públicos com um sorriso amarelo, às incursões ansiosas nos media com um encolher de ombros, às privatizações que se preparam sabe deus como dedicam silêncios fecundos, ao abuso das polícias uns considerandos filosóficos.

 

A única ética que sensibiliza a opinião pública lusitana é a que se pratica no comentário aos jogos da Liga: os nossos filhos da puta são melhores que os filhos da puta dos outros. Eis o seu credo e o fundamento da sua razão prática.

 

Que uma democracia sobreviva e frutifique entre gente assim é um milagre. Mas os milagres não existem, não se merecem nem, como veremos, costumam ser eternos.


por Sérgio Lavos
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29 comentários:
Pois, não se pode esperar mais consciência cívica dos apoiantes deste governo. Os quase 60% de eleitores que votaram nele? Pois, como é que a verdadeira democracia pode frutificar entre gente dessa? Pois, não pode, este senhor tem toda a razão.  A verdadeira democracia vive quando gente como nós não tiver que estar sujeita a essa coisa besuntosa dos votos para fazer aquilo que toda a gente sabe que deve ser feito. Muito bom texto Sérgio, espero que esses comentadores aprendam!

deixado a 9/12/11 às 14:47
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OSemSentido
Gostava de saber quantos já se arrependeram...


Pergunta ao sr. Jorge, ele parece saber...ou não quer saber...ou só sabe do Júlio Dinis...

deixado a 9/12/11 às 16:56
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O problema nem é esse, o problema é que: Se Passos Coelho tem escarrapachado no programa eleitoral o roubo dos 2 subsidios de Natal e de ferias se tinha ganho e o aumento das taxas moderadoras para me ficar por aqui, se tinha ganho


E o BE? Se os dissidentes tivessem saído antes das eleições quantos é que tinham votado? E será que as pessoas que votaram no PS gostam do Seguro? E os militantes do PCP, não proíbe a constituição associações de índole fascista? Será que as pessoas do CDS votavam no Portas se se por ventura se descobrir que o homem é mesmo roto?

Vamos acabar com esta coisa da democracia que porque tem muitas incertezas e façam de mim ditador e pai do povo, que é mais certinho...


Tony,

Não barelhes. Se Passos Coelhos tem apreguado em campanha que ia roubar os dois subsidios tinha ganho as elições???
Se Passo Coelho tem visado que ia aumentar as taxas moderadoras que toca aos mais pobre dos pobres tinha ganho as elições???
Se passos Coelho tem apreguado em camapnha que ia aumentar o horario de trabalho mais meia hora por dia ganharia as eleições???
Se Passos Coelho tem dito que ia aumentar o IVA na restauração para 23% tinha ganho as eleições???

Atina Tony


Mesma coisa. Por isso os primeiros-ministros são eleitos pelos representantes do povo que vão acompanhando e fiscalizando a actuação do governo. Parece-me que o teu representante apoiou ou não apoiou isso tudo tal como o meu. Foi aprovado? Então, tem ou não legitimidade democrática, se os representantes do povo a aprovaram?

Atina, Bolota, é a democracia! Embora, como te disse, há sempre aquela hipótese de eu ser ditador e tal...

deixado a 10/12/11 às 12:09
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Nuno
Pessoalmente, prefiro o Eça...


Quanto ao post, na mouche...

deixado a 9/12/11 às 14:50
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Ana
Gostei do texto e se juntarmos às historias do Portugal rural de Julio Dinis as historias (soberbamente escritas) de Eça, temos um quadro sociologico do País. Os anos que distam dos dias de hoje para os anos descritos nos livros não trouxeram grandes evoluções da nossa mentalidade de cidadania e de consciência democrata.
Um País que a nível de vida familiar e individual pouco se poderá comparar com o século XIX, mantém um comportamento coletivo, social e como individuo nas relações laborais de uma ausência de consciência civica que assusta.
A democracia não corre perigo se depender dos agentes externos, se depender de nós o perigo está bem presente.

deixado a 9/12/11 às 14:52
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Sérgio, obrigado pelo link. Infelizmente o texto continha dois erros que lhe peço para corrigir também aqui: no primeiro parágrafo repito a palavra "sempre" — por favor retire a segunda, que aparece a seguir a "repara" e antes de "no lado". 


