JgMenos:
«E não fique por dizer que quem nos colocou neste estado de necessidade é quem mais deve ser responsabilizado pela nossa prostituição.»
Estará o meu caro a pensar no mesmo que eu?
Duvido.
Sugiro-lhe então que veja, com olhos de ver, a seguinte informação:
Consulte os dados sobre as taxas de crescimento do PIB de 1961 a 2008 (dados do Banco Mundial disponíveis na Net), o gráfico do crescimento da dívida pública de 1980 a 2010 (publicado no suplemento Economia do jornal Expresso em 19/03/2011, a partir de dados do FMI e do BdP) e o desequilíbrio da balança comercial na % do PIB entre 1910 e 2010 (no blogue Desmitos, do ministro da Economia Álvaro Santos Pereira) e terá muitas surpresas. Aí verá as verdadeiras razões do estado do nosso Estado.
Esta pulhice do tipo rivalidade Porto x Benfica ou Benfica x Sporting não nos leva a nada.
Vá por mim.
P. S. Se tiver dificuldades em encontrar o material que lhe indico, deixe-me aqui um endereço de e-mail (nem que seja criado apenas para esta finalidade, no gmail, por exemplo, é fácil e grátis criar um endereço de e-mail) que eu envio-lhe tudo prontinho a ler.
Senhor JgMenos:
O senhor diz: «A mão estendida vem da dívida, e fala-me em PIB»
A mão estendida vem de se gastar mais do que se produz, o que aumenta a Dívida Pública. E o que se produz mede-se pelo PIB: não são 2 coisas independentes.
Embora haja outros factores a ter em conta, como a balança de transacções externas, importantíssima, pois o PIB, de facto, pode ser construído artificialmente a partir de consumo interno com graves problemas na balança de transacções externas se não se produzir o suficiente.
Mas não é indiferente o crescimento do PIB, os países emergentes, que estão a crescer 7%, não têm Dívida Pública preocupante, nem défice excessivo e os europeus praticamente todos, que estão a crescer apenas décimas (ou a mesmo a decrescer alguns) estão com graves problemas de défice e/ou de Dívida Pública.
Quanto a demagogia, eu vejo muita, normalmente movida por ódio ideológico contra toda a racionalidade dos indicadores económicos objectivos.
E o ódio cega as pessoas nas suas análises.
(continua)
(continuação)
É preciso entrar em linha de conta com todos os indicadores económicos objectivos nas nossas análises e ver também as tendências e médio e de longo prazo dos países.
Por isso lhe falei nos 3 indicadores: o crescimento do PIB de 1961 a 2008 (dados do Banco Mundial disponíveis na Net); o gráfico do crescimento da dívida pública de 1980 a 2010 (publicado no suplemento Economia do jornal Expresso em 19/03/2011, a partir de dados do FMI e do BdP); o desequilíbrio da balança comercial em % do PIB entre 1910 e 2010 (disponível no blogue Desmitos, do ministro da Economia Álvaro Santos Pereira).
Estes 3 tipos de indicadores dizem-nos para onde temos estado a caminhar desde há muitos anos, os últimos dez, embora tenham sido os piores, são mais uma consequência dessa tendência do que determinantes eles próprios da tendência.
E o agravamento dos últimos 10 anos não é alheio à entrada no euro nem à actual crise que afecta quase todo o mundo, excepto os países ricos em energia e noutros recursos (Brasil, China, Índia, etc.)
E é verdade que o despesismo e o beboche do Estado só têm agravado as coisas.
Mas eu costuro exemplificar que um poupadinho pode ter dívidas e um gastador não ter. Tudo depende da relação entre os rendimentos e as despesas.
Em Santa Margarida, já lá vão uns bons anos; havia uma só mulher para atender uma Companhia, trabalhava com todo o seu afã, de pé. Os Soldados de pé, ficavam realizados. Limpando com um trapinho ela atendia mais um cliente. Se Miguel Relvas souber da existência destas mulheres trabalhadoras, é capaz de as mandar para Angola em missão de Paz, para que os nossos irmãos Angolanos estreitem cada vez mais os laços que nos unem e deixaremos de as ver à beira das nossas estradas:
Lá vai em missão de Paz/a dona com a passarinha/leva consolo a um rapaz/que dantes nunca o tinha:)
Eugénio dos Santos
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