O Wall Street Journal diz que Portugal terá de receber um segundo "resgate". Se o fizer, digo eu, quer dizer que a sua irresponsabilidade ultrapassou os limites da normalidade e alguém, de alguma forma, terá de pôr um travão nesta loucura. Não podemos continuar a pedir emprestado para pagar dividas e juros absurdos e, ainda por cima, em troca de medidas recessivas que tornam o pagamento dessa dívida numa miragem.
Na Grécia este filme já vai mais avançado. O que é uma vantagem para nós. Foram "resgatados" e só agora, com a economia definitivamente em ruínas, estão a renegociar a dívida. Tarde demais, para dizer a verdade. Já de pouco serve. Só mesmo porque já não há onde ir sacar mais é que fizeram o que há muito deveriam ter feito. Agora é provável que já só lhes reste preparar a saída do euro.
Perante estas duas noticias - o artigo no WSJ e a renegociação grega - Passos Coelho, a braços com um risco de bancarrota acima dos 67%, diz que "não pediremos tempo nem dinheiro". Ou Passos é ainda maisinconsciente do que parece ou é mentiroso. Espero que seja mentiroso. Sempre é menos trágico para o futuro do país do que sermos governados por um lunático.
Publicado no Expresso Online
Fado:
Há um jornal gratuito na Madeira, pago do orçamento madeirense (do Estado), por decisão patriótica do seu amigo de partido A. J. Jardim.
Mande para lá a morada que eles enviam-lho de borla (sim aquilo é de borla, não custa nada, 500 mil euros / ano).
E aí só saem coisas sérias, e evita rir-se com o Expresso pois ainda corre o risco de ter um ataque de coração desencadeado por um ataque de riso.
E era uma pena, deixávamos de o ter aqui plantado todos os dias e deixávamos de nos rir (de borla, sim este riso que nos provocam os seus comentários é que é verdadeiramente de borla).
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