No terceiro parágrafo, substitua "saloíce" por "saloiice". Desculpe o incómodo. 

deixado a 9/12/11 às 15:47
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Não tem nada que pedir desculpa. Correcções feitas. Obrigado eu, por ser das poucas vozes coerentes na crítica. As práticas que são erradas e/ou criminosas devem ser denunciadas, independentemente da cor política de quem a elas se dedica.


luis m. jorge
hehe, então envio-lhe uns presuntinhos da Guarda pelo Natal, amigo Sérgio. Temos de ser uns para os outros. E se quiser também um robalinho é só ligar à Mizette. 


O robalo degrada-se muito facilmente, prefiro comprá-lo fresco na praça. Quanto aos presuntos, por quem é, é para isso que aqui estou. Quer a morada:)?


Degrada-se tanto quanto a ética, quando não se muda a água ao peixe.


Abraço livre.

deixado a 9/12/11 às 18:52
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Alexandre Cruz
http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2011/dec/08/europe-working-hours?fb=native (http://www.guardian.co.uk/news/datablog/2011/dec/08/europe-working-hours?fb=native)


como a grécia e portugal, malandros, trabalham mais que os desgraçados alemães.

deixado a 9/12/11 às 16:26
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anónimo
Nada disso algo está errado,porque a Clara Ferreira Alves elucidou-nos sobre a preguiça crónica do português.
Aliás, não haja dúvidas que ela trabalha que se farta.

Todos os anos temos o prazer de ler um livro escrito pela Clara.

Com toda a certeza,ela deve trabalhar doze horas por dia e como tal dá o exemplo e sente-se mal.

Mas enfim,ao menos é uma mulher de esquerda,mas daquela esquerda que constitui todo o PS(partido dos sonsos)
que vejam lá, privatizou muito mais do que o PSD.

Logo,o PSD deve ser de extrema esquerda já que privatizou menos do que o PS.

Nada disso,a culpa disto tudo é daquela esquerda irresponsável que devia ter apoiado códigos de trabalho liberais e capitulado em tudo,porque a social democracia original equilibrada que nunca foi seguida pelo PS é a esquerda antiga.

O Arnaut Montebourg também não é social democrata pois não?
Social democrata,era o Sócrates de quem devíamos ter saudades,mas este, ao menos foi sincero por uma vez e afirmou-se como liberal democrata que é o que ele sempre foi.
Qqr pessoa séria intelectualmente sabe que o PS é e sempre foi a ala esquerda do centro direita e por isso torna-se impossível um entendimento com os partidos de esquerda em Portugal.
Pelo menos,já há gente como Alfredo Barroso e muitos mais que  não caem na tentação do discurso sonso e mentiroso do PS.
Coitadinhos do PS que  de PEC em PEC estavam a proteger os trabalhadores com medidas liberais, o PSD é que veio estragar tudo, por fazer exactamente o mesmo,porque se fossem eles(o PS) aquilo chamava-se de esquerda moderna...mas só em Portugal.

deixado a 9/12/11 às 17:08
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Pedro Jorge
A produtividade e o trabalho são coisas distintas, no entanto alguns insistem em relacionarem estes termos de forma falaciosa para justificar determinadas posições.


Mostro um exemplo simples, muito comum em empresas que funcionam com máquinas de automação (por sinal as mais produtivas).


Se um operário, responsável por determinada máquina, trabalhar muito, isso quererá dizer que a máquina esteve muito tempo parada, logo não consegui produzir o previsto.


Pode parecer estranho para alguns, mas nestes casos, se o funcionário não teve nada para fazer, é sinal que o trabalho correu bem pois a máquina não teve nenhum problema.

deixado a 9/12/11 às 18:17
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José Silva

