“Mais pobres e explorados, seremos cada vez melhor vigiados.”
Ricardo Noronha resume bem as prioridades de um governo que limita drasticamente as despesas sociais ao mesmo tempo que prepara “os procedimentos necessários para a admissão de dois mil novos elementos para as forças de segurança” (
jornal i). Não é simplesmente um Estado que se levanta, mas sim um certo modelo de Estado: o reforço do Estado penal é a consequência inevitável das políticas de austeridade assimétrica, apoiadas pela UE realmente existente, que erodem o Estado social e esfarelam as solidariedades no mundo do trabalho. Definitivamente, isto está bom para os
consultores do capitalismo de desastre.