“Estamos prontos para agir e agiremos.” Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal norte-americana e um dos principais estudiosos da Grande Depressão, no
Observer de hoje. O contraste com a complacência de Trichet é evidente. Bernanke sabe o que aconteceu em 1937: a histeria dos défices e a reorientação da política monetária deram origem a uma nova quebra da actividade económica em 1938, da qual os EUA só saíram com a instituição, em grande, de uma combinação de keynesianismo e de planeamento. Tudo no quadro de uma economia de guerra, uma das formas, seguindo o economista polaco Michal Kalecki, em
artigo já clássico e com elementos de uma tão grande actualidade passadas todas estas décadas, da “aliança entre os grandes negócios e os interesses rentistas” aceitar uma política de pleno emprego…