Como diz, Joaquim Guilherme Gomes Coelho, no seu:-” Penso em Ti”, eu penso no meu Pai que andou a estudar em Coimbra e no Porto, acabando por ser um agricultor. Pus-me a fazer a associação da Família Arriaga, com a Família Luz Cunha e com outras tantas famílias deste nosso Portugal, de militares cuja carreira, revelam um sentido de servir a Pátria, tal como o meu Pai serviu, no Barrcocal Algarvio, cultivando todo os bocadinhos de terra, que possuía. Por querer fazer parte da Família Luz Cunha, recebeu do meu avô o seguinte recado, como se fosse uma ordem, mas filho nós temos tantas casas e tantos terrenos e eles só têm aquela casinha em Faro. José que me deu o nome, não gostou e levou a vida inteira a cantar:-”Ó Minha Mãe dos Trabalhos/ Para quem trabalho eu/ trabalho p'ra Mãe do Céu/ que da terra já morreu!”. Na realidade quando nasci, recordo-me, quando Deus me deu, capacidade para pensar, que o meu Pai, vivia “sózinho”, trabalhando desde o nascer do Sol, para chegar a Casa no Verão, por vezes à uma hora da noite.Morreu direi com alguma Paz de Espírito, a pensar no filho a quem não conseguiu dar mais do que o Curso Geral do Comércio, mas que seguindo o seu exemplo trabalhou, para além dos limites das suas forças, nas mais variadas profissões, para servir a Pátria, tendo chegado a desempenhar funções de Comandante de Companhia Interino. Deus, Nosso Pai, ajudou-nos e conseguimos com as nossas mazelas, voltar todos às nossas terras, que Deus sabe estão quase todas num completo abandono. Sou mais uma voz de um Soldado que a Natureza, guardará dentro de si, sem rancores e este seu Penso em Ti, está relacionado com o Soldado que cumpriu até ao fim os seus deveres, como cidadão deste pequeno País, onde só a História contará, que nem sempre conta os feitos dos grandes homens desta nossa terra Portuguesa:

PENSO EM TI - JÚLIO  DINIS

Surge a manhã! Tudo é festa
Tudo no campo é prazer,
Trinam as aves na floresta
Hinos de sol ao nascer,
Nestas horas misteriosas,
Em que dos jasmins e rosas
Sobem perfumes aos céus,
Nestas horas de magia
Em que tudo tem poesia,
Meus pensamentos... são teus.

Leva o sol seu curso em meio,
Tudo inunda em clara luz
E só das selvas no seio
Branda sombra se produz.
Mal se ouvem os zumbidos
Dos insectos e os gemidos
Da fonte caindo além;
Nesta hora de ardente calma
De amor só me fala a alma
E este amor - é teu também.

Já vai desmaiado o dia,
Aumenta o grato frescor,
E na alameda sombria
Gorjeia o alado cantor;
Soltam-se os diques às presas,
Da rega é a hora, e às rezas
Convida o bronze cristão;
Cede o trabalho ao descanso
Nestas horas de remanso,
Meus pensamentos teus são.

Noite é já. A lua alta
Dos ares cruza a amplidão.
Longe, ao longe, o mar exalta
Aos céus a vaga canção;
E do arvoredo a folhagem
Quer na sua linguagem,
Seus bramidos imitar;
O sono a terra domina
E a tua imagem divina
Me enleia em brando sonhar!

Penso em ti a toda a hora,
De manhã, pelo arrebol,
Depois, quando à luz da aurora
Sucede o fulgor do sol;
Penso em ti na hora amena
Em que a tarde vai serena
Envolver-se em ténue véu;
Penso em ti de noite escura,
E é toda a minha ventura;
A mais não aspiro eu.

Joaquim Guilherme Gomes Coelho(Júlio Dinis)



deixado a 9/12/11 às 17:31
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Guillaume Tell
"Não se espere mais consciência cívica dos apoiantes deste Governo. Às suspeitas (http://www.dn.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=2157523) sobre ministros respondem com um assobio para o ar, ao saque dos lugares públicos (http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=41823) com um sorriso amarelo, às incursões (http://aeiou.expresso.pt/relvas-rtp-nao-vai-ter-publicidade=f689355) ansiosas nos media com um encolher de ombros, às privatizações (http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/passos-coelho-angola-privatizacoes-investimento-passos-governo/1299392-1730.html) que se preparam sabe deus como (http://cachimbodemagritte.com/3346567.html) dedicam silêncios fecundos, ao abuso das polícias (http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2168695&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina) uns considerandos filosóficos."

 Pessoalemente estive muitissimo irritado com o aumento de impostos e a pouca enfâse dada à luta contra a despesa inútil. Não gostei das negociatas para entrar nos hospitais de Coimbra e Aveiro. Não me acostumei com o cheque às autárquias. E não quero de uma lei do enriquecimento ilícito que vai vigiar todas e todos, sem conseguir em consequência os verdadeiros criminosos. 

