"A Adidas estaria preparada para regressar às moedas locais". A frase é de Herbert Hainer, patrão da empresa alemã de equipamento desportivo. Claro que teve o cuidado de, logo depois, transmitir uma mensagem de otimismo. Mas a frase, impensável há uns meses, já é dita por grandes empresários em entrevistas públicas. O fim do euro já não é um absurdo inimaginável. Já não é um tabu. É uma possibilidade real. E anda muita gente a fazer contas a essa possibilidade.
O ano que começa no fim desta semana e o que se lhe segue decidirão o futuro deste continente. E esse futuro está pendurado no de uma moeda. Há passos que depois de serem dados não têm retorno. A União Europeia teria continuado a existir sem euro, mas depois dele ter sido criado é a União Europeia que morrerá se ele desaparecer. E se a UE morrer a Europa voltará, em plena crise, aos seus piores momentos. Todos os fantasmas do passado - que julgamos sempre, e sempre com engano, que foram ultrapassados - poderão regressar. Este pequeno continente, com demasiada história e ex-potências imperiais, não aguentará uma crise profunda em paz se cada um tratar de si.
Mas a Europa vive um dilema: salvar o euro sem mudar a sua arquitetura e sem democratizar a União terá o mesmíssimo efeito que deixá-lo. Se alimentarmos a ilusão que podemos salvar a moeda destruindo a economia e as democracias nacionais o fim será o mesmo, mas ainda mais destrutivo. Quem julga que pode sacrificar tudo em nome do euro não percebe o que tem de salvar ao salvar o euro. Só uma reconstrução das instituições europeias e da política económica e monetária da União poderá salvar a Europa do buraco em que se enfiou.
O que está em causa, neste momento, é muito mais do que a economia. É muito mais do que o modelo social europeu. É até mais do que a democracia. São 65 anos de paz. O que me espanta é que perante tamanhos perigos os povos europeus, sem exceção, insistam em eleger, um após outro, pigmeus políticos. O que me impressiona é que, sendo ainda possível travar a desgraça e havendo tanta gente consciente da sua iminência, caminhemos todos para o abismo como se a caminhada fosse inevitável.
Publicado no Expresso Online
«O que me espanta é que perante tamanhos perigos os povos europeus, sem exceção, insistam em eleger, um após outro, pigmeus políticos.»
Desta vez não vou fazer um “testamento”, porque já me fartei das minhas próprias repetições sobre este tema e dos avisos e “teorias da conspiração” que, teimosamente, fui deixando no Arrastão, ao longo dos tempos (não esquecendo outros comentadores, alguns dos quais não “aparecem” há várias semanas e até, meses).
Fica, apenas, a pergunta:
Esses “pigmeus” serão colocados no poder, pelo facto de os Povos não verem qualquer alternativa credível, vinda do lado das “minhas” Esquerdas, como se aos seus “líderes” tivesse acontecido qualquer coisa como “Querida, encolhi os miúdos”?
Carlos
Slint
«Mas honestamente eu já me estou a cagar, mantenho-me à parte a observar o ser humano a tornar-se esta coisa burra e formatada (…),bah… já estou a divagar, ficamos assim.»
Desculpa a frontalidade mas, onde é que isso “encaixa” no que escreveste no “post” sobre a greve dos maquinistas? :
«Cá se fazem, cá se pagam. Essa gente não pode pensar que podem fazer o que lhes apetece sem qualquer consequência, espero que os maquinistas se mantenham unidos para que essa gente pare de se rir na sua cara, e até deviam ir mais longe! Deixem as pessoas circular nos comboios sem cobrar bilhete, façam esperas aos administradores, peguem fogo aos carros deles, raptem os seus filhos.»
Isto corresponde, mesmo, ao teu pensamento ou, também, “já estavas a divagar”? Esta definição é muito importante (para mim), porque não confundo lutas dos trabalhadores com actos próprios de terroristas. Depois, talvez possamos continuar a trocar opiniões.
CarlosMeu caro amigo Pereirinha (A.R.A)
Pronto! Então vou condensar a resposta aos anos de todos os perigos, utilizando uma frase do mesmo exímio jogador:
“Prognósticos, só no fim!”
Camarada, a minha pergunta não é difícil. Parece que é a resposta respectiva que encontra um grau de dificuldade muito grande. Afirmas e muito bem, «Daqui ninguém sai ileso… de culpas». Porém, os dirigentes das “nossas” Esquerdas continuam autistas. Ao fim do dia, chegam a casa e perguntam “espelho meu, espelho meu, há quem faça melhor oposição do que eu?”. O espelho não responde (com medo de ser partido) e os dirigentes de cada Partido interpretam o silêncio como um “sinal” de aprovação das suas políticas. E “daqui” não saem…
Meu amigo, a convergência das Esquerdas (Partidos, Sindicatos e outras Organizações) urge, não só em Portugal mas, na Europa, tendo em conta a nossa área ideológica. No entanto, tal como já referimos algumas vezes, a situação actual não se compadece com “purismos” ou “sectarismos”. O plano do Capital Financeiro que está em marcha é o oposto do “Plano Marshall”, consistindo na destruição das Economias, da Democracia e da Liberdade, tal como as conhecemos. Por isso, não abdicando das ideologias respectivas, é ainda mais urgente, a convergência de quem pretende preservar esses valores. Haverá disponibilidade para tal empreendimento ou vamos ficar à espera que o “céu nos caia na cabeça?” Bem, segundo a “Sétima Profecia Maia”, será em 21 de Dezembro de 2012…
Aquele Grande Abraço Camarada.
Carlos
Meu caro amigo Pereirinha (A.R.A)
“Apanhaste” as minhas duas “provocações” em cheio e desta vez, nem foi necessário fazer um aviso prévio. Vou tentar resumir, devido ao adiantado da hora.
Esta China “funciona” como o “exemplo” actual da ambição final do Capital Financeiro. Uma ditadura, onde não exista qualquer vestígio de Estado Social, direitos dos trabalhadores, nem a possibilidade de emitir um simples “pio” discordante. E se, no início, a China foi “útil” para essa ambição final, agora é o problema mais sério com que o Capital Financeiro se confronta. “Alguém” se esqueceu da célebre paciência do chinês…
Perante o “modelo amarelo” (e os seus poderios), o projecto do Grande Ditador Mundial “branco” encontra-se num dilema muito grande. Como irá resolvê-lo? Esta é a parte “provocatória/racista”, para ver se as “coisas animam” e os “marretas” não ficam sozinhos a “partir pedra”.
Sobre a, incorrectamente, chamada sétima profecia Maia, deixo este “link”:
http://www.youtube.com/watch?v=DpEIDJQVb
Beijocas das “minhas Mulheres”.
Aquele Grande Abraço Camarada.
E parafraseando um grande amigo e camarada, se hoje não nos falarmos, desejo um esplêndido ano de 2012 para ti e para os teus.
Carlos
NOTA: À meia-noite, beberei uma taça de champanhe, num brinde sincero a todas as pessoas amigas do Arrastão, com os mesmos votos que te retribuí.
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