O que é mau para Portugal é mau para a Madeira. O aumento do IVA, prazos de pagamento muito curtos e uma redução do investimento público (talvez na Madeira bastasse alguma razoabilidade) terão efeitos na economia da Madeira e, a curto prazo, nas suas contas públicas. Maus efeitos, claro está.
Há algumas diferenças em relação à situação nacional. Agora que conhecemos finalmente as contas de 2011, ficámos a saber que o "desvio colossal" se deveu sobretudo à queda das receitas. Ficaram mais de 2.300 milhões de euros abaixo do previsto. Já a despesa ficou 440 milhões abaixo do que se contava. Ou seja, não foi, ao contrário do que insistentemente se diz, a despesa galopante que desequilibrou as contas públicas, mas a perda de receitas, sobretudo nos descontos para a segurança social e no IVA. Foi a crise, muito mais do que despesismo. Na Madeira, pelo contrário, as despesas, sobretudo em ano de eleições regionais, foram sempre astronómicas.
Ainda assim, o resultado da austeridade (e não da disciplina, que, com ou sem dinheiro, nunca acontecerá com Jardim a governar) será o mesmo que no Continente: mau para a economia, mau para as receitas, mau para as contas públicas.
Só que Jardim pretende fazer um paralelo inaceitável com o conjunto do País (que inclui, recorde-se, a Madeira). Quer parte das receitas da privatização da TAP, da ANA e dos CTT. Algumas perguntas: porque hão de os madeirenses receber duas vezes pela mesma coisa (como portugueses e como madeirenses)? Quanto dinheiro o governo regional da Madeira investiu nas duas últimas empresas (a primeira não pode receber fundos do Estado)? Que participação teve na sua valorização financeira? Ou Jardim defende a solidariedade nacional na hora de receber quando ela nada lhe diz na hora de pagar?
Resta então a questão política. Há uma grande diferença entre a "negociação" com a troika e esta. A primeira aconteceu com um governo demissionário. E que assim ficou por se ver obrigado a pedir uma intervenção externa e a assinar um memorando desastroso para o País. Ainda antes de pedir este dinheiro José Sócrates considerou que tinha de voltar a ver sufragada a sua legitimidade. Perdeu as eleições. Alberto João Jardim esperou para depois das eleições para acordar medidas de austeridade. Os madeirenses foram a votos sem saber ao certo o que lhes esperava. E isso é inaceitável. Houve quem defendesse, na Madeira, durante a campanha, que as eleições deviam ser adiadas para depois deste acordo - que se saberia que acontecia. Assim não aconteceu.
Se Alberto João Jardim pensasse em mais do que a sua própria sobrevivência política - que explica, em grande parte, o estado das contas públicas madeirenses - faria o mesmo que anterior primeiro-ministro fez. Faria o mesmo que ele próprio fez quando Sócrates mudou as regras de financiamento da Madeira. Precisava então de legitimidade reforçada? E agora, não precisa? A resposta é simples: antes podia acusar o governo da República pelas suas desgraças, agora teria de assumir as suas responsabilidades.
Publicado no Expresso Online
Para terminar porque não gosto, peço desculpa, de muitas réplicas e contra réplicas apenas entre dois, confunde-se com latifúndios e sabe-se bem onde isso nos leva.
Na realidade não detesto ninguém, alguns muitos alguns para mim são apenas pequenitas moscas que enxuto porque me aborrecem como num dia de Verão na praia (hoje deu-me para a prosa rebuscada).
Outros muitos outros a mim parecem-me aqueles cãezitos que ladram, ladram e quase que nos chegam às canelas e com um bom berro lá vão rabo entre as pernas.
Está explicado.
O Expresso é um jornal socialista que detesta Passos Coelho porque ele pode ser um entrave às pretensões do grupo Impresa e para isso fará tudo o que for necessário, até elogiar Cavaco.
Lendo as várias intervenções dos cronistas abre-se a boca de espanto como é que eles querem ser chamados de jornalistas.
Chama-se a isto ter um grande jogo de rins.
Melhores cumprimentos.
Não, não, está enganado.
Por acaso estou a beber um Porto que não sendo um Vintage é de uma boa colheita um LBV com idade respeitável para comungar da tristeza daquele senhor que é treinador do FCP.
Adiante.
Para começar o senhor está incluído no grupo da Cristina e para finalizar estou atento, muito atento mesmo, a tudo o que me rodeia.
E neste momento assusta-me a tomada do poder da CGTP por um funcionário medíocre do PCP que será apenas a correia de transmissão mais ortodoxa de um partido que por si já é um anacronismo.
Isto é mau, para os trabalhadores, para a CGTP, para Portugal.
Por mim estou-me borrifando, estou quase de partida, quem ficar que apague a luz e feche a porta.
Melhores cumprimentos
Bye.
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