 Mas se há muitos egoistas entre os apoiantes de PS e PSD, que dizer do BE? Onde quem perde fica no poder sem esclarecer nada aos militantes e ao país. Que fala da mediocridade de aqueles que diminuiem a despesa despedindo funcionários públicos, mas que faz igual a nível interno, porque o resultado eleitoral não os justificam. Que acha legítimo a população se revoltar contra o Governo mas que se insurge com militantes que se vão embora porque estão fartos de não serem ouvidos:

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/200-elementos-vao-abandonar-o-bloco-de-esquerda-e-formar-novo-partido-1524410 (http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/200-elementos-vao-abandonar-o-bloco-de-esquerda-e-formar-novo-partido-1524410)

 Então, quando é que há eleições no Bloco?

deixado a 9/12/11 às 18:35
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Houve eleições no Bloco este ano. Quantos militantes é que acha que o BE tem? E a que percentagem correspondem os 200 que decidiram sair?  Os militantes que se vão embora sempre disseram, em público e nas convenções, o que bem quiseram. A minoria sempre apresentou moções. Simplesmente, nunca deixaram de ser minoria dentro do movimento. Por isso, partem. Pode ser que consigam qualquer coisa lá fora.


Faz lembrar o dia em que a Fúria Azul teve uma corrente dissidente...

deixado a 9/12/11 às 19:26
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Sergio,

Quem os viu e quem os vê, nada melhor para unir a esquerda que aparecer mais uma força politica á esquerda.
Mas quem se tentava fazer passar que não queria essa união, sabe que era???

Abraços

deixado a 9/12/11 às 20:23
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Guillaume Tell
 E quais foram os resultados? Francisco Louçã foi reconduzido a secretário-geral do partido? Quem se apresentou contra ele? Quais foram os resultados?

 Pelo que precebi o BE tem cerca de 4000 militantes, por isso 200 faz 5%. É bastante. Acho curioso que 5% dos militantes saiam de um partido, algo não deve estar a correr bem aí dentro. Mas não deixa de ser curioso, você apresenta-nos um lindo manifesto contra a "submissão" de certas pessoas aos políticos do centrão mas não lhe parece causar problemas no seu partido que todos estejam "submetidos" à actual direcção. Você critica a lealdade cega, mas ao mesmo tempo acha que quem não concorda consigo tem de ir embora. Ora se todos os oposantes vão embora quem é que resta?

 Por isso você, e tantos outros no BE, são iguais aos "servos" do PS, PSD (e bom aqui "servos"... visto que o PSD é tratado como o "saco de gatos"...), CDS e PCP. Não questionais uma liderança que vos fez perder metade dos votos, que diz uma coisa ao externo mas faz o contrário ao interno, não questiona a falta de responsabilização de uma direcção que só sabe queixar-se e recusa tremendamente participar na eleboração de grandes medidas nacionais.

 Que conclusão espere que eu tire de você e do vosso partido? Que sois iguais aos outros partidos, para não dizer bem pior!

deixado a 9/12/11 às 21:24
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Portela Menos 1
(...) Com uma especial dedicatória (minha) a alguns comentadores aqui do Arrastão. Não preciso de dizer quem são (...) 
.
Vá lá, um pouco mais de transparência!

deixado a 9/12/11 às 19:33
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helder
Quando é dito que os funcionários de uma empresa publica não receberão salários caso façam greve, de que democracia falamos?

deixado a 9/12/11 às 19:39
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Rui Daniel
Infelizmente  nós portugueses sofremos de falta de consciência cívica  há muito tempo, e é pena visto que todos nós, não fomos suficientes para a grande mudança que se nos deparou com o 25 Abril,desleixando um factor importante para Portugal, que era a educação, a começar no ensino básico, e a pensar na formação das futuras gerações,e o resultado é o que se vê, podendo nós encontrar situações idênticas ás descritas por grandes escritores do passado.É caso para dizer que nós portugueses devemos ter vergonha de nos termos deixado arrastar até esta triste situação que põe em causa o bem estar dos portugueses e a independência de Portugal como nação.

deixado a 9/12/11 às 20:00
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